Não ao papa e a manifestação libertária na Austrália
Por Bruno Miguel Resende • 19 Jul, 2008 • Categoria: Ciência & Educação, Departamentos, Discriminação Religiosa, Internacionais, Notícias, Psicologia & SociologiaUma manifestação libertária na Austrália ocorrida em Sydney pediu ao Bento, o dezasseis, que não imponha as suas crenças à humanidade, durante uma concentração pacífica e animada, organizada pela coligação NoToPope, reporta a agência EFE.
“Não dizemos que o Papa não tenha o direito às suas visões reaccionárias, dizemos que não queremos que os seus pontos de vista determinem as nossas políticas governamentais”, proferiu o Director do Conselho de Nova Gales do Sul para as Liberdades Civis, Cameron Murphy.
Entre as mensagens comunicadas durante o protesto, estiveram frases como “Os peregrinos são bem-vindos, o papa não!”, ou frases em t-shirts como “Eu não existo e deus também não!” ou “Eu aceito-te como católico, aceitas-me como lésbica?”.
Entre os várias representantes de organizações humanistas presentes, estiveram por exemplo os defensores das vítimas de abusos sexuais por parte de sacerdotes, defensores dos direitos dos homossexuais, defensores do uso do preservativo como forma de prevenção da SIDA, e também cristãos, como por exemplo o reverendo Karl Hand, da Igreja Comunitária Metropolitana, que defendia que “nem todos os cristãos têm uma atitude anti-humanista”.
Na manifestação estiveram também presentes políticos, como Irene Doutney, líder dos Verdes, que lembrou o ambiente político que se respirava em 1978, quando, em Sydney, foi criado o movimento para a defesa dos direitos dos homossexuais, proferindo que “É muito duro que, 30 anos depois, voltemos a estar aqui, fazendo os mesmo pedidos.”.
O protesto pacífico acabou por ficar marcado pela detenção de uma pessoa, um peregrino que insultou e atacou um manifestante.
Mas isto não aparece nos jornais porquê???
A tudo o que o Bruno diz ( e já não é pouco ), deve acrescentar-se que ao pedido de desculpas do papa sobre o comportamento pedófilo dos padres, a igreja, mais uma vez, não faz uma única referência ao qual deve ser o seu comportamento ( lembram-se do discurso do papa na América? ) em termos disciplinares relativamente a esses canalhas.
Mas nós sabemos: vão mudá-los de sítio para poderem impunemente continuarem a praticar os crimes infames que envergonham a raça humana. ( Mas será que eles são humanos???).
Qualquer instituição respeitável denunciaria os prevaricadores às autoridades, mas como se sentem obrigados a defender os seus comuns preferem obrigá-los ao arrependimento e penitênica intermitentes com os crimes que vão praticando…
Caro Bruno,
Trazia então a tal lésbica na sua t-shirt:
“Eu aceito-te como católico, aceitas-me como lésbica?”
Isto não fere a mais elementar lógica, Bruno?
Ou não deu por isso?
Esta lésbica aceita alguém como católico? O que pensa ela do católico? Não acha ela que o católico é um atrasado mental, alguém retrógrado, que se recusa a ver as “verdades lésbicas”, que está bloqueado por uma ideologia antiquada?
Não serão todas as lésbicas e gays activistas pessoas que menosprezam e paternalizam os católicos?
Eu vi imagens na televisão de manifestantes a tentar humilhar os peregrinos católicos. Isso é “aceitar” alguém?
Dá vontade de rir…
É que basta ver as imagens na televisão, Bruno, para ver o que é a falta de respeito, o que é a intolerância, o que é a agressão gratuita e vazia.
Mas o pior de tudo, o que mais indignação deveria causar, é esse crime elementar contra o bom senso, essa mentira chapada da tal t-shirt:
“Eu aceito-te como católico, aceitas-me como lésbica?”
Aceitam os católicos porcaria nenhuma…
Eu diria na cara dessa senhora que ela está profundamente errada. E ela, se fosse honesta, admitiria o mesmo, em vez de dizer que me “aceita”… Tretas!
