“Facelift” do Portal
Por Helder Sanches • 17 Ago, 2008 • Categoria: EditorialAo longo dos últimos dias temos vindo a alterar pequenas coisas no aspecto e organização do Portal Ateu, principalmente na página de entrada.
- Abandonámos o verde “azeitona” e optámos pelo azul
- Aumentámos e melhorámos o banner do topo
- Os botões de ligações externas passaram da coluna da direita para a da esquerda
- O Editorial passou a estar no topo da coluna da direita, libertando espaço na coluna central e diferenciando-se do restante conteúdo
- A coluna central passou a ter os últimos três artigos de cada secção em destaque (em vez de apenas um)
- Na coluna da direita passou a estar disponível a lista actualizada dos autores do Portal Ateu com ligação directa aos respectivos arquivos individuais
- O número de “Últimos Artigos” e “Últimos Comentários” aumentou de 10 para 15
- O Portal Ateu TV passou a ter 5 vídeos aleatórios para acesso directo
- Incluímos uma lista de sites recomendados (nacionais e internacionais) sobre ateísmo
Tudo isto é um primeiro passo para que o Portal Ateu faça uma reentrada de “cara lavada” e com renovado optimismo já a partir de Setembro e para melhorarmos o acesso e a navegação pelo nosso Portal. Outras novidades surgirão muito brevemente. Fique atento.
Eu aumentava só uma bocadinho o tamanho da fonte e talvez alargasse mais o site (quem é que ainda usa 800*600?)
Eu também aumentava mais um bocadinho o tamanho da fonte e talvez mudasse para asp.net (quem é que ainda usa wordpress/php’s?:-)
Caro Nuno José,
Obrigado pelo seu comentário. A largura do conteúdo já ultrapassa os 800 pixels. Neste momento cifra-se em 930 pixels de largura. Quanto ao tamanho da letra, as opiniões dividem-se. Pela minha parte agrada-me o tamanho como está, mas não me incomodava nada aumentá-lo um pouco se for essa a opinião dos nossos leitores.
Xiquinho,
Obrigado pelo teu comentário (isto é só para não dizeres que te trato abaixo de cão).
Visita lá esta página para ver se perdes de vez as peneiras com esse sistema fechado que tanto aprecias:
http://www.syllogisticsoftware.com/papers/Web_Development_Technology_Comparison.html
É claro que eu percebo que tu mantenhas assim uma espécie de fé em relação à Microsoft. Fazes a figura de alguns padres; mantens a fé porque te é conveniente!
Um abraço a ambos.
Apreciado maquilhador,
Só me dás desgostos… Vê lá ao menos se da próxima vez que queiras comparar xixi de gato com Paco Rabanne se escolhes um mono, que antes de se por a fazer comparações fantasiosas ao menos saiba que asp.net não corre só em Windows… Project Mono? Já ouvistes falar? É que o asp.net é tão mau, tão mau que a Oracle até fez uma plataforma para correr em Linux… Interneta-te homem…
Quase soltava uma pinguinha de me rir com esta tabela… Se me pedisses para eu fazer uma tabela a comparar as vantagens do ateísmo com a religião, eu não sei se seria capaz e ser mais parcial que o mono em causa…
Tu sabes que se formos fazer comparações do que é mais rápido, mais barato, mais scalable, mais isto, mais sobre aquilo, encontramos na Internet tabelas para todos os gostos e feitios. O que provavelmente não sabes, e isso é que eu te tento evangelizar, é que a beleza do asp.net reside na inovação, na elegância do código produzido, na articulação dos diversos elementos, na re-utilização, na integração, nos detalhes da documentação, na produtividades, enfim um sem número de coisas que estão escondidas do utilizador mas saltam à vista do programador. E eu acho que se pode encontrar beleza num programa de computador. Que beleza se vê no spaghetti do php?
Quanto a padres: eles acreditam a bíblia, tu acreditas na tabela. Eles acreditam em deus, tu no php… ambos vivem numa fantasia.
Abraço para ti também…
Ps: Já instalas-te o silverlight?
Claro, e no meio dessa conversa toda qual é o lugar do Bill Gates? Já agora, sentas-te à esquerda ou à direita dele?
