De uma forma infatigável!!
Por Ricardo Silvestre • 22 Jul, 2008 • Categoria: Juventude, Nacionais, Notícias, Psicologia & Sociologia“D. José Augusto Pedreira, Bispo de Viana do Castelo, não tem dúvida de que «a acção apostólica em favor da família adquire um valor social incomparável ». «A Igreja, por sua parte – frisou –, está profundamente convencida disso, bem sabendo que o futuro da humanidade passa através da família».
A acção catequética da família, com o seu carácter íntimo e afectivo, é, em certo sentido, «insubstituível», defendeu o Bispo de Viana, para quem a educação na fé «realizada pelos pais», a começar na mais tenra idade das crianças, concretiza-se «quando os membros da família se ajudam uns aos outros a crescer na fé por meio do seu testemunho autêntico de vida cristã, frequentemente silencioso, mas perseverante ao longo dos dias».
D. José Pedreira mostrou-se convencido de que a fé transmitida no lar, em ambiente impregnado de amor, deixa nas crianças «uma marca decisiva e para toda a vida». Neste contexto, o prelado exortou os pais cristãos a prepararem- se para «desempenhar este serviço da catequese dos seus próprios filhos e exercê-lo com zelo infatigável».
Ver aqui.
Mais do mesmo, eu sei. Mas sempre obrigatório.
Vamos recapitular: a “acção catequética” da família é insubstituível, e os pais devem iniciar essa endoutrinação às crianças “na mais tenra das idades”. Ou seja, quando a sua “mioleirinha” ainda não está totalmente formada, e se pode enterrar uma bíblia pelo crânio dentro.
E é a fé, quando transmitida num ambiente impregnado de amor, que deixa uma marca decisiva e para toda a vida”. É a fé que é o “motor” e não o amor. É na fé que se suporta o amor do lar, e na fé que se justifica esse amor. E a transmissão da “fé” que deixara às crianças “marcadas” para a vida: que se lixe os ensinamentos sobre sexualidade, sobre morais, sobre conduta, sobre valores. Isso fica para os “líderes espirituais” ensinar aos pais como é que devem falar com os filhos (vejam o caso dos “cursos” para noivos ou para pais de recém-nascidos. É a fé que deve ser transmitida. E mais, de uma forma infatigável!
Espero ver o dia onde este estilo de discurso dos “nossos líderes espirituais” desapareça de vez.