Mostra “Anfíbios em cruzes“

Por Ricardo Silvestre • 29 Ago, 2008 • Categoria: Internacionais, Notícias

Seguindo um comentário do nosso visitante Lucas Samuel sobre blasfémias, temos mais um exemplo de histeria religiosa.

“Um museu Italiano desafiou o Papa Bento recusando-se a retirar de exibição uma escultura de arte moderna que mostra um sapo verde crucificado enquanto segura uma cerveja numa mão e um ovo noutra, escultura que o Vaticano considerou como blasfema.

“O Vaticano escreveu uma carta em apoio de Franz Pahl, que é o presidente do governo regional e que se opõem à demonstração da escultura.

“Definitivamente isto não é uma obra de arte mas sim uma blasfémia e um pedaço de lixo doentio que incomoda muita gente”, disse Pahl à agência Reuteres. “A decisão de manter a estátua em exibição é totalmente inaceitável. É uma ofensa grave para a nossa população católica” [porque será que isto me parece familiar?]

A carta do Vaticano diz igualmente que a obra “magoa os sentimentos religiosos de muitas pessoas que vêm a cruz como o símbolo do “amor de Deus”

Ver aqui.

Como diz o Lucas quando o mundo da arte se liberta da submissão à temática da mensagem religiosa é uma caso para queixas e exigências?

Parafraseando o Lucas Samuel: “Enquanto a arte serviu de veículo propagandístico para levar o absurdo aos iletrados, ninguém se queixou.”

E chegaremos ao dia onde tudo o que tenha a ver com duas linhas rectas em configuração geométrica, com uma das linhas mais curta que a outra, estando essa primeira linha colocada de uma forma transversal e ligeiramente superior à meia distância da segunda linha, será um “símbolo do amor de deus.”

Hummm, o cabo do meu rato está neste momento a passar por debaixo do cabo do teclado no que parece uma cruz: sinto o amor de deus aqui no tampo da minha secretária.

BUD…WIS…ERRRRR

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73 Respostas »

  1. O comentário do Vaticano insere-se num contexto cultural e chama a atenção para a intenção provocatória do peça do museu. Parece-me justo que expresse essa opinião, ou a liberdade de expressão é afinal restrita a quando as opiniões são contra a Igreja?

    Oh, Ricardo, “o cabo do meu rato está neste momento a passar por debaixo do cabo do teclado no que parece uma cruz: sinto o amor de deus aqui no tampo da minha secretária” … sinceramente, sem comentários…

  2. Como católico, não sou relativista e digo “sim, sim” e “não, não”… Ou uma coisa é boa ou não é… não há situações ou contextos em que uma coisa é boa e depois pode não ser ou deixar de ser… Por isso chamo as coisas pelos nomes: Esta imagem é uma blasfémia. Uma ofensa contra o Salvador do Mundo que derramou o Seu sangue na cruz pela nossa salvação. Num acto de amor.

    É deveras desresipeituoso utilizar uma imagem que representa o momento em que Cristo nos resgatou para “representar uma sociedade hipócrita, corrompida internamente enquanto que mantém uma imagem exterior irrepreensível” (segundo o autor). Não haverá outras maneiras de retratar essa sociedade? Só vejo uma intenção para a utilização do “sapo crucificado” para atingir este objectivo: Provocação.

    Acima de qualquer sentimento de ofensa que possa causar aos crentes (mal menor), está aqui claramente manifestado o desrespeito pelo sagrado.

    João

  3. Caro Miguel

    Claro que é justo que a Igreja expresse a sua opinião, e que defenda os seus valores. Eu serei o primeiro a defender o direito de expressão dos meus “adversários”.

    Mas a igreja deve saber igualmente que não pode extravasar um “esfera de intervenção” que teima em não respeitar.

    Que critiquem a iniciativa, o artista, até o pobre do sapo, tudo bem, mas não podem exigir que a peça de arte seja retirada da exposição. Não concorda comigo?

    E quanto à sua última frase, será que o Miguel pode relaxar um pouco os seus “mecanismos de ofensa”? Deixe-se de preocupar tanto com as minhas idiotices. Você leva tudo excessivamente a sério, homem. Deixe-me lá fazer o meu comentário jocoso sem ter a “polícia da salvação” a analisar o que escrevo como se fosse uma blasfémia imperdoável.

    Eu sei que o faço desesperar (e a outros “amigos de debate” crentes), but cut me some slack, will ya?!

  4. Considero os comentários do João C. e Miguel Oliveira Panão gravíssimas blasfémias ao Sapismo! E sabemos que este Sapo, o Salvador do Mundo, bebeu muita cerveja e comeu muito queijo para nos salvar, mesmo àqueles que negam a sua divindade!