Silverlight? Luz de prata? Humm, tem um nome demasiado místico para os meus gostos…
Caro Helder,
Não sei se te deva dar os parabéns pelas alterações. São questões formais que me interessam menos que as questões de conteúdo. E quanto a estas, gostaria que houvesse da tua/vossa parte uma séria avaliação. A vossa estratégia é conhecida em filosofia como verificacionismo. Há uma hipótese a verificar: ‘a religião só faz mal’. Para verificar esta hipótese e transformá-la numa tese provada procuram-se cuidadosamente os exemplos que a confirmam, ignorando os contra-exemplos. Esta metodologia dá para provar tudo o que se quiser. Não há nenhuma teoria científica que não tenha contra si exemplos que a falsificam. Se vou considerar apenas os elementos que me convêm, ignorando os contra-exemplos, posso provar o que quiser. Posso talvez até provar que o Helder é um homem muito emocional porque talvez já o tenha visto em alguns momentos manifestar as suas emoções. Ou talvez possa provar que o Helder é um homem muito racional, porque já li neste portal muitos dos seus textos. Em que ficamos?
A estratégia dos grandes ateus da actualidade é esta mesma. Steven Harris, o grande ídolo do ateísmo contemporâneo, dá-se ao luxo não só de procurar à lupa afirmações escandalosas de autores cristãos conhecidos, como Agostinho de Hipona, Tomás de Aquino, etc., sobre a defesa da tortura dos infiéis, como também de não referir directamete as fontes originais das citações, remetendo o leitor para uma outra obra de autor ateu que faz as mesmas citações sem referir as fontes originais. Devo aplaudir? Creio qiue deveríamos pôr-nos de acordo sobre alguns princípios metodológicos básicos quanto à argumentação em favor ou contra as nossas ideias. De outro modo modo arriscamo-nos a andar em círculo pensando que estamos a andar para a frente.
Recentemente, os meios de comunicação revelaram que o cientista Bruce Ivins foi o responsável pelos atentados na América com antraz, e que se suicidou quando foi descoberto. Poderei utilizar este exemplo como uma confirmação de que a ciência e os cientistas são extremamente perigosos para a humanidade? Qual seria a tua reacção se eu construisse um portal no qual me limitasse a reunir exemplos como este para procurar destruir a ciência?
Cordiais saudações,
Alfredo Dinis
Caro Alfredo,
Obrigado pela observação. O Portal não tem uma linha mestra editorial que aponte em que sentido devem argumentar os colaboradores do mesmo. Cada um é responsável pelos seus artigos e pelos seus argumentos. De qualquer forma, admito que muitas vezes caímos todos com demasiada facilidade nos erros que o Alfredo nos aponta.
Muitas vezes é mais fácil refutar alguns argumentos de crentes através do exagero, mas, sendo mais fácil, não é seguramente o mais objectivo. Por outro lado, - e agora falo apenas por mim - alguns dos argumentos apresentados por alguns crentes são de tal maneira absurdos que não me merecem o esperado crédito.
De qualquer forma, agradeço ao Alfredo as falhas que aponta, reconhecendo que em muitos casos se verificam. Tentarei escrever algo mais sobre esta matéria num artigo próprio.
Cumprimentos.
Caro Alfredo
Como sou um dos colaboradores mais activos no Portal e levo algum do seu criticismo de uma forma mais individualizada.
Se o Alfredo nos acusa de verificanionismo, seria fácil para mim responder que o Alfredo quer que sejamos relativistas em nome de uma igualdade filosófica de debate.
Claro que a crença e a religião organizada têm alguns benefícios defendidos pelos crentes, e não rejeitados pelos ateus. Mas o problema é que muitas vezes essa utilidade está mascarada (ou pior, declaradamente associada) a proselitismo, influência politica, combate ao secularismo, e outros exemplos.
Se este fosse um sítio para o debate entre diferentes posições entre crentes e não crentes (e alias, essa é uma ideia que iniciamos em certa parte com a secção “direito de resposta”) seria então de esperar que houvesse artigos, por exemplo na secção de notícias, onde um crente colocasse um argumento com um exemplo de uma intervenção social positiva como resposta a um artigo meu onde exponho uma (percebida por mim) acção negativa da religião.
Mas o Portal Ateu não é um sítio para essa discussão generalizada a todo o sítio. Existe a caixa de comentários para as reacções, mas da minha parte, vejo o Portal como um lugar para manter os outros ateus que me leiam atentos a certos abusos (novamente percebidas por mim) pelas religiões e pelas pessoas de fé, e (com alguma vaidade minha, perdoe-me) de “despertar consciências”, dentro do pouco que posso fazer.
Ainda em resposta ao Xiquinho, gostaria de expressar o meu espanto pelo facto de sugerires uma aplicação open source! Tu - que tão facilmente apontas o dedo à plataforma LAMP (Linux, Apache, mySQL, PHP), cuja principal virtude é o custo zero - vens agora sugerir uma aplicação open source para implementação do ASP.net em ambientes extra-Windows.
