Típico de quem fica aflito

“Os intervenientes do painel sobre «Cuidados Continuados» do I Congresso da Pastoral Social fizeram críticas à excessiva estatização e à falta de articulação entre o Estado e as instituições sociais que trabalham nesta área. A decorrer em Fátima até amanhã (dia 11), neste congresso, com o tema «Intervir na Sociedade, Hoje! Memória e projecto», José da Costa Fernandes, presidente da Federação Instituições da Terceira Idade (FITI), acusou as “dificuldades” com que as organizações têm sido confrontadas, “decorrentes da gradual e consistente estatização da acção social e de nacionalização da solidariedade”.

Ainda neste domínio, apontou, há um “claro desinvestimento do Estado” na política de cooperação. Lembrando que “as instituições sociais não acordaram hoje para as necessidades da terceira idade”, lamentou a duplicação de estruturas e as “sobreposições de actuação, em áreas geográficas cujas necessidades estão já cobertas pela iniciativa solidária”. Há uma “actuação isolada do Estado nestes domínios, contrária ao espírito de parceria”, acusou. Mas disse que “importa reforçar a articulação” entre o Estado e o sector social e que “as instituições do sector social consideram essencial melhorar as suas relações com o Estado”.”

Ver aqui.

Pois, é sempre um encanto ver as preocupações dos “líderes espirituais” a virem ao de cima quando se trata de perder influência na sociedade.

Onde se lê:

“decorrentes da gradual e consistente estatização da acção social e de nacionalização da solidariedade”

e

“sobreposições de actuação, em áreas geográficas cujas necessidades estão já cobertas pela iniciativa solidária”,

deve-se ler:

“quando o Estado, na sua natureza secular, vem e proporciona um serviço que nos retira a possibilidade de realizarmos o nosso proselitismo, isso causa dificuldades, para além de não achamos nada bem”.

Típico.

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