    Cumprimentos.

  5. Caro Ricardo,

    De facto, concordo. Dou um exemplo, se há alguma coisa da televisão que não, ou vai contra aquilo que acredito, desligo o televisor. Da mesma forma, posso criticar a iniciativa, o artista e a intenção expressa nessa arte, mas exigir que seja retirada é algo de muito delicado.

    Por fim, se acha que levo tudo excessivamente a sério (engana-se, não me conhece), mas como acho que o Ricardo leva tudo excessivamente a brincar, ficamos quites. Pode ser? Por outro lado, ainda de mim se desesperasse. Não se preocupe se o crentes desesperam ou não com o que escreve. Quem lê comentários, não vê corações.

    Bruno, onde é que blasfemei? Defina blasfémia?

    Cumprimentos

  6. Para este portal ficar uma coisa decente só falta mesmo mandarem embora o Bruno.

    É que os outros, mesmo que se preocupem mais com a Igreja do que com ateísmo, mantem uma certa abertura e elevação no debate. Já o Bruno escreve coisas delirante e responde com comentário dignos de um troll…

  7. Claro que todo o indivíduo ou outra qualquer entidade pode opinar sobre o que bem entender. E a igreja também.
    Mas será que a igreja católica se está a esquecer que no mesmo dia e no mesmo local foram crucificados pelos mesmos carrascos dois outros indivíduos, acusados de outros crimes? Se o papa Bento XVI não vê nessa peça uma obra de arte e sim uma afronta aos cristãos, como se devem sentir os ladrões deste mundo? Ofendidos ou orgulhosos por se verem perpetuados nos tempos?
    Nota: não estou a comparar Cristo aos ladrões mas sim a usar o mesmo símbolo para interpretações diferentes.

  8. Apenas uma nota mais: lembram-se do comportamento dos ayatolas extremistas aquando da publicação do livro de Salmon Rushde? Do burbinho clamoroso contra as caricaturas de Maome pelos jornais dinamarqueses? Da perseguição feita à realizadora de cinema (árabe) por ter feito um filme em que denuncia o que entende ser mau no islamismo?
    Afinal qual é a diferença entre a religião católica e o islamismo? Ou se quizerem, qual é a diferença entre este papa e qualquer ayatola do islão?

  9. Renato é simples: o Papa pede que se respeite os símbolos cristãos e que não se façam exposições com blasfémias. Se não ligarem ao pedido o Papa pode dizer que acha mal e queixar-se. Sempre dentro do respeito pelo outro e pela sua liberdade.

    Já os ayatola que o Renato fala lançaram um sentença de morte contra o Rushdie e por todo o mundo houve manifestações violentas e ameaças de morte por causa dos cartoons.

    Penso que consegue perceber a diferença. É a mesma entre um regime comunista e os ateus deste blog: os ateus deste blog contestam, atacam verbalmente, apresentam queixas contra os religiosos. Os regimes comunistas matam-nos…

  10. Concordo plenamente com o Bruno! Papas ou não-papas, ninguém tem o direito de blasfemar contra o Nosso Grande Salvador Sapo. Mas nem tudo está perdido! Miguéis, Joões e Zês deste mundo, o Sapo vos perdoará dada a grandiosa dose de cerveja que bebem para escrever tais alucinações.
    Avé Sapo.
    ;)

  11. E já agora. Senhores crentes e companhia, metam na cabeça que uma cruz NÃO é um símbolo de amor de Deus nem nada parecido. É um símbolo de TORTURA! E seja qual for a estória pela qual vocês são tão ceguinhos e na qual o vosso messias morreu numa cruz, abram os olhos para a vida. Todos os dias centenas de pessoas morrem em nome de causas muito melhores que a desse personagem, tais como o combate à fome, o fim à guerra, e tantas outras epidemias que chacinam o mundo!
    Talvez pararem com mesquinhices sobre estátuas fosse boa ideia, não sei… Eu sinto-me ofendido cada vez que olho para o que simboliza uma igreja, o Vaticano, toda a hipocrisia em volta das religiões, no entanto não lhes “peço” para deixarem de existir. Apenas não quero que se intrometam na minha vida privada (o que infelizmente acontece). Por isso, apesar de tudo, penso que sou uma pessoa bastante tolerante.

    Cumprimentos

  12. Caro Miguel Oliveira Panão, era uma piada. A blasfémia não existe, é uma alucinação religiosa. Eu definir blasfémia? Era uma piada também? O dicionário do racionalismo não possui essa palavra. A Terra não gira à volta da Igreja Católica, gira à volta do Sol caso não tenha reparado.

    Cumprimentos.

  13. Z, cure-se.

  14. Bruno, claramente não sou eu que tenho que me curar.

    Neste site leio muitas coisas das quais discordo, mas quase todas têm argumentos, razões, factos.