Caro Bernardo, o seu mundo está de pernas para o ar certamente. Os católicos estão proíbidos de casar e homossexuais casam e possuem imensos previlégios? Não, é o contrário. Ausência de direitos básicos. Ainda por cima em assuntos de foro privado, como é a sexualidade. Não me parece muito comum pessoas com sexualidades sãs andarem a bisbilhotar a sexualidade dos outros, ou em caso objectivo, não é minimamente comum que lésbicas andem a tentar legislar dogmas estapafúrdios sobre a sexualidade castrada católica, e o contrário é verdadeiro. Interferências permanentes na liberdade dos outros, é esse o conceito de catolicismo, e o conceito que deve ser destruído. Opiniões estúpidas sobre a vida dos outros devem ser aniquiladas, e potenciação da abertura mínima das mentes para poderem ter o mínimo de vida própria.
Quanto às humilhações de peregrinos nem sei nem me interessa, eles gostam de se humilhar e sentem-se bem humilhados, faz parte da ideologia católica, só têm de agradecer! E de preferância que deixem as paranóias das agressões físicas em manifestações pacíficas, começa a ser irritante a brutalhice incutida pelo catolicismo em pessoas ignorantes e já de si abrutalhadas por contextos sociais.
Cumprimentos.
Bernardo, estás muito bem nas tuas respostas…mais uma vez concordo inteiramente contigo! mas lembra-te que é preciso que “o trigo e o joio cresçam juntos”… e muito sinceramente desejaria conhecer mais gente preparada para combater este combate contra o inimigo, sei que os há, mas também estão escondidos…
REalmente a melhor foi “aceito-te como católico, tu aceitas.me como lésbica”…Credo! Quanta mistura aqui vai!…hoje em dia ser católico é quase mais discriminatório que ser lésbica…e as coisas nao estão para mudar..mas como disse…é preciso que estas coisas aconteçam…Abraços
João, inimigos escondidos? O Satanás e o Repolho Alado?
O Repolho Alado não sei..mas Satanás certamente…
Satanás certamente? O que é que sabes que eu não? Pura curiosidade…
Que eu saiba os homossexuais, têm os mesmos direitos que nós, se eles se quiserem casar com alguém do sexo oposto ninguém os proíbe…. eu sou heterossexual se eu quiser casar com um homem também não posso…portanto como se vê os direitos são os mesmos.
O casamento é feito para o homem e mulher… se quiserem arranjar outro tipo de uniões para os gays que o façam, mas nao as chamem de casamentos.
E adoptar crianças acho uma afronta então….quantos de vós gostavam de ter sido criados pelo Marcelo e pelo Orácio?
Por fim também há ateus, contra os casamentos gays…
Caro Bruno,
«Caro Bernardo, o seu mundo está de pernas para o ar certamente.»
Acho esta frase curiosa!
Qual é o “meu mundo”? Eu achei que era o mesmo que o seu. E, de facto, há neste nosso mundo muita coisa de pernas para o ar. Só que uma boa parte das pessoas não vê qualquer problema com isso, e até chama essas tropelias de “progresso”. São poucos os que fazem paralelos entre a crise cultural que estamos a viver (derivada da falência da razão e do bom senso), e a crise cultural que marcou os últimos anos do Império Romano.
«Os católicos estão proíbidos de casar e homossexuais casam e possuem imensos previlégios? Não, é o contrário. Ausência de direitos básicos.»
É aqui que eu devo atalhar a foice, para tentar explicar ao Bruno que a própria razão impõe limites de razoabilidade, e que não existe tal coisa como um direito irrazoável. Por exemplo, em matemática, o 1 não tem direito a ser 0. Será que me faço entender?
Aqui há uns anos, um bando de activistas montaram em Portugal um espectáculo mediático para tentar obter do legislador a figura jurídica da união de facto. Queriam uma forma jurídica que, de alguma forma, desse enquadramento às uniões não heterossexuais. Conseguiram-no, e eu não vejo mal algum nisso. Dois homens que vivem juntos representam uma união de facto. O mesmo com duas mulheres. E até se consegue a coisa bonita de a lei não se meter na vida sexual das pessoas, porque a figura da união de facto não tem a ver com o que as pessoas fazem da sua vida sexual. A união de facto revela-se então conveniente para um casal gay, mas tem a grande vantagem de que não foi feita apenas para um casal homossexual, logo, é uma figura jurídica que não se intromete na vida sexual das pessoas.
