Dualidades

Por Ricardo Silvestre • 6 Set, 2008 • Categoria: Ciência

Na crítica de um livro escrito por Steve Fuller “Dissent over descent“, Antony Grayling faz a obliteração pura e simples de mais um apologista para o “desenho inteligente”.

O artigo é de se ler na totalidade (pode o encontrar aqui), mas uma parte resolvi transcrever aqui para os nossos leitores menos à vontade com o Inglês.

De AC Grayling

“O que fez o ateísmo pela ciência?
Retirou o risco de os cientistas serem queimado na fogueira por serem contrários à opinião que “o senhor colocou as fundações da terra para que nunca mais sejam alteradas”.
Retirou a necessidade de se distorcer as observações, factos e resultados experimentais de forma a se encaixarem numa doutrina vigente que se encontra no pólo oposto àquilo que as evidências demonstram.
Ou seja, libertou as mentes e a capacidade critica da humanidade.
Durante os últimos 4 séculos, a diminuição da influência religiosa ao mesmo tempo que se desenvolveu o método científico e o conhecimento tecnológico reforço a dualidade incontornável: quanto menos religião, mais ciência, quanto mais ciência, menos religião.”

“Amen”!

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29 Respostas »

  1. “quanto menos religião,mais ciência,quanto mais ciência,menos religião”…Nietsche afinal estava errado,porque Deus lá vai sobrevivendo ao pequeno deus da ciência…Se os cientistas conseguirem demonstrar o que aconteceu no momento 0 do big bang então matam-nO de vez…Mas,até lá,vão ter que suar muito as estopinhas…

  2. Nietsche? Não conheço. Quem é?

  3. Era só para saber se conhecias o irmão gémeo de Nietzsche,ó purista da linguagem…caíste que nem um patinho…chumbaste redondadamente…Para a próxima pergunto-te se sabes quem foi Lucifer…pode ser que acertes…

  4. Eu acerto sempre quando falo do que sei, e sei escrever português, que regalia…

    Entre Nietzsche e Lúcifer se tece uma sensação comum, incomum entre arquétipos e indivíduos, para além do bem e do mal…

    Decididamente, você não é nem nunca será hiperbóreo… Pelo menos é um espécime cómico…

  5. Não tão cómico como tu…Tu és imbatível em comicidade…e nem imagimas a boa disposição que me causas…

  6. Quem é este magano que vem para aqui dizer coisas que pensa serem muito espertas?

  7. Ricardo, parece-me bastante redutora a visão positivista do artigo, nomeadamente quando se refere à perspectiva de autonomia absoluta cientifica, ou uma dedução similar:

    “Retirou a necessidade de se distorcer as observações, factos e resultados experimentais de forma a se encaixarem numa doutrina vigente que se encontra no pólo oposto àquilo que as evidências demonstram.”

    Tudo isso sucede em presença de religião, não existe uma ciência pura, pelo menos a emanada socialmente, as coisas derivam para a deturpação em contextos sociais baseados em dogmas religiosos mais ou menos invisíveis, ou seja, daquilo que a ciência produz, uma boa parte é censurada, outras deturpadas, outras proibidas. Basta analisar os estudos com substâncias alteradoras de consciência, estudos esses na maioria dos casos proibidos por incorrerem no pecado do prazer Humano, para além de explorarem coisas que supostamente teriam sido aniquiladas pelas evangelizações, as ciências maias, os calendários astronómicos, as substâncias utilizadas por diversas civilizações, claro está, no meio de diversidade onde essas culturas se desenvolveram os estudos são mais que importantes, plantas que nunca foram analisadas aprofundadamente à luz da ciência, e cujos benefícios são mais que muitos comprovados empiricamente e, na maioria dos casos, pelas ciências sociais e pelas ciências orientadas à consciência Humana, um cume de um iceberg que permanece ilegal sobre a palavra pecado transcrita para códigos penais sobre o nome de crime.