    O Bruno (q é tao arrogante que tem o seu proprio livro como favorito) limita-se a dizer disparates e a achar-se um génio… Mas olhe, não é. É só tonto que primeira irrita e depois faz pena…

  15. Tédio…

  16. Caro Z,

    Desculpe mas discordo da sua opinão, tanto no que refere ao portal dever mandar o Bruno embora como na sua argumentação de resposta ao post dele.

    Penso, tal como outras pessoas pensam, que o Bruno é um colaborador importante aqui no portal, tal como todos os outros que estão envolvidos neste projecto. Essa sua observação só demonstra que é uma pessoa inflexivel e intolerante, o que não é lá muito bom, digo eu…

    No que respeita a sua opinão pessoal sobre ele, tenho que discordar novamente.

    O Bruno é uma pessoa bastante inteligente e culta, já pensou o Z que se calhar tem essa opinião porque não consegue conversar com ele? Talvez se limite a dizer disparates pela simples razão que as questões e argumentações que lhe são apresentadas por vezes são demasiado idiotas para que ele as responda de outra forma, já se deu conta disso?

    Finalmente, quando se refere aos restante colaborados como serem mais preocupados com a igreja do que com ateísmo, penso que falha novamente.

    Os colaboradores aqui apresentam várias nóticias e opiniões sobre variadas categorias, se a igreja, seja ela católica ou de qualquer outra religião acaba por ser referida é porque dão motivos para tal.

    Cumprimentos.

    Julianaaz

  17. Julianaaz, peço desculpa, mas n devemos estar a falar do mesmo site.

    Sempre que por cá passo, vejo uma nova noticia a dizer mal da religião.

    Quanto ao Bruno, basta ver o último post dele sobre o Cardeal Ratzinger para se perceber que ele não sabe do que fala. Cita, cita, cita, usa palavras caras, mas não diz nada. Parece uma criança a provar que já é um adulto.

  18. E a cruz como forma de prender os mais de 5 milhões de mulheres que foram queimadas vivas durante a idade média? Também era salvação?

  19. Diga-me lá Bruno Miguel onde desencantou esse número?

    Bem sei que Portugal é um país pequeno e portanto não representativo da Europa. Mas mesmo assim em duzento de inquisição morreram mil pessoas (uma já seria demais, mas dentro do contexto da época não é um facto social especialmente relevante). (Número do professor Jorge Martins, não meus)

    Por isso, ou Portugal era um exemplo de comedimento em relação à queima de pessoas ou os seus números estão um pouco exagerados. Sabe que isto de mandar postas de pescada sem citar fonte é muito fácil.

    Tambem eu posso dizer que o Bruno Miguel matou cinco pessoas, dois gatos e um canário por amor ao ateismo…

  20. Caro Z

    Esta a contradizer se…. Então queixa se que o Bruno cita, cita cita e agora queixa se exactamente do contrário em relação ao Bruno Miguel…. Devia decidir se o que deseja. ;)

  21. Muitos historiadores afirmam que foram vários milhares de mulheres queimadas durante a inquisição em *toda a Europa*.

  22. Cara Julianaaz,

    Vamos ver se nos entendemos. Quando uma pessoa escreve um artigo de opinião, deve dar o seu juízo sobre um acontecimento ou facto. Pode e deve citar, sempre que isso ajude na compreensão do assunto em questão.

    Não deve é limitar-se a dizer: “x diz y portanto leiam isso vejam como tenho razão”.

    Coisa diferente é citar factos históricos. Uma coisa são facto publicamente conhecidos (Ex:Dom Afonso Henriques foi o primeiro rei de Portugal, a 25 de Abril de 1974 uma revolução o Estado Novo) e este não precisam de fontes.

    Coisa diferente é revelar números e factos não conhecidos do público em geral. Aí há o dever de citar a fonte desses números.

    Eu, numa discussão, n me posso limitar a disse “toda a gente sabe que Estalinem matou cem milhões de pessoas”. Posso dizer, “Estaline matou muitas pessoas” ou “Estaline foi o dirigente máximo da URSS”. Mas se avanço com um número, tenho a obrigação de explicar como cheguei a esse número.

    Por exemplo, quando referi os mil mortos da Inquisição portuguesa estou a citar número do professor Jorge Martins num debate na RTP Memória disponível no YouTube.

    Espero ter si elucidativo em relação às citações.

  23. Bruno Miguel, vário milhares é diferente de 5 milhões. Quais historiadores e afinal quantas mulheres?

  24. Só uma coisa: com essa tua crença, dizeres que só morrem «mil pessoas»… Eh pá, não sei, mas parece-me que aceitas isso… Espero bem estar enganado, porque uma Jihad islâmica já chega; o mundo não precisa de uma Jihad cristã.