O “casamento” gay ou lésbico é uma contradição nos termos. Porque um casal humano define-se como a união dos sexos opostos, masculino e feminino. O “casamento” gay, agora que já ninguém se preocupa em lutar por “uniões de facto” é apenas o próximo passo óbvio na luta cultural que está em curso.
Não é uma questão de direitos, pois se quisessem que os gays e as lésbicas tivessem direitos iguais aos casais normais, seria tão simples: bastaria dotar a figura da união de facto dos direitos fiscais ou patrimoniais que eles quisessem, equiparando-os fiscalmente, ou patrimonialmente, ao casamento.
O que se pretende aqui é algo de bem diferente, e aqui está o engano de toda esta campanha. Querem convencer-nos de que se fala de direitos fundamentais (e convenceram o Bruno, e muitas outras pessoas), mas o que se quer é uma “mudança de mentalidades” (não poucos activistas já o confessaram - dizem que querem destruir a tradicional moral cristã, que sempre fez parte de Portugal e da essência portuguesa).
Nessas guerras culturais (eu diria “contra-culturais”) quer-se passar a ideia de que a homossexualidade é normal, e que não tem nada de patológico. Quer-se também sugerir a ideia moderno-gnóstica de que é possível ter um corpo de homem e um “eu interior” feminino, ou ter um corpo de mulher e ter um “eu interior” masculino.
Quer-se vender, sob novas roupagens, a velha ideia gnóstica de que o nosso corpo pode ser uma prisão para um “eu interior” que não tem nada a ver com o nosso corpo. Isto é algo que faria horror a qualquer materialista intelectualmente coerente, mas hoje em dia há poucos. Um ateu materialista teria a obrigação lógica de afirmar que o nosso corpo nos determina, e que portanto, ter um órgão sexual masculino ou feminino condiciona quem nós somos e como nos comportamos, social ou sexualmente.
É engraçado notar que a “ideologia do género”, que quer que a lei e a sociedade reconheçam que o género é distinto da “orientação sexual”, revela em muitos casos um profundo (e nada natural) ódio pelo corpo. Isso nota-se no caso das pessoas que fazem operações para trocarem de sexo. A sociedade, ao invés de ver tais pessoas como estando numa situação de drama psíquico, e ao invés de as procurarem ajudar psicologicamente, dizem-lhes que está muito bem que, tendo nascido homens, queiram ser mulheres, ou vice-versa.
E chega-se assim facilmente ao absurdo, como numa notícia de recente, na qual um jornalista escrevia: “homem deu à luz uma criança”. Isto é a derrota do bom senso e da razão! É evidente que tal pessoa era uma mulher, pois só as mulheres têm úteros e podem dar à luz crianças.
«Ainda por cima em assuntos de foro privado, como é a sexualidade.»
A sexualidade é do foro privado, mas a razão pode ser, em muitos casos, matéria de foro público. Quando se querem fazer leis que atentam contra a razão, há espaço para a justa indignação de quem não quer abdicar da razão. É evidente que um par de homossexuais, cuja sexualidade é totalmente incompatível, não pode ser visto pela sociedade com o mesmo enquadramento legal e conceptual que um casal normal, cuja sexualidade é compatível, e cuja actividade sexual gera as gerações vindouras.
O contrasenso é este:
a) suponhamos que a homossexualidade seria uma coisa boa em si mesma;
b) então, não haveria problemas em que todos fôssemos homossexuais
c) então a humanidade desapareceria no espaço de uma ou duas gerações
d) então, nem todos teríamos o direito de sermos ao mesmo tempo homossexuais!