    Casos ainda da demonstração ad nauseam da natural diversidade sexual Humana, homossexualidade, bissexualidade, e espectros vastos, onde socialmente é impossível emanar aquilo que é cientificamente tão lúcido, mesmo assim esmagado em dogmas desumanos e de potenciação de vacuidade intelectual e física, mas muitos mais exemplos existem. As coisas melhoram muito, mas essa perspectiva positivista parece-me muito utópica. Basta ver-se o tratamento para problemas psicológicos em hospitais, um dogma de mecanização Humana sem percepção do vasto Universo que é a mente Humana, esta moldagem da ciência aos dogmas religiosos produz efeitos demolidores, basta verificar os aumentos das depressões. O indivíduo é são, as envolvências não o são. Teoricamente a ciência é a base do conhecimento e da percepção da realidade, resta saber como se coloca isso em prática, as envolvências são dogmáticas. Células estaminais, LSD, Amanita Muscaria, mescalina, e por aí fora, tudo em segredos dos deuses, ou em proibições, ou em ciências ocultas amedrontadas com represálias sociais. O positivismo deste artigo parece-me… relativamente dogmático. Ou estarei eu em absurdismo excessivo. De qualquer das formas, as afirmações absolutas desse artigo estão erradas à partida, penso ter dado exemplos suficientes, e bastaria um único para um absolutismo se torne absolutamente errado.

    Cumprimentos.

  8. “Quanto mais ciência,menos religião ?”… Falso.Há cientistas ateus e há cientistas teístas.Não é intelectualmente legítimo metê-los no mesmo saco ideológico,para tentar extrair um silogismo totalmente falacioso.Muitos exemplos se poderiam dar de relevantíssimos cientistas,que,nos mais diversos domínios do saber científico,mantiveram e reforçaram as sua convicções religiosas,à medida que iam aprofundando as suas pesquisas.Mas creio que o exemplo de Einstein será bastante e eloquente para se infirmar o postulado errado,que subjaz ao presente artigo.Com efeito,quando interpelado pelo rabino Herbert S. Goldstein,da Sinagoga de Nova Iorque,que lhe formulou esta simples pergunta:” O senhor acredita em Deus ?”,a resposta de Einstein foi:” Acredito no Deus de Espinosa,que se revela na harmonia ordeira daquilo que existe,e não num Deus que se interesse pelo destino e pelos actos dos seres humanos”.Ou seja,Einstein nunca subscreveria a tese “Dualidades” deste Portal Ateu e,assim sendo,estou convicto de que,nesta dialéctica, todos os crentes se sentirão muito bem acompanhados por um dos maiores génios científicos de todos os tempos…

  9. “ateísmo”?? Certamente que o autor enganou-se. O correcto seria FILOSOFIA.

  10. “Se os cientistas conseguirem demonstrar o que aconteceu no momento 0 do big bang então matam-nO de vez”

    Coincidência… temos morte anunciada para quarta-feira… não faltem ao funeral…
    http://dn.sapo.pt/2008/09/06/ciencia/em_busca_particula_deus.html

  11. Esses cientistas são doidos.Então ainda não entenderem que não existe a mais íntima partícula da matéria ? Que tudo na vida são correlações de energia e que,no nível mais elementar da matéria,manda o 2,não o 1,porque não há nada que exista por si próprio ?
    Eu gostava é de ver eles explicarem se um bago de uva,aparentemente finito,é composto por elementos subatómicos finitos e por quantos.Se descobrirem então teriam morto ou encontrado Deus…Tentar não custa…chegar lá é que mais difícil….P.S.Einstein dizia que “Deus não joga aos dados…”.Mas aí errou:Deus adora divertir-se à custa dos ateus…

  12. Caro António,

    Será que pertence ao grupo de pessoas que ainda coloca o Big Bang ao nível da teoria do Steady State?
    Já devia saber que esta teoria do universo estacionário inicialmente defendida por Einstein por herança religiosa nos seus tensores, e posteriormente defendida até ao desespero por Fred Hoyle, está errada.
    O Big Bang aconteceu mesmo, e o universo não é nada daquilo que o génio de Einstein imaginou em macro-escala.
    Já em micro-escala, o universo também se tem revelado exactamente o contrário do que ele imaginou.
    Sente-se realmente reconfortado pelo deísmo de Einstein?