Eu soltei mesmo umas pinguinhas de tanto me rir com o contra-senso…
Caro Ricardo,
Pelo que entendo das tuas palavras sobre a natureza deste portal, o ateísmo é uma posição de tal forma fundamentada, definitivamente e sem quaisquer margem para dúvidas, que só é necessário fazer agora uma espécie de ‘ginástica de manutenção’ doutrinal. Devo dizer que há aqui certeza a mais, para o meu gosto. Mas de qualquer modo, é bom que as posições se esclareçam.
Obrigado.
Um abraço,
Alfredo Dinis
Olá…
Existem alguns comentários que só servem para ofender, denegrir, ou não têm nada a ver com a matéria do post…
Não seria melhor colocar critérios nos comentário???
mingos,
Agradeço a sugestão e concordo em absoluto. Estamos atentos ao nível de comentários e é uma das nossas principais preocupações manter o nível elevado nas discussões que se produzem no Portal. Muitas vezes é-nos difícil perceber ou decidir onde acaba a ironia ou humor e começa o mau gosto. No entanto, já por diversas vezes interviemos com o objectivo de regular o nível das caixas de comentários e, sobretudo, garantir o respeito por todas as opiniões expressas; continuaremos a fazê-lo sempre que entendermos necessário.
Sugiro ainda que qualquer excesso detectado nas caixas de comentários nos seja informada através do formulário existente nesta página.
Relembro que existe uma Politica de Comentários que deve ser respeitada por todos.
Obrigado
Continuo a achar que podiam aumentar a fonte eu até vejo bastante bem e acho-as pequenas em linux principalmente que está tudo feito para grandes monitores (vou esperar pelos OLED para trocar)
Pois como tenho 1400, 930 fica mesmo muito no centro
por isso eu uso sempre percentagens e não larguras fixas.
Ah deixa lá os senhores do .net falar (que por acaso aquilo na ultima versão até ficou bom) porque esta viragem para a interoperabilidade na minha opinião é só mais uma vez para ganhar mercado para fechar tudo outra vez.
Caro Ricardo,
Os erros metodológicos da obra de Harris ‘O Fim da Fé’, não são uma questão de opinião. São mesmo erros, objectivamente falando, erros considerados erros em qualquer universidade do mundo. Creio que temos que assentar as nossas análises em algo de objectivo sempre que isso for possível. Deixo aqui um exemplo muito simples de erro metodológico a meu ver muito grave. Na p. 94 da ediçãp portuguesa afirma o autor, referindo-se aos métodos da Inquisição: “A justificação para este comportamento veio directamente de S. Agostinho, que argumentava que se a tortura era adequada para aqueles que violavam as leis dos homens, era-o ainda mais para aqueles que violavam as leis de Deus”. Aqui insere uma nota que aparece no final do livro. Fui lá ver com alguma curiosidade para saber em que texto diria S. Agostinho uma tal coisa. Na nota acrescenta ainda o seguinte texto: “É verdade que Agostinho não era um sádico perfeito. Achava que a melhor maneira de examinar os herétios não era ‘pelo desmembramento no banco da tortura, ou pelo fogo, ou pelo cravejamento de ganchos de ferro no corpo, mas sim pelo espancamento com varas’ ” Qual o texto de Agostinho de onde sai esta citação? Nada de pressas! Esta citação foi retirada de uma obra de P. Johnson, ‘A History of Christianity’, com a indicação das respectivas páginas. Vamos então consultar a obra de Johnson para - finalmente? - sabermos em que texto faz Agostinho a afirmação. Mas Johnson insere na sua obra esta e muitas outras afirmações que atribui a Agostinho sem nunca referir os textos de onde as retirou.
Caro Silvestre, assim, eu posso dizer o que quiser de quem quiser. E este erro metodológico é frequentíssimo na obra de Harris. São uns a seguir aos outros. Na página 104 cita de novo Agostinho: “Se sou cristão, aos milagres o devo”. Aqui não há sequer nenhuma nota. Eu não sei se Agostinho disse alguma coisa do que lhe é atribuido. Gostaria de saber. Mas não será através da obra de Harris.
Quando os meu alunos me trazem um trabalho escrito com alguma afirmação atribuída a Aristóteles ou a Dawkins, eu quero saber em que texto os autores afirmam o que lhes é atribuído. Não é uma mania minha. É uma questão metodológica objectivamente importante. A obra de Harris está cheia de afirmações atribuídas a diversos autores mas raramente é citada a fonte. Deverei acreditar? É uma questão de fé?
Isto para já nãp falar das falsidades objectivas de conteúdo que não são questão de opinião.
Para não falar das incoerências inacreditáveis como a de condenar a tortura da Inquisição mas não a dos presos de Guantânamo.
E recebe esta obra umprémio e o louvores do ateísmo universal?
Ricardo, tolerancia sim, mas haja critérios!
Um abraço,
Alfredo Dinis