Este tipo de demonstrações “ad absurdum” são úteis para se compreender a importância da coerência intelectual para se ver se algo é bom ou mau. Simplesmente, não seria possível seguirmos todos uma “orientação” sexual homossexual. Logo, não se trata nunca de um direito para todos nós! A não ser que concordássemos com a extinção em massa da raça humana. Alguns de nós deveríam permanecer heterossexuais, nem que fosse para que nascessem mais crianças que “optariam” por ser homossexuais!
«Não me parece muito comum pessoas com sexualidades sãs andarem a bisbilhotar a sexualidade dos outros, ou em caso objectivo, não é minimamente comum que lésbicas andem a tentar legislar dogmas estapafúrdios sobre a sexualidade castrada católica, e o contrário é verdadeiro.»
Acha pouco que os activistas LGBT andem a impingir os seus falsos dogmas acerca da ideologia do género?
O que me chateia, nisto tudo, é que o Bruno e outros tentem fazer de conta que somos todos tontos, ou que não vemos o que está em jogo. Bruno: não estamos todos a dormir, ok?
Isto é uma luta por valores e por uma cultura com valores. Se admitirmos que há um choque de valores em jogo, seremos mais honestos. Essa coisa de se falar em “direitos fundamentais” é pura TRETA. Os cristãos têm uma moral a defender, que é só e mais nada a moral que deu origem à nossa civilização e à ciência moderna e a todos os avanços que conhecemos. Chegámos longe com esta cultura de base cristã. Por isso, é normal que os iconoclastas modernos esperem encontrar uma forte oposição desta “velha guarda” da racionalidade, que ainda acha que uma família decente para uma criança é feita por um pai e por uma mãe.
«Interferências permanentes na liberdade dos outros, é esse o conceito de catolicismo, e o conceito que deve ser destruído.»
O Bruno acha que existem liberdades absolutas? A minha liberdade acaba onde começa a do outro. E, já agora, numa sociedade democrática, porque é que o Bruno não tolera que os católicos entrem no debate de ideias, e entrem na competição pelo modelo cultural que será seguido pela sociedade? O Bruno não acredita na democracia nem no debate?
O que quer dizer com “destruir” o catolicismo? O Bruno defende que o debate entre a ideologia que defende e o cristianismo se resolve destruindo fisicamente o adversário? É essa a sua ideia de confronto de ideias?
«Opiniões estúpidas sobre a vida dos outros devem ser aniquiladas, e potenciação da abertura mínima das mentes para poderem ter o mínimo de vida própria.»
Mas é isto que é trágico na posição do Bruno: dizer que as minhas opiniões de católico são “estúpidas” não resolve rigorosamente nada. Porque o Bruno não explicou porque razão são estúpidas. Porque o Bruno não montou um argumento racional para sustentar a sua posição, que desse modo fica reduzida a uma posição emotiva e impulsiva. De nada vale gritar mais alto se não se tem razões nem argumentos.
«Quanto às humilhações de peregrinos nem sei nem me interessa, eles gostam de se humilhar e sentem-se bem humilhados, faz parte da ideologia católica, só têm de agradecer! E de preferância que deixem as paranóias das agressões físicas em manifestações pacíficas, começa a ser irritante a brutalhice incutida pelo catolicismo em pessoas ignorantes e já de si abrutalhadas por contextos sociais.»
Noto alguma irritação nas suas palavras. Eu não considero muito pacíficas as provocações, algumas obscenas, a peregrinos que exercem o seu direito de livre associação. São esses tiques ditatoriais e autoritaristas que me preocupam quando me deparo com pessoas dos nossos tempos que, claramente, legitimam actos que são intolerantes, agressivos e irracionais.
Cumprimentos,
Bernardo
Cumprimentos.
João,
«Bernardo, estás muito bem nas tuas respostas…mais uma vez concordo inteiramente contigo! mas lembra-te que é preciso que “o trigo e o joio cresçam juntos”… e muito sinceramente desejaria conhecer mais gente preparada para combater este combate contra o inimigo, sei que os há, mas também estão escondidos…»
Acho que temos que ter muita paciência, pois os tempos não estão propícios para quem prefere ser coerente e honesto, e sofrer na pele o repúdio da sociedade. Quando eu afirmo, por óbvia coerência e necessidade racional, que a homossexualidade é um desvio comportamental, um problema psíquico, digo apenas algo que a Sociedade Americana de Psiquiatria afirmava até há poucos anos atrás.