    Quanto à frase «Deus não joga aos dados» simplesmente nunca foi proferida.
    Esta frase costuma ser evocada por alguns crentes como um reconhecimento da superioridade divina por parte de Einstein
    O que foi escrito exactamente foi o seguinte numa carta a Max Bom em 1926:

    « “A mecânica quântica está a impor-se. Mas uma voz interior diz-me que ainda não é a teoria certa. A teoria diz muito, mas não nos aproxima do segredo do Velho (the Old One). Eu estou convencido que Ele não joga aos dados.”

    Para além dos termos utilizados na referência à divindade não serem muito respeitosos, ainda por cima é utilizado apenas como uma metáfora.

    Outras afirmações interessantes de Einstein sobre a religião em carta escrita em 1954, um ano antes da sua morte em resposta ao livro de Gutkind Escolha a vida: O chamado bíblico para a revolta.

    « - A palavra Deus para mim é nada mais que a expressão e produto da fraqueza humana, a Bíblia é uma coleção de lendas honradas, mas ainda assim primitivas, que são bastante infantis»

    Ainda continua a sentir-se reconfortado pelo deísmo de Einstein?

    PS: O problema da uva é fácil. Já reparei que se baldou às aulas de física.

  13. Fico à espera que você explique “ex cathedra” o problema do bago de uva…Se conseguir lá chegar o que,metodologicamente,duvido…

    Entretanto,deixo-lhe mais uma das frases de Einstein,bem reveladora da sua posição não ateísta:“Não sou ateu, e não creio que possa me chamar panteísta. Estamos na situação de uma criancinha que entra em uma imensa biblioteca, repleta de livros em muitas línguas. A criança sabe que alguém deve ter escrito aqueles livros, mas não sabe como. Não compreende as línguas em que foram escritos. Tem uma pálida suspeita de que a disposição dos livros obedece a uma ordem misteriosa, mas não sabe qual ela é. Essa, ao que me parece, é a atitude até mesmo do mais inteligente dos seres humanos diante de Deus. Vemos o Universo, maravilhosamente disposto e obedecendo a certas leis, mas temos apenas uma pálida compreensão delas. Nossa mente limitada capta a força misteriosa que move as constelações. Sou fascinado pelo panteísmo de Espinosa, mas admiro ainda mais sua contribuição para o pensamento moderno, por ele ter sido o primeiro filósofo a lidar com a alma e o corpo como uma coisa só, e não como duas coisas separadas”.

  14. « Deus adora divertir-se à custa dos ateus…»

    É capaz de ter razão…
    À custa dos crentes ele só se deve entristecer…

    Podia ter indicado a origem da frase alegadamente de Einstein que colocou.
    Não acrescenta nada de novo ao que tenho dito: Einstein era deísta.

    PS: Insisto. O problema da uva é fácil. Experimente resolvê-lo. E quando tiver paciência, partilhe connosco essa sua teoria do emparelhamento de partículas que nos impede de as analisar individualmente.

    Cumprimentos

  15. O problema do bago de uva é fácil sim,mas não é algo que você consiga explicar no sentido que equacionei.Basta atentar na equação einsteiniana de E=mc2 para se concluir que um bago de uva,aparentemente finito ,quando analisado na sua composição atómica,é composto por elementos que infinitamente se interligam.A partícula elementar da matéria simplesmente não existe.Toda a energia se liga a toda a energia…
    Quanto a Einstein,não quero maçá-lo,mas,como tenho por hábito não me baldar aos trabalhos de casa,aqui vão mais algumas citações dele,que lhe permitirão concluir pela sua peculiar visão teísta da Vida:

    “Não existe nenhum caminho lógico para a descoberta das leis do Universo.O único caminho é a intuição”

    “Falando do espírito que informa as investigações científicas modernas, sou da opinião que todas as melhores especulações, no âmbito da ciência, brotam de um sentimento religioso profundo, e que esse tipo de religiosidade que se faz sentir hoje na investigação científica é a única atividade religiosa criativa de nosso tempo”

    “A ciência sem religião é manca; a religião sem a ciência é cega. ”

    “O mistério da vida me causa a mais forte emoção. É o sentimento que suscita a beleza e a verdade e que cria a arte e a ciência. Se alguém não conhece esta sensação ou não pode mais experimentar espanto ou surpresa, já é um morto-vivo e seus olhos se cegaram. Aureolada de temor, é a realidade secreta do mistério que constitui também a religião. Homens se confessam limitados e seu espírito não pode compreender esta perfeição. E este conhecimento e esta confissão tomam o nome de religião. Deste modo, e somente deste modo, sou profundamente religioso, bem como esses homens. Não posso imaginar Deus a recompensar e a castigar o objeto de sua criação.”