  25. Não te posso dizer onde li isso, lamento. Não é que não queira, simplesmente não me recordo.

  26. Bruno Miguel cito-me a mim próprio “morreram mil pessoas (uma já seria demais, mas dentro do contexto da época não é um facto social especialmente relevante)”.

    O que eu disse, mas posso explicar melhor é que mesmo que fosse só um, já teria sido mais um do que devia.

    O que eu a seguir acrescentei é que no contexto socilógico em que a Inquisição está inserida (num tempo em que era comum a pena de morte) mil mortos em 200 anos (ou seja cinco por ano) n é um factor social relevante.

    Ou seja, de maneira a que o senhor perceba:
    1) MESMO QUE A INQUISIÇÃO TIVESSE MORTO APENAS UMA PESSOA SERIA MAU, SERIA GRAVE E QUEM O FEZ RESPONDERÁ A DEUS POR ISSO.

    2) Contudo, dentro de um contexto onde eram condenadas dezenas de pessoas à morte por ano, não se pode dizer que um tribunal que mata só cinco é uma excepção ou é mesmo o mais relevante do ponto de vista sociológico e histórico.

    Quanto aos cinco milhões de mulheres mortas na idade média, que afinal são milhares e que não sabe onde leu, deixe-me que lhe diga que me parece um número bastante inverosímel e que se fizer um estudo ligeiramente aprofundado verá que é um número falso.

  27. Todas as mortes são relevantes, sejam por que motivos forem. Não deixes que a demência/religião te impeça de ver isso.

    «MESMO QUE A INQUISIÇÃO TIVESSE MORTO APENAS UMA PESSOA SERIA MAU, SERIA GRAVE E QUEM O FEZ RESPONDERÁ A DEUS POR ISSO».
    Isso vai ser onde? No tribunal do coelho da páscoa? :P

    Um número falso ou um número que te incomoda. Conceitos diferentes eles são. (ando armado em Yoda).

  28. Bruno Miguel, é um número falso.

    Basta ler o que o Bruno escreve para perceber que n tem fundamento nenhum para o que disse.

    Mais uma vez lhe digo (já que parece não perceber) é diferente a dor que me causa uma morte, da sua relevância histórica.

    Causa-me tanta dor a morte de uma criança recem nascida como a morte do Martin Luther King. Contudo a primeira não é um acontecimento histórico e social e o segundo é… Já percebeu ou precisa de um desenho??

  29. Cara Julianaaz, o ilustre Z possui um nível de intelectualidade muito baixo, e pela arrogância trollesca que debita fica bem melhor a falar sozinho. As fontes existem, é só pesquisar, ou perguntar, trollices deixo para os sapientes da temática, Z é um dos exímios.

    Cumprimentos!

  30. Bruno, diga uma só fonte credível que digas que foram mortas 5 MILHÕES de mulheres pela Igreja na Idade Média. Diga-me apenas uma.

    Aliás, se quer que eu formule a questão em forma de pergunta aqui vai: onde posso encontrar um historiador sério que diga que foram mortas 5 milhões de mulheres durante a Idade Média?

    Se me souber responder juro que peço desculpa e admito que estava enganado.

  31. Cara Julianaaz,

    “O Bruno é uma pessoa bastante inteligente e culta, já pensou o Z que se calhar tem essa opinião porque não consegue conversar com ele? Talvez se limite a dizer disparates pela simples razão que as questões e argumentações que lhe são apresentadas por vezes são demasiado idiotas para que ele as responda de outra forma, já se deu conta disso?”

    Por acaso sempre considerei estes comportamentos como de dedutibilidade fácil, argumentar contra falta de argumentos e de conhecimentos gerais não me apraz, muito menos traz algo de profícuo para a minha mente. Q.I. terá de ser mais elevado que o dos cães de Pavlov.

    Cumprimentos.

  32. Repito Bruno: Uma só fonte que refira 5 milhões de mulheres mortas?

    Tire lá um pouco de pintura dos olhos, pare de ler os seus livros por cinco segundo e refira-me lá uma dessas muitas e disponíveis fontes.

    E já agora que disparate é que eu disse? Que a Igreja n matou 5 milhões de mulheres na idade média ou que o Bruno é apenas um pseudo-intelectual convencido que debita palavras bonitas muito juntinhas a ver se niguém repara que não está a dizer nada?

  33. Oh Z, já que queres info, porque não te mexes e fazes uma pequena pesquisa num motor de busca. Se o teu interesse é assim tanto, o que é que te impede?