Ora, se a APA, com o seu prestígio intelectual e académico, acabou por sucumbir às mãos dos novos ideólogos LGBT, e hoje em dia, é tão arriscado a um psiquiatra afirmar que a homossexualidade é um problema, entende-se porque é que caminhamos para uma sociedade que, um dia, irá prender uma pessoa como eu, que diz estas coisas que eu digo.
A irracionalidade desemboca, normalmente, na intolerância e no autoritarismo. Eu não acho estranho que, um dia, alguém me ponha um processo em cima. Já há países com leis que não permitem a afirmação pública de que a homossexualidade é um problema psíquico. Caminhamos para aí…
Neste contexto, é perfeitamente normal que a homossexualidade tenha voltado a ser tabu. Note-se que passámos do 8 para o 80:
a) antigamente, não se falava da homossexualidade; era tabu: as pessoas viam a coisa como errada, mas não se falava nisso
b) hoje, fala-se da homossexualidade como uma espécie de realização pessoal completa e feliz, escondem-se os graves problemas de saúde que tais comportamentos provocam (ver o último relatório da UNAIDS), e procura-se a criação de leis que coloquem na prisão aqueles incautos que se atreverem a afirmar que a homossexualidade é um problema
Ora, pergunta o João: como é que se cura um problema que não se reconhece como tal?
Vivemos numa situação de completa esquizofrenia. Seria análogo a supor uma sociedade que não quisesse curar o cancro, porque diria que o cancro era uma opção livre do indivíduo. Numa sociedade dessas, os ideólogos manipuladores de massas diriam ao povo que era perfeitamente normal ter-se cancro, e que estavam obsoletas todas as tentativas de tratar o cancro, porque afinal, já não seria encarado como uma doença.
O que, a mim, me parece mais monstruoso é a incrível desumanidade disto tudo. As pessoas que, sem qualquer culpa pessoal, padecem de tais problemas, e quantos lutam contra eles, ao invés de encontrarem ajuda, encontram grupos de poder que as vampirizam, que se aproveitam dos seus problemas, que as manipulam, organizando “marchas LGBT” e outras tretas, que são modernas máquinas de exploração.
Usam-se problemas reais de pessoas reais, que merecem respeito e consideração, como um potente ariete em apocalípticas guerras anti-culturais. O século XX foi bastante rico em ideologias que manipularam e exploraram as massas para impor ditaduras à força.
Lá chegaremos com mais esta nova “ideologia do género”…
Há que não desanimar, João. Sinceramente, não me importava assim tanto em ser preso por dizer estas coisas, porque me importa muito mais o incómodo de ser incoerente ou irracional. Nada pior do que ter um intelecto e não fazer por o usar da melhor forma possível.
Não usar a nossa cabeça, quando a temos a funcionar, é um dos maiores insultos à genialidade do Criador!
Um abraço
De facto a evcação dos “direitos humanos fundamentais” cega o raciocínio e pode convencer muita gente a aceitar o que é imoral à face da Terra. Em nome nos “direitos humanos”, toda a moral de uma sociedade católica (como é o caso da sociedade portuguesa) é derrubada. No nosso país está agora adiscutir-se mais seriamente o assunto dos “casamentos” gay. E coloco “casamentos” entre aspas pois estou convencido que a própria noção de casamento nem se aplica sequer aos homossexuais. Num país onde, por um lado, se incita ao aumento da natalidade, legaliza-se o aborto e já se fala em legalizar “casamentos” entre pessoas do mesmo sexo.
Fica pelo menos o meu desejo de que Portugal não vacile mais e mantenha sempre viva a Tradição Católica. Certamente não será fácil, mas as perseguições sempre fortaleceram a Fé e nos nossos dias não será diferente.