    “Deus pode ser sutil, mas não é maldoso.”

    “A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original. [Elucubrando e especulando: obviamente o cérebro não é a mente; apenas é o órgão físico do qual a mente depende e não depende para se manifestar e interagir, pois muitas manifestações podem acontecer sem a intermediação do cérebro"

    "O mecanismo do descobrimento não é lógico e intelectual; é uma iluminação subitânea, quase um êxtase. "

    "Não consigo conceber um Deus pessoal que influa diretamente sobre as ações dos indivíduos, ou que julgue diretamente criaturas por Ele criadas. Não posso fazer isto, apesar do fato de que a causalidade mecanicista foi, até certo ponto, posta em dúvida pela ciência moderna. Minha religiosidade consiste em uma humilde admiração pelo espírito infinitamente superior que se revela no pouco que nós, com nossa fraca e transitória compreensão, podemos entender da realidade. A moral é da maior importância para nós, porém, não para Deus. [Sim, porque a moral é humana. O que é cósmico, eterno e imutável é a Ética.]”

    “Todos podem atingir a religião em um último grau, raramente acessível em sua pureza total. Dou a isto o nome de religiosidade cósmica; mas não posso falar dela com facilidade, já que se trata de uma noção muito novaà qual não corresponde conceito algum de um Deus antropomórfico. Notam-se exemplos desta religião cósmica nos primeiros momentos da evolução em alguns salmos de Davi ou em alguns profetas. Em grau infinitamente mais elevado, o Budismo organiza os dados do cosmos… Ora, os gênios religiosos de todos os tempos se distinguiram por esta religiosidade ante o cosmos. Ela não tem dogmas nem um Deus concebido à imagem do homem, portanto nenhuma Igreja ensina a religião cósmica. Tenho também a impressão de que os hereges de todos os tempos da história humana se nutriam com esta forma superior de religião. Contudo, seus contemporâneos muitas vezes os tinham por suspeitos de ateísmo, e às vezes, também, de santidade. Considerados deste ponto de vista, homens como Demócrito, Francisco de Assis e Spinoza se assemelham profundamente. ”

    “Eu quero saber como Deus criou este mundo. Não estou interessado neste ou naquele fenômeno, no espectro deste ou daquele elemento. Eu quero conhecer os pensamentos Dele. O resto são detalhes.”

    http://paxprofundis.org/livros/einstein/einstein.htm

  16. Caro António,

    «Basta atentar na equação einsteiniana de E=mc2 para se concluir que um bago de uva,aparentemente finito ,quando analisado na sua composição atómica,é composto por elementos que infinitamente se interligam.A partícula elementar da matéria simplesmente não existe.Toda a energia se liga a toda a energia…»

    Objecção 1 – O bago de uva é finito e não aparentemente finito.
    Objecção 2 – Os elementos não se interligam infinitamente.
    Objecção 3 – Como sabe que a partícula elementar da matéria não existe?
    Objecção 4 – Como é que a energia “se liga”?

    A dualidade energia matéria dada E=mc2 não complica os cálculos mas apenas nos habilita a apresentarmos os resultados totais em termos de massa ou de energia o que é o mesmo.

    «aqui vão mais algumas citações dele,que lhe permitirão concluir pela sua peculiar visão teísta da Vida:»

    Quanto às frases que seleccionou e aqui colocou, fez um excelente trabalho de casa.
    Apenas posso compreender a sua insistência em que eu conclua pela visão teísta de Einstein - apesar de eu já o ter afirmado várias vezes: Einstein era deísta – como:
    - Desconhecer que um deísta é no fundo teísta.
    - Uma espécie de validação de que a Ciência pode receber contributos válidos de cientistas crentes existindo assim desta forma um contributo da religião para a ciência.

