Allons enfants de la Patrie…
Por Ricardo Silvestre • 13 Jul, 2008 • Categoria: Discriminação Religiosa, Informação Jurídica, Internacionais, Notícias“A França acabou de rejeitar a atribuição de cidadania a uma mulher Marroquina com a justificação de que as “práticas radicais” do Islão são incompatíveis com os valores Franceses de igualdade de sexos.
A mulher, conhecida por Faiza M tem 32 anos de idade, é casada com um francês e vive perto de Paris. Faiza vive em França desde 2000, fala francês fluente e tem 3 filhos já nascidos em solo francês. No entanto, os Serviços Sociais Franceses rejeitaram o pedido devido à mulher viver em “total submissão” para com o seu marido.
O Conselho de Estado explicou o seu suporte à decisão dos Serviços Sociais devido ao facto de “a mulher em questão ter adaptado uma prática radical da sua religião, incompatível com os valores essenciais da comunidade Francesa, particularmente o direito de igualdade de sexos”.
Esta decisão aconteceu depois de um dos técnicos dos Serviços Sociais ter feito um relatório onde se podia ler que “ela (Faisa) vive num estado de reclusão total, isolada da sociedade Francesa. Ela não conhece o seu direito de votar, e vive em total submissão perante os homens da família. Parece que a ideia de alguma vez colocar isto em causa nunca lhe passou pela cabeça”.
Este caso vem no seguimento da controvérsia sobre a proibição de véus (e outros símbolos religiosos) nas escolas que foi passada em 2004. O governo Francês promulga a teoria que todos os cidadãos Franceses são iguais perante a República, e questões religiosas e étnicas são da esfera privada.”
Ver aqui.
É bom ver que o Iluminismo Francês continua vivo e presente.
E o pior é que, conhecendo como conheço (e conheço bem, acreditem) a realidade Francesa, principalmente a ajuda que aquele Estado dá aos seus cidadãos (principalmente mulheres com vários filhos) já estou a ver qual é a “verdadeira razão” para o marido de Faiza ter colocado os papeis para obter cidadania francesa.
Demagogia minha? Claro que é. Mas gostava de saber que outra razão pode motivar um homem que faz com que a sua mulher viva em total submissão e reclusão, para querer que ela faça “parte da sociedade”.
Um bom exemplo. Espero que o Governo Francês não ceda.
Compreendo bem essa decisão. Também espero que não cedam.
A única coisa que se passa na cabeça destas fanáticas envenenadas pela religião é o shador.