Oh João,
mas o senhor sabe porque é que portugal se chamava lusitânia? É que qualquer mente assim com metade do conhecimento que devia ter até pode cair na esparrela, é mentira, Portugal foi obrigado a ter uma asquerosa tradição católica, por se não colocava-se queimava-se a pessoa…
O senhor conta com a sua esperteza mas não conta com a inteligencia dos outros, deixe de contar histórias da cruzinha…
Homossexuais, bissexuais, transsexuais, heterossexuais, transgenero são todos iguais apenas querem ser felizes!
Caro Bernardo,
Essa da Sociedade Americana de Psiquiatria (APA) ter sucumbido às ideologias gay tem todo o tipo de teoria de conspiração. Não terá a APA mudado de ideias por motivos ciêntificos? Ou será que os ciêntistas também deixaram de afirmar que a terra é plana porque passou a ser moda afirmar que é esférica?
Até há relativamente pouco tempo a homossexualidade era considerada pelos seus detractores como anti-natura. Hoje em dia essa adjectivação caiu em descrédito face às centenas de espécies animais (segundo Michael Le Page) nas quais se conhece comportamentos homossexuais. Estarão estes animais gays todos doentes?
Dado que não é a minha área de trabalho tenho mesmo de ir pelas opiniões dos especialistas, os quais são aos milhares a defender a tese de que se trata de uma orientação sexual tão aceitável como a hetero.
Com que bases é que o Bernardo afirma tratar-se de um “desvio comportamental, um problema psíquico”?
Finalmente, penso que nunca o irão prender por afirmar que a homossexualidadse é uma doença, mas é provável que tenha a mesma sensação de “ave rara” que nós ateus constantemente experimentamos nesta sociedade crente.
Cumprimentos,
Ernesto, está a falar a sério? Penso que é óbvio que a natureza, seja lá o que isso for, desenvolveu dois sexos na maior parte das espécies, que se complementam, e que por “acaso”, só assim é possível prolongar a existência de vida no nosso planeta..
Embora eu ache de algum modo falacioso, comparar os comportamentos homossexuais dos animais com os nossos, o argumento da quantidade não pega…Há muitos animais que se constipam ou que nascem sem membros, com as mais variadas doenças, e não é por haver muitos doentes que se passa a considerá-los de saudáveis.
Saudações
Caro Zé
De facto, o argumeno de quantidade não é suficiente para alegar o que quer que seja. Mas é mais um argumento que se utiliza para justificar o que é evidente e que não se quer aceitar. E na verdade, não é por acaso que quase todas as espécies foram criadas com dois sexos diferentes. Não se pode alegar que a homossexualidade é uma opção sexual igual á heterossexual porque de facto não o é.
Cumprimentos!
Caros João e Zé,
O número de espécies em que se observa a homossexualidade não prova nada, eu sei. Só serve mesmo para esfregar na cara dos que ainda insistem que a homossexualidade vai de encontro às leis da natureza. Pode ser e é um comportamento de excepção, mas persiste na natureza podendo daí resultar em beneficios para os individuos ou para os grupos em que esse comportamento se detectou (e não sou eu que o digo).
O que tem força de argumento, isso sim, é o número astronómico e maioritário de especialistas que asseguram que não há nada de patológico com a homossexualidade. Quem toma como correcta a opinião dos cientistas em muitas outras áreas do conhecimento e não o faz em relação a esta questão, preferindo antes alinhar-se segundo a posição dogmática das escrituras, está a dar de barato a sua própria coerência racional.
Mas claro, dirão os crentes, que importância tem isso face ao imperativo da obediência cega à palavra de Deus?
As atitudes para com a homossexualidade revelam muito acerca do tipo de moralidade doentia que a fé religiosa inspira.
cumprimentos,
Caro João (relativamente ao seu post #13),
Pois é, a evocação dos Direitos Humanos é uma grande chatice. Cega o raciocínio das pessoas (!). Talvez nos devessemos orientar antes pela moral subjacente a afirmações de que a salvação é daqueles que abandonam as suas famílias em favor do seu deus (Mateus 19:29, Marcos 10:29-30, Lucas 18:29-30), ou de que as mulheres se devem submeter aos seus maridos (1 Cor. 11:3, 1 Cor. 14:34-35, Efé. 5:22-24, Col. 3:18), ou de que os escravos se devem manter obedientes aos seus servos (Efé. 6:5, 1 Timót 6:1-4),… isto já para não mencionar aqueles ‘belos ensinamentos’ que podemos extrair do Velho Testamemento.