    Opto pela segunda interpretação e devo dizer que discordo pelo seguinte:

    - Quando um cientista crente produz investigação e encontra resultados que são verificados e reverificados por toda a comunidade científica até à sua aceitação geral, não foi a crença do cientista que esteve a trabalhar, mas sim o cientista e todos os seus colegas. É irrelevante a crença do investigador para a aceitação dos resultados pelos seus pares.

    - Quando um cientista crente produz investigação e formula uma teoria que enquadre adequadamente determinados dogmas religiosos, já sabe que vai ser sujeito ao crivo das verificações e reverificações efectuadas pelos seus pares, e como a história da ciência nos tem ensinado, é um risco que geralmente dá mau resultado. Einstein é um bom exemplo.

    A religião só tem atrapalhado a Ciência ao longo do tempo (*) e grande parte dos seus principais dogmas ou foram demolidos ou esbroaram simplesmente com o avanço do conhecimento científico.

    (*) E por favor não venham com o argumento de que na idade média é que foi bom pois foi quando nasceram as primeiras universidades, ok? Para além da cadeira mais importante dessas escolinhas ser o lixo cultural da teologia, demoraram mais de 1000 anos a perceber que com esse condicionamento teológico não andávamos para a frente.

    Cumprimentos

  17. A partícula elementar não existe porque, ao nivel subatómico e quântico da Realidade, vemos mais claramente que a matéria progressivamente se desvanece para dar lugar às propriedades da energia.E esta não possui uma estrutura elementar definida,que permita encontrar um elemento originário.Todo o Universo é composto de energia que sucessivamente se interliga.Nada mais do que isso e isso é Tudo.Um bago de uva parece finito quando não analisado como energia.Quando perspectivado como energia, a sua finitude é ilusória, dissolve-se no plasma quântico que o compõe.As suas objecções não procedem,a menos que os cientistas que estudam esta fenomenologia venham a demonstrar o contrário.A eles cabe,pois,o ónus da prova da demonstração adversa.Se o conseguirem,matam Deus.Se o não conseguirem,prevalecerá o sentido do Milagre Divino da Vida,na alegoria de um simples bago de uva…

  18. Matar Deus?!…Depois de tantas tentativas, Ele continua a sustentar e a reger o Universo sabia e eternamente… E continuará pelos séculos dos séculos!

    Quanta pretensão querer silenciar e matar o Autor da Vida! Um acto de rebeldia - assim como Satanás o fez após a criação do mundo. Um dia que a ciência “mate” Deus, a “assassina” não será a verdadeira Ciência, mas apenas um grupo prepotente que querem tomar o lugar do Criador. A verdadeira Ciência vai de encontro aos ensinamentos Divinos, que a única e verdadeira Igreja de Cristo continua a guardar e a instruir os seus fiéis.

  19. Não se preocupe João C…(aqui entre nós,que ninguém nos lê,se alguns cientistas se quiserem arvorar o desplante de matar Deus,Ele arranjará maneira de ressuscitar…Já o fez em Cristo,pode fazer mais uma vez…;)

  20. Caro António,

    « A partícula elementar não existe »

    Até do ponto de vista filosófico – para não falar do físico - o que você afirma é de uma inconsistência absoluta: Como é possível existir algo se os seus “tijolos” constituintes não existem?

    «A partícula elementar não existe porque, ao nivel subatómico e quântico da Realidade, vemos mais claramente que a matéria progressivamente se desvanece para dar lugar às propriedades da energia.»

    Temos de ter cuidado com algumas afirmações ou arriscamo-nos a sermos apelidados de astrólogos ou pior.

    Ainda há pouco evocou E=mc2 como se soubesse que massa e energia são a mesma coisa, e agora diz que a massa se esvanece em energia quando caminhamos para escalas progressivamente mais pequenas? Não entendo. Como é que isso acontece? Eo que acontece à massa de Planck de 2,17644 E-8 Kg abaixo dessa escala?

    O problema da micro-escala é por enquanto(*) a sua inacessibilidade experimental que nos limita a confirmação da existência de partículas previstas teoricamente para além da dimensão de Planck (1,616252 E-35 metros) como por exemplo as branas e as cordas fechadas (gravitões e talvez ainda outras partículas) ou abertas (todas as outras partículas conhecidas) da teoria M.