  34. A ignorância…

  35. Já fiz. Não descobri sitio nenhum que fale em 5 milhões de mortos. Estou a espero que os doutos senhores me possam iluminar com a vossa excelsa sapiência… (Escusam de ficar irritados só porque é claro que estavam a mentir…)

  36. Falácia de inversão. Fraco. Muito fraco.

  37. Oh Bruno Miguel Resende, voce fala, fala, fala, mas n me responde.

    Afinal, foram ou não mortas pela Igreja cinco milhões de mulheres durante a Idade Média?

  38. Pergunta fora de contexto. Já se curou? Pergunta retórica…

    Que personagem ignorante e aborrecido…

  39. Bruno, n repito mais a pergunta, porque é claro que esse número (q n é seu é verdade) é falso.

    Agora, repito que é necessário apoiar as acusações em público em facto e não em ideologias.

    O Bruno Miguel Resende, por detrás de todo os seu show-of intelectual é apenas mais um daqueles que se acha informado porque lê uns romances e consulta a wikipedia.

    Como já disse, e repito, é claramente o elo mais fraco deste site… Mas deixe estar, está num nivél bastante semelhante aos que falam de milhões de mortos pela inquisição.

    (Já agora, deixe me dizer, que estima-se que a Inquisação em Portugal e Espanha, até ao século XIX quando foi extinta, matou qualquer coisa como 54 mil pessoas, como se pode descobrir em qualquer pequena pesquisa na net)

  40. O tempo não é muito, mas cá vai o que encontrei com uma pesquisa rápida num motor de busca.
    - http://pt.shvoong.com/humanities/christian-studies/1663107-inquisi%C3%A7%C3%A3o-mortes-em-nome-deus/
    - http://www.espada.eti.br/n1676.asp
    - http://www.casadobruxo.com.br/textos/inquisicao.htm

    Eu sei que as referências não são as melhores, mas como disse: não me recordo onde li a informação sobre o número brutal de mortes durante a inquisição. Mas posso dizer-te que nessa altura, muitos dos “lobisomens”, eram apenas homens com excesso de pelo corporal que tinha tido o azar de passar à frente de alguém que tinha comido pão feito de trigo infectado com um fungo qualquer que fazia com que as pessoas tivessem alucinações. Talvez a religião tenha aparecido de uma alucinação, quem sabe semelhante à que alguns índios tinham quando consumiam mescalina para ver os seus familiares falecidos.

    Tens um ponto de partida. Explora a partir daqui, se assim o entenderes. Se não o fizeres, também não reclames.

  41. Oh Bruno Miguel eu tambem vi essas páginas. Mas eu estava a falar de fonte sérias.

    O primeiro site recomendado, ao falar da Inquisição refere a queima das bruxasm em Salem, na América do Norte. Ora, como o senhor deve saber, aí eram protestante. Para além disso, não podemos considerar 1692 como Idade Média.

    O segundo fala-nos sobre a Nova Ordem Mundial e diz que a Inquisição durou 1200 anos…

    Por fim o terceiro, tem com o fonte “Site Empório Wicca” e falando da Inquisição explica as perseguições às bruxas nos Estados Unidos (que como o Bruno seguramente sabe, eram protestantes).

    Este é o problema da Internet, qualquer pessoa pode escrever um texto histórico. Cabe a quem os lê, separar os que estão bem documentados e com fontes seguras, dos puros delírios…

  42. Como eu fiz questão de afirmar: «as referências não são as melhores». Treina melhor esse músculo demagogo.

    Se queres contestar o que escrevi, mexe o rabinho e dirige-te a uma biblioteca. Com certeza que devem ter livros históricos sobre este período negro da humanidade que, como tantos outros, se deveu à religião.

  43. Sei que a inquisição espanhola que era a pior matou numa média 6 pessoas por ano… num período de 300 anos.

    Muito mais mortes houve nos regimes ateus, porque não mencionar isso também?

  44. Bruno, como já lhe disse, a inquisição em Portugal e Espanha matou cerca de 54 mil pessoas. Refira-se que a Espanhola é considerada a pior.

    Por isso, mesmo com muita imaginação, dificilmente chegará a cem mil mortos em 600 anos de Inquisição.

    Agora diga-me, nos 83 anos de regimes conunistas ateus? Vá a este link http://pt.wikipedia.org/wiki/Memorial_das_V%C3%ADtimas_do_Comunismo (como pode ver é da wikipedia) e veja os mais de cem milhões de mortos pelos regimes comunistas ATEUS!

