Dia dos Vampiros
Por Bruno Miguel Resende • 12 Ago, 2008 • Categoria: Ciência & Educação, Cultura, Departamentos, Discriminação Religiosa, Internacionais, Juventude, NotíciasO dia 13 de Agosto é oficialmente o Dia dos Vampiros na capital paulista, no Brasil, por iniciativa de Liz Marins, mais conhecida pelo nome de Liz Vamp. Embora o dia não faça oficialmente parte do calendário de datas, já é comemorado através de acções sociais e eventos em vários estados brasileiros devido à repercussão nos organismos de comunicação social. E foi através das ficções, mitologias e magias dos vampiros que se implantou esta importante iniciativa, com enfoque principal na doação de sangue, factor que pode ajudar a salvar imensas vidas e que é exercido socialmente de formas muitas vezes ineficientes. A “Campanha de Doação de Sangue do Dia dos Vampiros”, que é organizada por Liz Marins desde 2002, (o primeiro ano do “Dia” como lei foi em 2004) chegou a bater o recorde em doações voluntárias de sangue, comparada a outras bem-sucedidas campanhas da Fundação Pró-Sangue, que é o maior hemocentro da América Latina e abastece mais de 300 hospitais.
A segunda e igualmente importante bandeira levantada por este dia é a luta contra os rótulos e preconceitos de qualquer espécie praticados contra o Ser Humano, ou pelas palavras de Liz Vamp, “Na superfície física não está tatuada a índole de um ser.”. Em terceiro lugar, este também é um dia de incentivo à diversidade artística, apoiando artes alternativas e contraculturas.
Infelizmente o governo brasileiro não está a aproveitar a data para estimular a sanação dessas importantes carências, pior ainda, os activistas da campanha sofrem preconceitos pela sua aparência “não convencional”…
Um grande hemocentro da capital descontinuou a campanha, pois, segundo eles “Alguns religiosos reclamaram da aparência exótica”. Por estes preconceitos estúpidos e criminosos, muitas pessoas morreram e virão a morrer por inexistência de sangue para doações, conseguindo também praticar o crime hediondo do preconceito. A convocatória foi feita para o dia 13, às 10 horas da manhã, sendo pedido aos activistas que se vistam no melhor estilo de vampiros, zombies, e personagens afins para compor um cortejo vampírico em direcção à Fundação Pró-Sangue para doação de sangue, o sangue de “Discriminados”!
Com uma única doação pode-se salvar até quatro vidas.
Embora não compareça, o meu apoio é total ao projecto, tanto pelas lutas sociais envolvidas, como pelo uso dos fascinantes vampiros em lides de luta social, artística e estética. Orgulho-me de ter participado na emancipação vampírica em terras brasileiras no Livro Negro dos Vampiros, ao lado de nomes como o da Liz Marins, actriz, escritora e cineasta, Octavio Cariello, professor de desenho da Quanta Academia e desenhador da versão para banda desenhada da Rainha dos Condenados, de Anne Rice, Kizzy Ysatis, um dos maiores nomes da literatura fantástica brasileira da actualidade, autor do premiado Clube dos Imortais, entre muitos outros. Os vampiros não morrem, são eternos. A luta contra os preconceitos e a favor da medicina continua com ou sem descriminações religiosas. Quem sabe um dia não seja exportado tão importante dia para terras lusas? Tudo a ganhar e nada a perder.
“Infelizmente o governo brasileiro não está a aproveitar a data para estimular a sanação dessas importantes carências, pior ainda, os activistas da campanha sofrem preconceitos pela sua aparência “não convencional”…”
Esse dia dos vampiros poderia ser exportado pra Romênia (terra de Vlad).
Os vampiros são muito + interessante do que os crentes!!
Historicamente falando, o príncipe Vlad não me parecia muito preocupado com as questões humanitárias. Parece assim que o «vampirismo» (tendo em Vlad a sua figura inspiradora) é exaltado como se estivéssemos a falar de uma filosofia que gosta de dar sangue em vez de sugá-lo.
É assim que nascem as deturpações que a história vai assimilando como verdadeiras: o «Novo Testamento» de Vlad poderá dar origem aos Evangelhos de Vlad onde a criatura outrora vil, apareça agora metamorfoseada de benfeitora.
Assim, não estranhem também que a criatura benfazeja nascida na Galileia à 2000 anos possa ter sido um monstro:: Jesus era um tipo lixado como o caraças e se os pobres romanos não o tivessem pregado a uma cruz, ainda hoje ele andava por aí a atormentar o imaginário infantil. As estacas não foram pregadas no coração mas nas mãos e nos pés. Quem sabe se Jesus não será o principal fundador do vampirismo?…
É tão fácil fazermos da história aquilo que nós queremos que ela tivesse sido…
“O sangue de “Discriminados”? Desculpa lá Bruno, mas quem quer dar sangue, não se precisa de armar em vítima ideológica: há outros fóruns para isso.