    Assim como existe a limitação experimental da dimensão de Planck, também existe a limitação teórica do tempo de Planck– que decorreu entre o instante zero do Big Bang e os seguintes 5,39124 E-44 segundos – onde iremos continuar a ter grandes dificuldades na descrição do que realmente aconteceu neste periodo infinitesimal…por enquanto.

    Se imaginarmos o nosso espaço-tempo como uma imensa tela de um plasma, a sua resolução mínima ou pixel, é o binómio entre a dimensão e o tempo de Planck. Não conseguimos por enquanto verificar o que se encontra abaixo deste pixel.

    Perante estas dificuldades, mais uma vez vou fazer referência à utilidade – esse primeiro e último guia do Homo Sapiens Sapiens:

    - É útil conhecer até aos infímos detalhes quais os constituintes sub-atómicos presentes num bago de uva? – Seguramente que sim.
    - É útil conhecer em detalhe quantas e onde estão as partículas subatómicas de um bago de uva? – Seguramente que não.

    A análise estatística em macro-escala do bago de uva é mais do que o suficiente para nos dedicarmos com rigor à Enologia.
    Por outro lado, de que vale saber onde se encontra exactamente agora o neutrino 344DDFRO887HDA18862 que baptizamos hà bocado quando ele passou pelo bago?

    Em síntese, seria profundamente idiota dedicarmo-nos com total rigor a resolver o problema da uva tal como o colocou.
    Da mesma forma, imagino que a eventual divindade também seria profundamente idiota ao dedicar-se a isso.

    «As suas objecções não procedem,a menos que os cientistas que estudam esta fenomenologia venham a demonstrar o contrário.A eles cabe,pois,o ónus da prova da demonstração adversa.Se o conseguirem,matam Deus.Se o não conseguirem,prevalecerá o sentido do Milagre Divino da Vida,na alegoria de um simples bago de uva…»

    Não respondeu às minhas objecções e diz que não procedem sem explicar porquê…
    Não percebi nada…Português please…

    Nota (*): Não existe nada de sobrenatural nesta limitação momentânea. É apenas tecnológica, e neste momento, a ferramenta que se afigura como potencialmente útil nesta área é um “bisturi” de altíssima precisão que poderá vir a ser criado no LHC de Genebra.
    Com efeito, o horizonte de acontecimentos de um buraco negro, que se saiba, consegue “cortar” tudo, como por exemplo, isolar uma parte de um par partícula anti-partícula que nasça junto ao horizonte, e onde uma delas cai no buraco negro e a outra não conseguindo-se assim isolá-la para análise.
    Este efeito de corte oferecido pelos horizontes de acontecimentos do micro buracos negros produzidos a partir de Quarta feira no LHC – com tempos de vida bastante curtos devido à rapida evaporação em radiação de Hawking – vai ser muito interessante de observar, não pelo buraco negro em si mas sim pelo o que vai acontecer na sua periferia.
    A acompanhar, portanto.

    Cumprimentos

  21. Sim, António…de facto, é impossível (até para a “toda-poderosa” ciência) eliminar Aquele que foi o Autor e Criador de tudo o que existe. A verdadeira ciência apenas completa e confirma o que a Lei Divina afirma. O pior cego é mesmo quem não quer ver. A Razão e a Fé andam de mãos dadas. Assim como uma Razão sem iluminação da Fé é vazia, não da frutos, a Fé desprovida de razão é cega e superticiosa, uma crendice. No Cristianismo, encontramos o Verdadeiro Deus, o Deus-Razão que em nada se pode contrariar, assim como todas as descobertas cientificamente (e honestamente) estudadas e comprovadas em nada contrariam as Leis Divinas pelas quais é regido tudo o que existe.

  22. Caro João C.,

    Por amor de deus, tente limitar a exuberância da sua auto-infligida ignorância, embora reconheça que seja firme coerente e dogmática como você aprecia.

