Apresentamos aqui no Portal Ateu a 3 parte do brilhante documentário sobre a vida e obra de Charles Darwin. O Prof Dawkins leva-nos numa viagem pelo dogmatismo e irracionalidade dos religiosos que colocam os dedos nos ouvidos e gritam “eu não quero ouvir, eu não quero ouvir!!” sobre as provas indiscutíveis que a Evolução das Espécies é um facto.
Pelo contrário, os criacionistas (seja qual for o rotulo que utilizam) querem continuar a defender o indefensável, a idiotice pura e a ignomínia ofensiva.
Ao mesmo tempo, Richard leva-nos a conhecer um pouco melhor o porque de certas acções de Darwin a nível da crença religiosa.
Uma iniciativa de grande qualidade. Para quando na televisão Portuguesa?
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Depois do primeiro episódio sobre a vida e trabalho de Charles Darwin, o Prof. Dawkins continua a desconstrução (sistemática e brilhante) dos mitos criacionistas religiosos que o ser humano está no “centro da criação e do universo”. Desenganem-se. Somos os “quintos macacos” que tivemos a sorte de ter um crânio maior e a capacidade de pensar no abstracto.
Para ver. Para aprender. Para disseminar.
Ficam aqui os links para a parte 2, 3, 4 e 5
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Outra excelente produção da BBC sobre a vida e obra de Charles Darwin, com o Professor Dawkins novamente no seu melhor.
Só mesmo quem não quer, ou quem é dogmático ao extremo, é que pode continuar agarrado à ideia ridícula que somos “a criação de deus”.
Para ver e pedir por mais.
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Poxa, não falo inglês, existe com legendinhas ai???
“Só mesmo quem não quer, ou quem é dogmático ao extremo, é que pode continuar agarrado à ideia ridícula que somos “a criação de deus”
E a ideia de sermos a criação de Deus é ridícula porquê? Porque sim!
Cumprimentos.
É João… a ideia de sermos a criação de Deus é ridícula apenas porque sim…tão inteligentes querem parecer, que apenas demonstram quão limitados são nas suas mentes… Além do pior, que é insultarem a Divina Sabedoria que os criou também a eles, que não O reconhecem.
Rezemos pelas almas que mais precisam
Só gente muito estúpida, para negar a existência de Deus com base na TEORIA da evolução….
Caro Ricardo,
Neste vídeo, como em todos os demais, como em todos os seus livros, Dawkins tem necessariamente que colocar em conflito a perspectiva científica da evolução com a perspectiva criacionista e tradicionalista sobre a criação da vida. Receio que seja uma batalha inútil, uma vez que a perspectiva religiosa que ele pretende combater já há muito foi abandonada por muitos cristãos. Dawkins não é ingénuo e sabe-o muito bem. Por isso vê-se obrigado, como Harris e outros, a dizer que não só os criacinistas e tradicionalistas são uma desgraça e um monumento ao irracionalismo, como também todos os demais cristãos, moderados, informados, actualizados ou não. Estes ainda são pires que os fundamentalistas. É o que afirmam expressamente Dawkins e Harris. Se não houvesse moderados também não haveria fundamentalistas. Acho esta afirmação excepcional. Se não houvesse partidos democráticos também não haveria partidos fascistas. Se não houvesse democracias também não haveria ditaduras. Etc., etc.
Ricardo, Dawkins é um grande cientista, mas não é um deus nem sequer um semi-deus. Não será possível manter em relação a ele uma atitude crítica em vez de aceitar acriticamente cada palavra que sai da sua boca?
Um abraço,
Alfredo Dinis
Caro Alfredo. Sempre um prazer trocar “correspondência” consigo.
Claro que o Alfredo já antecipa que eu vá amargamente protestar que não sou um lacaio do Prof. Dawkins, e que o transformo num “deus” do racionalismo, ao qual presto vassalagem e incondicional apoio.
E antecipa bem, porque não me vejo um Dawkinisiano, ou um Harrisiano (alias, já tenho o suficiente com que me preocupar com o nascimento do Silvestrianismo por parte do Lucas Samuel).
Por exemplo, não concordo com a apoio explicito que Richard dá aos “brights” que acho uma ideia pouco produtiva.
Mas, também como deve imaginar, sendo alguém da área da biologia (apesar do meu doutoramento ter sido em fisiologia) compreendo a irritação do Prof. Dawkins ao ver certos grupos religiosos (e que sabemos, como disse e muito bem, que não representam o todo dos crentes) a defender dogmas criacionistas que afectam gerações de crianças.
E mesmo quando o discurso religioso é mais sofisticado, é impossível não desesperar com a tentativa de incluir deus em processos naturais: a origem da vida foi obra de deus, a evolução das espécies foi direccionada, existem “equilíbrios pontuais” que explicam transições entre espécies, certas estruturas biológicas são prova de um desenho inteligente.
Porque não, uma abordagem simples e exclusiva ao “ambiente” da teologia e da filosofia: existe um deus fora da natureza, que só pode ser compreendido como uma existência espiritual, de “amor”, de “infinitos” e de relação entre a criação e o criador”. Mas não “o” tragam para o debate quando se fala de causas biológicas ou de regulações naturais.