Cumprimentos.
Pela minha parte celebro o Dia do Vampiro 3 ou 4 vezes todos os anos, curiosamente na Av. do Brasil, no Pav. 17 do nº 53, onde se encontra o Instituto Português do Sangue. Não preciso do incómodo de ir até São Paulo.
Independentemente do folclore que se possa criar à volta de cada evento, parece-me que todas as iniciativas são válidas quando se trata de sensibilizar a população para acções humanitárias, como é o acto de dar sangue.
Aproveito para divulgar um novo processo de dádiva de sangue denominado plaquetaférese. É um processo mais demorado que consiste em colher selectivamente uma pequena percentagem de plaquetas com a ajuda de um equipamento próprio, permitindo uma maior rentabilidade da dádiva. Da próxima vez, irei tentar esta abordagem.
Caro Helder Sanches,
Sou dador desde os 18 anos e desconhecia essa técnica.
Vou-me informar melhor. Obrigado.
Uma vez que também me parece que «…que todas as iniciativas são válidas quando se trata de sensibilizar a população para acções humanitárias», permita-me o seguinte conselho “interesseiro” à juventude namoradeira:
Eu já não ando nessas lides – pois estou muito bem juntinho com a minha mulher… (que por acaso,.. até está aqui ao meu lado!!)…- mas possuir um cartão de dador de sangue, é como um passaporte VIP em “determinadas” relações sociais.
É assim uma espécie de ter bom aspecto, bom hálito, ser bom falante e absolutamente irresistível tudo de uma vez, para além de ter escrito na testa: “Limpo!”.
E para tudo isso, basta deixar cair inadvertidamente o cartão de dador em cima da mesa da esplanada…;-)
Já agora, para além desse leque de possibilidades alucinantes, se por qualquer motivo necessitarem de recorrer a um Hospital, também estão isentos da taxa moderadora!
É só vantagens!
Seja dador de sangue já!
E já agora, faça exercício físico para o poder ser por muito tempo!
Vou-me informar?…
Ou, vou informar-me?
Hélder e Bruno…. vejam estes sites!
http://vampyrismo.ning.com/
http://www.vampyrismo.org
http://vampira.com.br/
Ah, por falar em vampiros… seria engraçado se testemunha de jeová virasse vamp! Queria ver ela recusar sangue!!!
Lucas Samuel, mas que grande confusão aí vai.
A cultura vampírica não tem paralelos com religiões, é emanação artística, cultural. E muito ao contrário do que diz, não se centra na figura de Vlad, aliás, essa personagem histórica apenas serviu de base para a criação do romance “Drácula” de Bram Stoker em 1897, mas muito antes já a figura vampírica era usada na literatura, com “O Vampiro de John Polidori” de 1819. Vlad foi uma figura inspiradora para Bram Stoker, muitos outros encontraram outras figuras inspiradoras, tendo as raízes muito mais tempo que a figura de Vlad, aliás, tentando encontrar uma fonte de raízes para o tema pode-se referir o antigo Egipto com seres mitológicos como Sekhmet e outros. Mesmo na época medieval não é apenas a mitologia e folclore romeno mas também a Grega, com os Vrykolakas. E acho que considera o Drácula de Bram Stoker um livro de ficção, se não as coisas podem ser bastante complicadas.
Dentro das raízes mais modernas para a cultura vampírica temos uma diversidade enorme de personagens, desde personagens mais “holywoodescos” como o Blade e a Selene do filme Underworld até lides mais literárias e intelectuais como as personagens de Anne Rice, o espectro é enorme.
De um ponto de vista de superstição popular, a maior causa do fenómeno foi a Porfiria, uma doença que foi sendo demonizada pelo cristianismo, a hipersensibilidade da pele à luz, levando à formação de lesões, cicatrização e desfiguração, mas esses temas não interessam ao assunto referido, são as contaminações cristãs e o populismo ignorante, falei em cultura e arte, que é praticamente o oposto. Relações entre Vlad e Cristo? Do ponto de vista cultural e artístico podem-se fazer, existem muitas pessoas a usarem a mitologia cristã para fazerem arte, os Monty Python fizeram-no com o filme “Life of Brian”, o videoclip de “Long Hard Road Out Of Hell” Long Hard Road Out Of Hell de Marilyn Manson também usa imensos folclores, mitologias e iconografias cristãs, JAM Montoya também com a sua colecção fotográfica “Sanctorum” e por aí adiante. Mas como se sabe a mitologia cristã é niilista e estúpida, um grande aglmerado de zeros, é difícil produzir artes nessas lides, e por isso mesmo são necessários outros espectros culturais, neste caso a cultura vampírica.