    Cumprimentos

  23. “Português please” não é propriamente português,é uma mistura de “portuinglês”…;) Mas vamos ao que interessa:Não sou físico.E você domina com erudição a temática em análise.Esclareça-me então ,se do alto da sua sapiência achar a pergunta merecedora de resposta: A particular elementar da matéria existe ? Sim ou não ?…

  24. A matéria ou a energia que é a mesma coisa, existe?
    Sim ou não?

  25. Caro João C.,

    Talvez tenha sido… ou melhor, tenho a certeza que fui inapropriado e infeliz no último comentário que lhe dirigi violando de forma grosseira e flagrante o espírito deste portal.

    Peço-lhe a si desculpa e deixo à consideração do Helder Sanches a eliminação desse e deste comentário (que deixa de fazer sentido).

    Cumprimentos cordiais

  26. A matéria ou a energia,que são diversas formas da mesma realidade,existem…Não sou físico,mas,do que li sobre a temática da Física Quântica,formei a convicção de que os cientístas não encontraram a particula elementar e indivisível da matéria.Presentemente,os físicos destacam a enorme complexidade do átomo,comprovando a presença de inúmeras partículas na sua constituição.No modelo de Rutherford-Bohr predominam os espaços vazios.O núcleo, extremamente pequeno, é constituiído por prótons e nêutrons. Em torno dele, constituindo a eletrosfera, giram os elétrons.O diâmetro da eletrosfera de um átomo é de 10,000 a 100,000 vezes maior que o diâmetro de seu núcleo, e sua estrutura interna pode ser considerada , para efeitos práticos, oca; pois para encher todo este espaço vazio de prótons e nêutrons (ou núcleos) necessitaríamos de um bilhão de milhões de núcleos,como se pode concluir de uma mera leitura da Wikipédia,sobre o átomo.Para quê todo este arrazoado ?…Para retirar a conclusão de que,quanto mais os cientistas avançam no aprofundamento da Física das Partículas,mais o Maravilhoso sobressai,como já sucedera com a descoberta da Teoria da Relatividade de Einstein e como continua a suceder com a Teoria do Big Bang.Todo o Universo explodiu a partir de algo tão ínfimo como a cabeça de um alfinete.
    Para muitos de nós,estes eventos conduzem-nos à inabalável convicção de um sentimento religioso.Por isso,quanto mais a ciência progredir na descoberta do Maravilhoso mais teístas gerará.A minha convicção em Deus surgiu quando,ainda criança,contemplava as estrelas do Firmamento.Não vi nenhum Velho Sábio com um letreiro a dizer:”Eu Sou Deus”.Só escutei no interior da minha íntima consciência uma Vozinha Subtil que me sussurrava docemente:”Eu existo…”
    P.S. Um bago de uva,enquanto os cientistas não demonstraram a existência de uma particula elementar e indivisível da matéria,só aparentemente é finito e,na verdade, composto por um imenso e infinito espaço vazio.Deus não se revela apenas pelo Sentimento.Também fala por paradoxos…

  27. Viva,

    Tenho uma vaga percepção de que possa ter sido algo distante e enigmático nas minhas opções de termilogia científica sem as devidas anotações explicativas inerentes sobre:
    - LHC
    - Matéria e energia escura - ou negra, para os não preconceituosos e os que não vêm satanás em todo o lado.
    - Outras dimesões e janelas para o Multiverso

    Fica aqui o link para uma versão explicativa mais acessível às questões que se encontram por detrás desta máquina e o que ele pode vir a revelar:

    http://br.youtube.com/watch?v=j50ZssEojtM

    Espero que de alguma forma vos seja útil (os meus sobrinhos adoraram e já fizeram uns desenhos para a professora)

    PS: A estrutura melódica é bastante básica: Assim de repente, são três acordes e no máximo seis notas, mas a mensagem é geral tem piada - os dançarinos preferiram manter o anonimato como se pode ler no genérico - vá lá saber-se porquê…

    Abraços

  28. Abrasivus,

    Está desculpado pelo comentário que me dirigiu :) afinal estamos num espaço para troca de opiniões que, por serem tao diferentes, pode acontecer que nos exaltemos um pouco mais quando se trata de as defender…

    Um abraço :)

  29. João C.

    Ainda bem que compreende.
    Obrigado.

    Um abraço

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