    Por isso se compararmos o pior da Igreja (os 50 mil mortos pela inquisição espanhola em 300 anos) com o pior dos ateus (61 milhões de mortos na China) chegaremos rapidamente à conclusão que mesmo o pior da Igreja é 12 000 vezes em 300 anos, do que o pior do ateismo em 80 anos…

  45. N batam mais no ceguinho, este Bruno faz mais pela igreja q muitos crentes.

  46. Z, regimes conunistas ateus? O que é o conunismo? Explique-me por favor porque eu sou muito ignorante nessas temáticas, não quer o meu mestre espiritual e do conhecimento?

    Louvado seja o mestre Z e o conunismo!

  47. Filipe, igreja? Qual delas? Especifique se faz favor. A de Vila Nova da Rabona? A da Parvónia de Cima? A Igreja Católica Apostólica Romana possui igrejas, luz ao fim do túnel da ignorância e da iliteracia, talvez não…

    Lição de borla, diga obrigado ao mestre!

  48. Obrigado sim, mas nao a mestre nem licenciado nem doutor nem nada

  49. Z,

    Regimes comunistas ateus? O que é que o ateísmo tem em relação ás vítimas desses regimes?
    Essas pessoas foram mortas por que eram crentes, ou porque eram contra as ideologias políticas?
    Já sobre as guerras santas, inquisições e companhia não se pode dizer o mesmo pois obviamente essas pessoas morreram por uma causa religiosa.

  50. Caro Bruno, quando falo em regimes comunistas, falo em regimes que assim se intitulavam.

    Todos inspirados nas teorias de Marx, mas muito com diversificações. Se quer aprender mais há muitas obras sobre o assunto, mas confesso não ser especialista no assunto.

    Quanto aos mortos não serem por causas religiosas.

    É verdade que a maioria dos perseguidos pelos regimes comunistas não o eram por motivos religiosos, mas houve muitos mortos simplesmente por serem cristão. Se quiser mais informações veja o documentário Fátima e a Rússia, que a RTP transmitiu em Outubro.

    Para terminar, nem todos os mortos da inquisição o foram por causas religiosas. Cedo o poder real tomou poder sobre a Inquisição e usou-a como instrumento político.

    O último responsável da Inquisição em Portugal foi o irmão do Marquês de Pombal que a usou para perseguir os jesuítas.

  51. Z, mas eu não eu não lhe perguntei nada. Vejo o quê? Um ignorante a dar palpites a uma pessoa como eu? Tão ridículo e hilariante ao mesmo tempo… Perguntei-lhe sobre o seu “conunismo”, não sobre comunismo. O seu caso é terminal…

    Sobre esse suposto documentário, lamento informá-lo mas não o é. É propaganda católica e política. Censura e omissão do anarquismo russo por exemplo, mas isso é areia a mais para a sua camioneta… ups… balde.

    Como até me faz rir, dou-lhe, gratuitamente, duas fontes sobre temas que tenta abordar, mas não consegue por falta de cultura geral e intelectualismo, de uma fonte extremamente séria, eu.

    Sobre as parvoíces de relacionamentos entre ateísmo e comunismo, aqui fica:

    Ateísmo e o espantalho comunista
    http://liverdades.wordpress.com/2008/01/25/ateismo-e-o-espantalho-comunista/

    Sobre a propaganda de lavagem cerebral da RTP sobre azinheiras com o Sol lá pousado e afins:

    Fátima na Rússia - Portugal vai evangelizar a Rússia?
    http://liverdades.wordpress.com/2007/10/15/196/

    Às vezes tenho estas tendências de “piedade”, aproveite que é raro. E veja se começa a fazer comentários minimamente decentes que isto não é a tasca da paróquia, e aproveitando, tente escrever português correctamente, a continuar a escrever assim terei de ir urinar de tanto me rir.

    Adeus!

  52. O comunismo não foi diferente da religião no que toca a disfarçar propósitos para convencer a população. Tanto um como o outro são política e um meio de conseguir poder.
    Seja por questões religiosas, políticas ou outras, é deplorável matar alguém. Mas já que entramos neste campo, tanto quanto sei, a religião detém o record de mortes motivadas.

  53. A todos os caríssimos comentadores:

    Embora ainda me consiga espantar com as reacções e contra-reacções que uma estatueta provavelmente de barro ou terracota consegue provocar, não posso deixar de lamentar que a discussão se esteja a limitar a um “contar de espingardas” e agressões pessoais desproporcionadas e desadequadas.

    Talvez não fosse má ideia a leitura da nossa “Política de Comentários“.

    Obrigado e desculpem a intromissão.

  54. Bruno, o comunismo era ateu.

    E não seja tonto, o comunismo (ateu), o nazismo (ateu), a revolução francesa (ateismo), a revolução mexicana (ateus) e a os republicanos espanhóis (ateus), mataram bastante mais do que as religiões.

