Jewel of Medina descensurado
Por Bruno Miguel Resende • 7 Set, 2008 • Categoria: Ciência & Educação, Departamentos, Internacionais, Notícias, Psicologia & SociologiaSegundo a BBC, o romance Jewel of Medina de Sherry Jones será lançada no Reino Unido pela Gibson Square para o próximo mês, tendo o editor classificado de “imperativo” o seu lançamento. No mês passado a obra havia sido censurada e cancelada pela editora Random House alguns dias antes do lançamento, agendado para dia 12 de Agosto nos Estados Unidos. A editora alegou que a obra literária poderia ofender os islâmicos e incitar actos de violência.
Martin Rynja da Gibson Square defendeu que “deve existir livre acesso a trabalhos literários“, acrescentando que “se um romance de qualidade lança luz sobre um lindo assunto do qual pouco sabemos no ocidente, mas temos um genuíno interesse nele, e não pode ser lançado cá, então isso realmente significa que o relógio retrocedeu até à idade das trevas.“.
Para além do lançamento do romance no Reino Unido, existe o esforço de tentar lançá-lo em outros países.
Salman Rushdie, que recebeu uma fatwa com ordens para a sua execução pelo líder religioso islâmico Ayatollah Khomeini relativamente ao livro Satanic Verses de 1988, defendeu que o livro não deveria ser engavetado nos Estados Unidos, acrescentando que “Isto é censura através do medo, e abre muito maus precedentes.“.
imperativo. Sem dúvida
A ver se os responsáveis pelas grandes editoras deixam de ser tão cobardes e começam a defender o direito à liberdade de expressão.
Bruno, já reparaste no “som de fundo” do “canto dos grilos” nas caixas de comentários cada vez que escrevemos alguma coisa sobre o islão e as coisas negativas que vêm dessa religião?
Parece que as “comadres” só saem à janela quando passa a procissão favorita.
Deve ser porque não há muitos muçulmanos a visitar o portal…
Quando houve a polémica das caricaturas, deveriam ter saído em todos os orgãos de comunicação social das sociedades livres. A mesma coisa deveria ser feita para esta publicação. A mensagem seria de união e defesa dos nossos valores e aqueles loucos atrasados e assassinos psicopatas se queriam nos silenciar e fazer prevalecer o seu obscurantismo, teriam de nos matar aos milhões.
Concordo. Não se pode ter rédea curta com essa gente.
E não nos esqueçamos que o Vaticano condenou as caricaturas, apesar de serem à concorrência…
Eu gostava é de ver se o Portal Ateu tem a coragem de publicar as caricaturas que possam ofender os muçulmanos com a mesma ligeireza com que o faz em relação às caricaturas sobre a figura de Cristo…
Caro António,
Que não seja por causa disso. Sabe, sempre gostei muito de banda desenhada. Já os publiquei no meu blog pessoal (ver) há mais de dois anos e não teria qualquer problema em os colocar também no Portal Ateu. Vou deixar aqui um “cheirinho”. Se quiser a degustação completa avise-me.
De facto,tiro-lhe o chapéu,ó Helder…e louvo-lhe a coragem…P.S.Mas experimente colocar Maomé em representação de erecções vigorosas ,como sucedeu com o escarnecimento da figura de Cristo,que eu gostava de saber até que ponto vai a sua coragem…
Caro António,
Não tenho jeito para o desenho e muito menos para a escultura. Mas, se descobrir tais imagens não se esqueça de me informar, por favor.
Contudo, jamais publicaria alguma imagem de uma erecção de Maomé que deixasse Jesus ficar mal visto. Naturalmente…
Agora é você que está a fugir com o rabo à seringa…;)
António,
Sinceramente, numa conversa onde se envolvem erecções não estava nada à espera que usasse essa metáfora.
Ricardo Silvestre, parece-me existir mais excitação cristã com imagem explícitas do que com livros onde os contextos são mais complexos de absorção, existe pouca dedicação à crítica, muita vontade de excitação com os amigos imaginários preferidos. Claro que pessoas com amigos imaginários se solidarizam com outras pessoas com amigos imaginários perante a arte, no contexto real comportam-se como marionetas do seu ente sobrenatural predilecto em barbárie, tão rotineira que se torna familiar, normal, quotidiana, sendo a perspectiva anticonformista vista como um travão ao rumo de decadência que tanto estimam, e que partilham muitas vezes. De resto, é mais fácil ver pessoas religiosas excitadas com imagens artísticas dos seus amigos imaginários do que com obras literárias de Marquês de Sade. Estranho quanto a mim…
Cumprimentos.
Caro Luis Simões, concordo plenamente. Aliás, a forma como os Estados Unidos trataram o tema clarividenciou em muito a liberdade da escravidão americana, nem o libertário programa South Park escapou à censura.
Cumprimentos.
“De resto, é mais fácil ver pessoas religiosas excitadas com imagens artísticas dos seus amigos imaginários do que com obras literárias de Marquês de Sade.”….De resto é mais fácil ver um ateísta como você deitar pela boca fora um conjunto repetido de inanidades como esta…Que pobreza de Espírito…
Consegue o Bruno manter esta verborreia desprovida de sentido cada vez que escreve um texto…