O preço para se jogar em “campeonatos internacionais”

“O presidente do Município italiano de Bressanone, onde o Papa passou as suas férias este Verão, afirmou que “fora a imensa honra para a cidade de ter hospedado o Santo Padre, o que gastámos não é nada se comparado ao efeito a nível da imagem”.

“Agora jogamos no campeonato internacional, no circuito mais importante, nunca poderemos pagar uma publicidade similar”, disse Albert Puergstaller.

Para estas férias, o município gastou 100 mil euros e a província 500 mil, “mas, na realidade, não foi um gasto mas um investimento”, defende Puergstaller.

Segundo o líder deste município alpino, “foi difundida no mundo a imagem da nossa cidade, do acolhimento, do ambiente, e da estreita ligação com o Papa. Os 100 mil euros não são nada”, disse ao jornal Alto Adige.”

Ver aqui.

A ICAR (e neste caso os nossos adversários na NET, a Agência Ecclesia) nunca deixa de nos surpreender. Isto é uma notícia para apresentar com orgulho, ou com satisfação?

Uma região gasta 600 mil euros (600 mil!!!), para o líder de umas organizações mais abastadas do mundo poder passar as suas férias, e o Presidente do Município ainda tem o descaramento de fazer analogias desportivas com tamanho gasto de dinheiro?

“Não foi um gasto, mas sim um investimento”? E os constituintes do Município engolem esta afronta sem revolta? 600 mil euros?? Para que Ratzinger ache que passou uns óptimos dias em Bressanone, e que por causa disso, essa região tem uma “ligação estreita com o papa”?

Faz algum sentido tal enormidade?

Se eu vivesse em Bressanone, exigia um estudo para saber qual o “retorno do investimento”. E se o resultado não fosse satisfatória, pedia, naturalmente, a demissão do presidente do Município.

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