Tem toda (!) a importância

“O Papa iniciou hoje o primeiro de quatro dias da sua visita a França. (…) Bento XVI apelou a uma nova reflexão sobre a laicidade e à gantia [o erro ortográfico aqui não é meu, é como está no artigo original] da liberdade religiosa .

“Neste momento histórico onde as culturas se encontram, é necessária uma nova reflexão sobre o verdadeiro sentido e importância da laicidade”, afirmou o Papa, considerando “fundamental” que se insista “sobre a distinção entre o político e o religioso”, no sentido de “garantir não só a liberdade religiosa dos cidadãos mas também a responsabilidade do Estado para com eles”.

Bento XVI sublinhou ainda a “função insubstituível da religião para a formação das consciências e da contribuição que esta possa ter, em conjunto com outras instâncias, para a criação de um consenso ético fundamental na sociedade”.

Estas declarações são uma resposta do Sumo Pontífice às teses defendidas por Nicolas Sarkozy, após a sua visita ao Vaticano, em Dezembro de 2007, na qual falou de laicidade positiva.

“Assumimos as nossas raízes cristãs”, reiterou hoje o chefe de Estado francês, perante Bento XVI. “Seria uma loucura privarmo-nos das religiões. Seria simplesmente uma falta contra a cultura e contra o pensamento. É por isso que apelo a uma laicidade positiva”, acrescentou Sarkozy.”

Ver aqui.

Ratzinger pede uma “nova reflexão sobre o verdadeiro sentido e importância da laicidade”.

Bonito.

Primeiro, só o facto de se estar a pedir uma “reflexão sobre a importância da laicidade” é ofensivo só por si. Qual a importância, Sr. Ratzinger? TODA!! Final da reflexão!

E em relação a “verdadeiros sentidos”… curioso como cada vez que um crente pergunta qual o “verdadeiro sentido” da religião organizada normalmente é criticado ferozmente como sendo anti-religião. Será que posso dizer que alguém que se interroga sobre o “verdadeiro sentido da laicidade” será anti-laicidade?

Cada um responda como quiser (ou puder).

E claro que Sarkozy teria de dizer os “disparates de protocolo”. Todos dizem. Não há nenhuma coragem para dizer que a cultura e o pensamento podem passar muito bem sem a religião organizada e a influência das igrejas.

Continua a ter todo o peso o “amigo invisivel no ceu”

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