Quanto a não concordar com a posição dos “novos ateístas” que é a maioria inteligente e tranquila que dá “abrigo” aos fundamentalistas, ai vamos ter uma divergência de opiniões. Não concordo com a analogia que faz dos sistemas democráticos. A democracia permite-me tornar ilegal um partido fascista. Mas o mesmo não vejo a acontecer de uma forma sistematicamente nos movimentos religiosos. Veja a conivência que existem entre religiões cada vez que uma delas têm os seus dogmas combatidos pelo secularismo. Repare no que aconteceu quando houve a questão dos cartoons da Dinamarca. O Vaticano saiu… em condenação aos cartoons. (um exemplo)
E até mesmo entre religiões, as maiorias silenciosas não se deviam insurgir mais amiúde em situações onde os “líderes espirituais” tomam decisões que são facilmente vistas como aberrantes e irracionais (a questão dos preservativos, por exemplo)?
Ou outro exemplo que sei que lhe interessa. Não saiu em defesa da “escolha justificável a do reconhecimento jurídico da união entre pessoas do mesmo sexo” o padre Bartolomeo Sorge? O que me diz de certos “centros de poder” Cristãos não quererem saber da opinião dos crentes sobre esse assunto. Porque as condenações empedernidas e virulentos por causa de uma passagem na bíblia?
Para reflectirmos. Todos.
Obrigado pela sua atenção
Caro Ricardo,
Obrigado pelas suas palabras amáveis. Tenho sempre prazer em dialogar neste portal com os seus moderadores e demais visitantes, sempre que a linguagem se mantenha dentro dos limites que considero permitirem uma troca de opiniões frutuosa.
Deu-me uma grande consolação saber que não é um acrítico admirador de Dawkins. Creio que este portal adquirirá maior credibilidade se os textos tiverem um maior espírito crítico em relação às posições de alguns ateus, como fazem em relação às posições de alguns crentes. O espírito crítico é como o ar puro que respiramos: só faz bem. Não é agradável ver os crentes acusados de falta de espírito crítico e depois não o ver cultivado da parte dos ateus.
Quando o Vaticano protesta conta os cartoons islâmicos não está a colocar-se ao lado dos fundamentalistas islâmicos, como quando protesta contra os cartoons cristãos não se está a colocar ao lado dos fundamentalistas cristãos. A questão dos cartoons tem a ver com todos os muçulmanos, e com todos os cristãos, independentemente de serem ou não fundamentalistas. Por este motivo, não vejo como a atitude do Vaticano possa ser vista como um apoio aos fundamentalistas, como pretende erradamente Harris. Não sei qual seria a reacção do Ricardo se uma pessoa da sua família, ou um seu amigo, fosse ridicularizada num cartoon e este aparecesse publicado. Talvez possa compreender a reacção dos crentes.
Estou muito de acordo consigo em que não se devem trazer argumentos teológicos para as discussões científicas, mas também penso que não se devem extravasar as discussões científicas para o domínio teológico, uma coisa que não raro acontece sobretudo da parte dos cientistas ateus. Em todo o caso, penso que, como afirmou o Papa João Paulo II, a teologia não pode ignorar os progressos científicos, mas também não pode instrumentalizá-los com fins apologéticos.
No que se refere ao uso do preservativo, o que me incomoda é que este método pareça a muitos ser a solução única e definitiva para o problema da transmissão de doenças como a Sida. Não creio que uma saudável educação sexual nas escolas, por exemplo, passe apenas, como actualmente acontece, pela informação sobre como usar os métodos anticonceptivos para evitar a maçada de ter que levar as adolescentes grávidas a praticar o aborto, prática que aparece também como a melhor solução para resolver o problema de uma gravidez indesejada. A melhor cura para uma dor de cabeça nem sempre é uma simples aspririna. Não me convencem as solução fáceis para problemas complexos. A questão do preservativo, como muitas outras questões, não se resolve simplesmente com um sim ou um não. Talvez seja também por isso que na Igreja Católica muitas questões complexas não se possam resolver de um dia para o outro com uma simples votação de braço no ar. O que não exclui que tais questões se possam e devam discutir.
Aqui tem a minha reflexão, e obrigado pelo desafio.
Um abraço,
Alfredo Dinis
o eu falo ingles
isso e verdade o que ele falar
eu so tenho14anos
“E a ideia de sermos a criação de Deus é ridícula porquê? Porque sim!”
Porque não é? A ideia de sermos descentes de uma espécie alienígena é mais ou menos ridicula?
“Não sei qual seria a reacção do Ricardo se uma pessoa da sua família, ou um seu amigo, fosse ridicularizada num cartoon e este aparecesse publicado. ”
Eu ficaria chateado, triste, humilhado…e depois? Isso justifica que desate a queimar propriedade pública e a ameaçar e matar pessoas?
“No que se refere ao uso do preservativo [..] Não me convencem as solução fáceis para problemas complexos.”
Se não gosta de soluções simples, encontra-se do lado errado da barricada…a solução da igreja convenhamos que é bastante simples e redutora. Para além de imoral claro.
“O Prof Dawkins leva-nos numa viagem pelo dogmatismo e irracionalidade dos religiosos que colocam os dedos nos ouvidos e gritam “eu não quero ouvir, eu não quero ouvir!!”
Nem todos Ricardo, nerm todos…
http://tsf.sapo.pt/Programas/BlogsMaisCedo.aspx?content_id=1016877&audio_id=1140348
Um abraço.