cumprimentos,
O Ernesto se googlar pode encontrar vários especialistas no assunto a dizer que a homossexualidade é uma doença…e sejamos realistas, grande parte deles fala e comporta-se como mulheres (no caso dos homens) , toda a gente sabe que as relações entre eles são instáveis e basta dar uma olhadela para as marchas do orgulho gay para ver que aqueles tipos(as) não são bons da cabeça. Por fim não me goze e não confunda as coisas, o facto de eu considerar a homossexualidade uma doença como tantas outras não implica que eu considere os homossexuais seres inferiores… Esse conceito vem lá da teoria da evolução, que levou ao extermínio de milhões.
Exacto Zé… Os homossexuais deviam ser ajudados e não incitados a praticarem os seus actos nem encorajados a “afirmarem-se” na sociedade. Mas numa sociedade onde tudo se permite, é compreensível. Não considero os homossexuais inferiores, mas diferentes e que precisariam de orientação, acompanhamento em relação à sua tendência sexual e serem ajudados. Mas ao invés disso, até se incita às manifestações gays. Sejamos francos, se a homosexualidade fosse, de facto, natural, não eseria necessário “gay parades” nem actos de afirmação.
Como Católicos devemos aceitar e ajudar estas pessoas, mas nunca incentivá-las a praticar o que não é, na verdade, natural.
Zé,
A fé também não é uma doença mental? Muito boa gente não se transforma completamente por causa das suas crenças?
João,
“Os homossexuais deviam ser ajudados e não incitados a praticarem os seus actos nem encorajados a “afirmarem-se” na sociedade. Mas numa sociedade onde tudo se permite, é compreensível. Não considero os homossexuais inferiores, mas diferentes e que precisariam de orientação, acompanhamento em relação à sua tendência sexual e serem ajudados. Mas ao invés disso, até se incita às manifestações gays. Sejamos francos, se a homosexualidade fosse, de facto, natural, não eseria necessário “gay parades” nem actos de afirmação. ”
Não percebi bem essa do “ajudados”. Orientação para o quê? Dão-lhes a escolher entre a heterossexualidade monogâmica ou a abstinência?
Sabe porque é que há gay parades? Porque a sociedade ainda (ou em parte) os rejeita. Uma sociedade que os aceitasse não necessitaria de manifestações deste calibre.
Rui, nunca defendi que a sociedade os devia rejeitar. Apenas não os incentivar a essas práticas e ajudá-los de modo a perceberem que talvez poderão sofrer desse distúrbio.
Caro João,
«…não é por acaso que quase todas as espécies foram criadas com dois sexos diferentes»
Excepto, claro está, o Ser Humano essa “coisa especial de corrida”!
Todos sabemos que, ao contrário de todas as outras espécies sexuadas ou asexuadas, o Ser Humano foi criado só com o sexo masculino (Mas que desenho tão inteligente!!!)
E apenas porque a suprema criação do arquitecto (Adão) andava deprimida, é que o arquitecto sábio lá resolveu criar uma fêmea para ele se entreter e, note-se, nunca para procriar e se multiplicar.
Quando afirmou a barbaridade acima, estava a contar com as espécies que existem ou todas a que já existiram e se extinguiram?
É que se contar com as espécies que o seu criador de estimação descartou ao longo de milhões de anos, quase podemos afirmar que o sexo é uma raridade.
Já agora: Os vírus têm sexo?
E nas bactérias? Quantas espécies são sexuadas?
E o caracol e a lesma, quantos têm?
E aquelas espécies em que as fêmeas mudam para macho a meio da vida quando não existem machos na comunidade? Mais algum distúrbio psíquico certamente…e que serve para a espécie não se extinguir…
O facto de o sexo ser um sucesso na Natureza deve-se a ser muito útil para a evolução das espécies pois “amplifica” qualquer mutação conduzindo a uma maior diversidade, garantindo assim uma adaptação célere de uma espécie a uma qualquer variação abrupta no meio ambiente.