Em termos históricos prevalece a alienação e a demonização cristã dos vampiros e espectros culturais envolventes, mas isso acontece com tudo, tudo o que não é cristão é demonizado, aliás, os demónios do cristianismo são o quê? Os deuses, personagens históricos, culturas, artes e afins de outras religiões e irreligiões. E para além disso estamos num sítio chamado Portal Ateu, ou seja, não me parece minimamente correcto abordar o tema sobre o prisma etnocêntrico cristão, ou das falácias e mentiras cristãs relativamente àquilo que não gostam. Pessoalmente desprezo as opiniões cristãs sobre temáticas que não dominam, e penso que qualquer pessoa sensata deveria fazer o mesmo. Que o cristianismo estupidifique o seu meio, tudo bem, agora andar a violar e a estupidificar coisas alheias não.
O termo “Sangue de Descriminados” faz parte do texto de convocatória, não é meu. E neste Portal existe uma secção dedicada à Descriminação Religiosa, que é parte integrante do tema que abordei. Odeio descriminações e tenho todo o direito de as odiar, mesmo que não interfiram directamente comigo.
Se pessoas cristãs acreditam em Homens que chupam sangue de pescoços e que se transformam em morcegos de noite apenas tenho a dizer que é… estúpido! Da mesma forma que existirem os desenhos animados dos Simpsons não faz com que existam Simpsons na realidade, existem na ficção e na criatividade Humana.
Cumprimentos.
Viva Bruno!
Eu sei que posso ser um gajo confuso, mas quanto à cultura vampírica (ou será que deveríamos antes chamar sub-cultura?), duvido que a maior parte dos seus membros saiba quem é o Vrykolakas ou a moçoila do Ptah. A inspiração generalizada ainda é a do Bram Stoker (estou a ver que te andas a dar mais com a aristocracia vampírica do que com o povo! Seu elitista! Lol!). Se entrarmos por essa linha de argumentação, não duvides que eu também possa exaltar o cristianismo da mesma forma que o fazes para o vampirismo – afinal, tudo se resume ao seguinte: de que Jesus Cristo estamos a falar? O Católico? O Copta? O Gnóstico? Nenhum deles?…E já que falaste na Anne Rice (essa traidora recém retornada ao Catolicismo!Lol), aí tens outro Jesus novinho em folha: “Christ the Lord: Out of Egypt”. Mais fantasia, sempre fantasia…pois afinal, é sempre disso que se trata.
“Mas esses temas não interessam ao assunto referido, são as contaminações cristãs e o populismo ignorante, falei em cultura e arte, que é praticamente o oposto”. Eu bem digo: esses aristocratas andam a afastar-te do povo…lol. Eu prefiro a versão popular do vampiro que dá pelo simpático nome de Xupacabras! Lol!
“Mas como se sabe a mitologia cristã é niilista e estúpida, um grande aglomerado de zeros, é difícil produzir artes nessas lides, e por isso mesmo são necessários outros espectros culturais, neste caso a cultura vampírica”. Acho que anda para aí uma certa confusão: de que «mitologia cristã» estamos a falar? Estamos a falar da sub-cultura dos primitivos cristãos nas Catacumbas? Estamos a falar dos Cristos africanos trazidos à luz por Donald Goergen? Não podemos atirar fora o bebé com a água do banho: tudo é mitologia. Se te revolta um certo tratamento institucional da mitologia (por exemplo, o Catolicismo), isso é culpa da instituição e não da mitologia. Teria alguma lógica dizer que acho o vampirismo estúpido e comercialão só porque não gosto da série da “Buffy: the Vampire Slayer”?
“Os demónios do cristianismo são o quê? Os deuses, personagens históricos, culturas, artes e afins de outras religiões e irreligiões.” E vice-versa! Como deves saber, os primeiros cristãos também foram acusados de ateísmo e de canibalismo (por não adorarem os deuses pagãos e por «comerem» o corpo de Cristo em sacramento)! Vamos acusar esses «miseráveis pagãos romanos» de quererem esmagar a pureza de uma sub-cultura oprimida? Bruno, Bruno…a ladainha católica é um xurrilho de aldrabices, mas não é por causa de isso que temos de pensar que os antagonistas que se movem no mesmo contexto fantasioso merecem mais credibilidade.
Abraços.
Não existem vampiros,seu retardados mentais. Esse negócio de andar de preto se achando vampiro e malvadinho é coisa de RETARDADO MENTAL, IMBECIL, ESCROTO E … METIDO A POSER.
EU VOU ESPANCAR QUEM APARECER ASSIM NA MINHA FRENTE
legiaosjc82@hotmail.com
PS: Comentário alterado pela Administração do Portal Ateu (se não se sabe comportar, não saia à rua).
Não existem vampiros,seu retardados mentais
Mas existem idiotas que não costumam ler TODO o artigo.
E ainda coloca o msn para arrumar algo pro fim de semana. Maldita Inclusão Digital!
Não existem deus,santos,jesus,seu retardados mentais!!!! (essa vai pra crentaiada!
Hipocrisia: se Alguém crê em vampiros, é retardado mental. Se alguém crê em deus é normal….
Boas notícias!!! o hemocentro readmitiu os vamps! Apesar do lobby crente!