  55. Z,

    1. Continuo a não perceber essa ligação do ateísmo às regimes que enumerou. Estaline era certamente ateu, mas isso significa que não existem/existiam comunistas ou nazistas crentes?
    2. Uma pessoa que tenha morto uma pessoa é melhor do que outra que tenha morto cem? Em quê? Nem a matar é melhor, até porque matou menos gente. :)

  56. Luís, o regime comunista é, por si, um regime ateu.

    Em moscovo havia inclusivamente um museu do ateísmo.

    Depois, a diferença é grande, por uma simples razão. A Inquisição era um tribunal, inserido num tempo e numa circunstância em que a pena de morte, tal como a tortura, eram habituais. A Inquisção não promoveu massacres indiscriminados, julgou e condenou pessoas à morte.

    Não o devia ter feito, mas os tempos eram outro.

    Os regimes comunistas massacraram milhões de pessoas no século XX.

    Para além disso, não me venha com disparates: obviamente que existe uma diferença em matar cem mil pessoas em 600 anos, do que promover o massacre de 100 milhões em 80 anos.

  57. E a queima de Igrejas por parte desses regimes, para formar uma nova sociedade livre da religião? Sim porque a religião é o ópio do povo.
    Se isso não é um crime em nome do ateísmo, o que será?

  58. A religião é política corrompida - um regime, se quiserem. A única diferença entre ela e o comunismo é o “bug” que exploram para se aproveitarem do povo. Eu não sou adepto do comunismo, sou antes pró-democracia (democracia real e não o que temos hoje), mas simpatizo com o fim da religião que esse sistema político defendia, e que não era mais que o eliminar de um adversário.

    Mas vejo que confundem religião com crença, talvez por confusão própria, talvez como exercício demagogo. Entre uma e outra, venha o diabo e escolha (pun intended). Mas a crença não faz tão mal como a religião, nem tão pouco mais ou menos. E a existência de crença eu consigo tolerar, apesar de não perceber como alguém a pode ter.

  59. Voltando à imagem: se os religiosos defendem que as pessoas devem poder praticar a sua religião livremente, porque não poderão os artistas exprimir-se livremente? A religião também pode ser um insulto para muitas pessoas, mas não é por isso que se entra com uma acção em tribunal para a proibir.
    O malabarismo que se tem que fazer para respeitar os direitos de todos é complicado, mas não é impossível de fazer. E o bom senso devia entrar na cabeça daqueles que contestaram esta obra de arte - a que eu acho piada e de aspecto horrível (não a queria nem dada).

  60. Bruno, eu acredito (tal como o Papa) deve permitir estas manifestações culturais.

    Tambem acho que a liberdade de expressão deve ser responsável e tentar não ofender os outros.

    Acredito tambem no direito dos crentes a manifestar-se contra as ofensas à sua religião.

    Agora, deixe-me que lhe diga, isto n é arte. É apena um tipo que tenta conqusitar fama através da ofensa.

  61. Se fosse arte pela arte, eu nem estaria contra…não posso adivinhar as intenções do “artista” mas presumo que tenham sido simplesmente provocatórias… um simples acto de vandalismo. Faz-me lembrar os miúdos que andam aí a rabiscar tudo o que é parede e a dizerem que é arte.

  62. Não me parece que papa não tem poder suficiente para demover o dono do museu a retirar a estátua.
    Ninguém lhe reconhece autoriadade. Só a tem dentro dos 0.44 km² que tem o Vaticano. E ainda assim é demais para ele

  63. *substituo o “não tem poder” por “tenha”

  64. A arte é tramada, porque cada um interpreta uma obra à sua maneira. Eu posso ver isto como uma sátira ao cristianismo, como também uma sátira social. Cada um vê o que quer.

  65. Bruno, o relativismo é isso mesmo…o mal e o bem estão na consciência de cada um…. é a ditadura do relativismo, como Bento XVI a denomina. No entanto, o mal será sempre o mal e o bem será sempre o bem… e uma blasfémia nunca é boa, nunca tem o “lado positivo”.

  66. “No entanto, o mal será sempre o mal e o bem será sempre o bem”

    E aqui está um belo exemplo de relativismo, ainda por cima falacioso para com a conclusão a que chega. A afirmação citada é falsa porque cada valor tem que ser medido ao tempo em que se mede. Nem tudo o que foi “mal” continua a ser, nem tudo o que foi “bem” sempre o foi.

    Assim, o João C. relativizou todas as noções de bem e de mal à sua contemporaneidade. Logo, o João C. é um relativista! O Bento não vai gostar.

  67. Não Hélder, o mal permanece mal e o bem permanece bem.

    Pode haver uma consciência diferente. Mas o mal e o bem não mudam.