Parece que o seu deus de estimação, pelo que está escrito no seu romance histórico favorito, fez tudo ao contrário do que é normal.
Cumprimentos
João,
Não os aceitar como eles são não é uma forma de rejeição?
Rui Janeiro, não há que confundir os casos, pois uma pessoa tem fé ou não por livre arbítreo…não existe o acreditar à força, quanto muito a pessoa tentará transparecer para os outros uma fé inexistente.
A homossexualidade não é escolhida…..
A fé não é nenhuma doença, agora é claro que certos tipos de fé em pessoas já predispostas para problemas mentais podem ser letais.
Zé,
O fanatismo religioso e a demência associada à fé não é exclusivo de gente com predisposição para doenças mentais. E tanto se aplica a indivíduos como a comunidades.
Depende o tipo de fé…. depende da crença específica. Agora é óbvio que não existe uma demência comunitária. Eles acreditam naquilio que lhes ensinaram, mesmo que eles estejam errados quanto a sua crença, serão apenas ignorantes e não dementes… É a mesma coisa que dizer que há uns séculos atrás as pessoas eram todas dementes por acreditar que o sol é que girava em torno da terra.
Caro Zé,
Explique melhor esta sua estúpida afirmação:
“Esse conceito vem lá da teoria da evolução, que levou ao extermínio de milhões.”
Andaram a espancar pessoas com a “Origem das Espécies” até à morte? Ou está a falar do Cristianismo-Nazi?
Caro Bernardo, o alvo a abater é a homofobia, e os ódios infundados, não a tentativa de equiparações ou destruições das morais imorais cristãs, até mesmo porque à maioria das pessoas não importa a vida sexual que um cristão tenha, exceptuando os inúmeros crimes sexuais católicos, castrações sexuais costumam dar mau resultado, mas quem as quiser seguir que siga, desde que não faça uma filosofia de vida de perseguição a cuzinhos de crianças. É frequente a homofobia pela violência com base no cristianismo, vários casos de assassínio de homossexuais ocorrem com bases bíblicas, bastando para isso uma pessoa acreditar cegamente no cristianismo e nas palavras da Bíblia, boas razões para sair de casa e começar a matar homossexuais. A racionalidade não está do seu lado como tenta fazer crer, a homossexualidade é normal na Natureza e está observada em milhares de espécies, podendo trazer inclusive vantagens, protecção de crias por dois machos, mais eficaz que por um macho e uma fêmea, por exemplo. No caso Humano a coisa é complexa, pois envolve a consciência, os desejos pessoais e a racionalidade, assim sendo é normal a experiência de múltiplas experiências, a sexualidade plenamente diversa, sujeita tanto a instintos pessoais como a aglomeramentos de elementos externos capazes de elevação da consciência e dos sentidos, nessa complexidade de relativismo sexual e individualismos morais não se podem elaborar lesgislações de acordo com maiorias ou com poderes instalados que preferem a ou b, ou todos possuem direitos às mesmas coisas ou então existe a anomia social. e se quiser falar em tradicionalismos cristãos pode-se referir que a sua destruição é imperiosa, é a base da cusquvelhice das sexualidades alheias, é a ocessão pelo que os outros fazem ou deixam de fazer, é a paranoia perfeita de intromissão sem autorização para tal, uma intempérie mental de irracionalidade e de ausência de experiências pessoais, um abismo de frustrações, incompreensões de afectividades e depressões sentimentais na maioria dos casos.
Cumprimentos.
João, você sofre de um grave distúrbio, excessos de fé no cérebro. Antes de opinar estupidamente sobre a sexualidade, tente compreendê-la. Ajuda muito.
Oh Zé,
“quantos de vós gostavam de ter sido criados pelo Marcelo e pelo Orácio?”
Tome a resposta de um casal heterossexual que talvez tambem ninguem quizesse ter, não vá por estereotipos…
http://ceticismo.wordpress.com/2007/05/23/a-pedido-de-deus-homem-poe-filha-no-microondas/