  68. Helder, o seu texto tenta refutar o meu mas sem nenhuma argumentação válida. No entanto, repito que, como católico, não sou relativista e tento dizer “sim, sim” e “não, não”… Não ficar pela metade. O que é mal é mal, não há situações em que uma coisa pode se má e outras em que nem tanto. assim como o bem é sempre bem. è o que faz falta à sociedade hoje em dia. Saber distinguir o bem do mal e não relativizar, porque afinal, se tudo é relativo, tudo poderá ser permitido, pois cada um vê numa coisa aquilo que quer. Pode ter-se é uma percepção diferente das coisas, mas o que mal sempre será mal. E repito: o pecado de blasfémia é sempre mau.

    João

  69. João C.,

    A blasfémia é má quando a pratica contra uma religião que não aceita? É mau comer carne de vaca? É mau adorar um deus que outros não idolatram? É mau beber vinho e outras bebidas alcoólicas? É mau criticar algo em que não se acredita?

  70. Fatos pesquisados para Z e outros

    - Em um livro intitulado Witchcraft (“Feitiçaria”), publicado em 1965, a pesquisadora Justine Glass estima em cerca de nove milhões o número de homens e mulheres que foram executados, quase sempre na fogueira, durante os séculos de perseguição. É sabido que a igreja possui vasta documentação sobre a santa inquisição e que até o presente momento tem sido guardada a 7 chaves. Portanto, não se pode concluir com precisa exatidão o numero de mortes ocorridas, mas apenas estima-las

    - Comunismo ateu - Os fundadores do comunismo, sabiam da força que o clero religioso tinha sobre sua comunidade e por isso, declararam que qq tipo de religião erá danosa ao comunismo, visto que os sepresentantes do clero poderiam levantar a comunidade contra o regime. O fato do regime comunista ser ateu era unica e exclusivamente para afastar qq forma de critica ao regime comunista. As perseguições e mortes não foram de cunho religioso e sim politico.

    - Nazismo Ateu - Nada mais falacioso. O nazismo contava com um governante, Hitler, conhecidamente católico e o qual buscou apoio do papa para sua limpeza étnica.

    Saudações a todos

  71. Asmodeus, n seja ridiculo.

    Hitler não era católico. O Papa escreveu uma encíclica, que mandou os bispos alemãe mandarem ler em todas as paróquias, em que condenava o nazismo.

    Nove milhões é um número dos Wicca, que nunca poderá ser considerada própriamente científico.

    Repito: 50 000 em Espanha, 1000 em Portugal. Ainda faltariam 8 949 000 para chegar ao seu número…

  72. Z

    Dizer que Hitler não era católico é o mesmo que dizer que o papa é muçulmano. Leia alguns livros sobre a biografia de Hotler e verá que ele foi criado como católico. Ele tinha uma visão distorcida da biblia, mas ele era católico. Veja o site abaixo, ou vai me dizer que foi uma montagem ?
    http://www.herenciacristiana.com/christianhorror/nazis.html

    E, com respeito ao “meu” numero de mortos, digo que é o numero estimado pela pesquisadora Justine Glass. O “seu” numero é o mesmo informado pela ICAR e o qual não é confiavel, visto que ela não abriu seus arquivos a pesquisa, assim como não fez para a pesquisa historica do holocausto
    news.bbc.co.uk/hi/spanish/news/newsid_1454000/1454056.stm

    E, não seria ético de sua parte continuar afirmando que ateus mataram crentes, por motivos religiosos. Isso nunca ocorreu.

    Saudações a todos

  73. Asmodeus: os meus números relativos a Portugal são da Torre do Tombo, avançados pelo Professor Jorge Martins, na RTP. Já agora acrescento que este senhor usou-o como ataque à Igreja. Os de Espanha são de um site, confesso, por isso n tao fiáveis.

    Segundo: sendo que as execuções das setenças dos Tribunais do Santo Ofício estavam a cargo do poder civil, os numeros não se econtram somente no Vaticano, mas tambem nos arquivos histórico de cada país.

    Terceiro: os ateus mataram os religioso por serem relgiosos. Na Rússia, em Espanha, na América do Sul, na China. Aliás, na China ainda matam.

    Quarto: Celebrar uma concordata n é ser católico. Portugal vê-lo há pouco tempo. Depois vemos fotos de circuntâncias em que alguns bispos católios (mto sao luteranos e outros da reigiao inventada por Hitler) saudam Hitler. Ele era chefe de Estado. Era um ditador, mas Chefe de Estado. É natural que se cruze com os bispos. Convém é saber em que ano.

    Para além disso, algumas das fotos da Alemanha, são muito similares a fotos de Espanha (para n dizer iguais). Como o site se chama christian horror n me parece mto fiavel os comentários às fotos.

    N vejo nem um facto q permitam dizer q Hitlr era Católico.

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