Como converter um ateísta ao Cristianismo

Por Ricardo Silvestre • 7 Jul, 2008 • Categoria: Direito de Resposta

Deixamos aqui no “Direito de resposta” um compêndio em como um Cristão pode converter um ateísta à fé religiosa.

Para ver o documento na sua totalidade, visitar aqui.

(Traduzi apenas a primeira parte dos parágrafos, ou quando o parágrafo era pequeno a sua totalidade, assim os nossos leitores menos familiares com o Inglês podem ter uma ideia das sugestões que são dadas. A bold as várias secções do documento)

Começámos então pelos “passos”.

1) Prepare-se. Muitos ateístas são muito inteligentes e provavelmente tem mais formação do que você e passaram algum tempo a pensar nas razões porque você acredita. (…) You have to give the a real reason - not just an emotional one! You need to read and think a lot too. They usually don’t care about your beliefs or want to be bothered with them. It is best to leave them alone. Don’t be surprised if they manage to persuade you to give up your beliefs.

2) Fale sobre a vossa amizade. Você é próximo do seu amigo? Se não, tente desenvolver a vossa amizade antes de tentar mudar as suas crenças religiosas (…) However, do not do this merely because you want to convert them. You must have a deep and true interest in being their friend and being there for them throughout the entire process, which may last years. If you have any doubts about your ability to help them get through the change, you should face those doubts before doing anything else.

3) Reze a Deus. Cristãos reconhecem que é o Espírito Santo que determina o decorrer dos eventos (…) A Christian cannot persuade by his- or herself. If your friend feels comfortable with it, pray in front of them, asking for godly wisdom.

4) Comece devagar. Não convide logo o seu amigo para ir a igreja num Domingo de manhã. Primeiro mostre como o Cristianismo transformou a sua vida (…) While quoting the Bible at every possible opportunity may be a bit much, thanking God when something goes your way should be fine. It may also be useful to tell your friend about people you’ve met at church; when listing their good qualities, include that they are religious as a very far side note.

5) Dê ao seu amigo conselhos práticos. Estes conselhos podem sair da Bíblia, assim como do livro de Provérbios. Não se esqueça de mostrar que são as Escrituras que ajudam a sua maneira de pensar, e assim o seu amigo saberá que é a palavra de Deus e não a sua que faz a diferença (…) Don’t do this until your friend is completely comfortable with you being religious. You would come off as too desperate if you just started pointing at random verses from Proverbs; you must ease into it slowly.

Depois há as “recomendações”.

1) Uma maneira de encorajar alguém a acreditar em Deus é passar muito tempo na natureza e apreciar a sua beleza (…) For example, go outside in night and see the stars and moon. It’s hard to see such a majestic sight and not think who/what made it all.

2) Fale sobre os Dez Mandamentos e enumere-os um a um

3) Oiça com cuidado sobre quais as preocupações e problemas com a crença de um não crente (…) Emphasize verifiable truth over unverifiable dogma, and work together with them to discover what is actually true, with honesty and integrity. If you show an openness to understanding your friend’s beliefs and opinions, this will earn their respect.

4) Mantenha a calma quando um ateísta fazer troça das suas crenças, se não, a conversa pode se tornar desagradável muito rapidamente.

5) Demonstre, de uma forma persistente, um exemplo de amor Cristão na sua própria vida: muitos ateístas são ateístas porque têm uma percepção (errada) que os Cristãos são hipócritas e maus.

6) Tente evitar debates intelectuais com ateístas, uma vez que estes debates rapidamente se tornam em argumentos políticos ou sobre outros assuntos triviais quando comparados com a “luz da eternidade.”

7) Estas coisas demoram tempo e é preciso ser paciente.

Finalmente há os “avisos”.

1) Considere como se iria sentir se alguém quisesse mudar as suas crenças. Seja gentil quando tentar mudar as crenças de um ateísta, uma vez que as suas crenças são tão importantes para ele como as suas são para si.

2) Quando se fala de crenças muito enraizadas, as pessoas têm uma tendência de ficarem emocionais ou zangadas. Quando possível tente falar com elas quando elas se encontram disponíveis e de bom humor.

3) Não tente evangelizar o seu amigo cada vez que o encontra. Torna-se cansativo para si e para ele e o seu amigo pode começar a evita-lo.

4) Todas as pessoas são diferentes, mesmo dentro da mesma religião (…) Don’t assume that you know what your friend thinks or believes about something merely because he or she is an atheist. Instead, ask him or her about it.

5) Não force as suas crenças ao seu amigo. Ninguém pode ser forçado a ser convertido.

6) Existem muitos não Cristãos que acreditam em deus ou que deus existe. Assim é preciso provar não só a existência de Deus como que a Bíblia é a palavra de Deus e o Cristianismo é a religião de Deus.

7) Um não crente pode não ser convencido pelos argumentos na Bíblia uma vez que ele não acredita que ela seja inspirada por Deus (…) Quoting a Bible verse might be sufficient if speaking to a fellow Christian, but it will likely not be convincing for an atheist.

8.) Não assuma que um ateísta não leu a Bíblia. Muitos ateístas foram criados como Cristãos e a ensinados a ler a Bíblia.

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9 Respostas »

  1. Ricardo é possível escrever um post para o direito de resposta?
    Se quiseres falar o meu e-mail é df@domingosfaria.net

    saudações cordiais,

  2. Ricardo, não divulgue isto, pode ser perigoso para os ateus. :D

  3. Por acaso, space, quando coloquei este artigo, apesar de ser um “direito de resposta” achei curioso certas “concessões” que os crentes que escreveram este documento fazem aos ateístas: inteligentes, com formação, selectivos, atentos a abusos, críticos de irracionalidades, entre outras.

  4. AHAHAHAHAHAH….seria desta forma, com uma bela gargalhada, que qualquer ateu reagiria a este tipo de abordagem. Que mania têm os crentes de querer converter as pessoas; e depois ainda dizem que respeitam as ideias dos outros.

  5. André Nogueira,

    O seu comentário reflecte um erro comum. O respeito pelas ideias com o respeito pelas pessoas.
    Eu considero perfeitamente razoável respeitar um ateu enquanto pessoa. Como cristão, devo ainda por cima amá-lo como irmão, o que é ainda mais complicado.

    Nada disto tem a ver com a verdade ou com o debate de ideias. Eu posso respeitar o ateu num debate de ideias enquanto pessoa. Não estou a respeitar as suas ideias (que considero, em larga medida, erradas), mas sim a respeitá-lo enquanto pessoa.

    É uma diferença que pode ser vista como subtil por muitas pessoas, mas é uma grande diferença: se respeitamos todas as ideias, ou quase todas, isso é uma estupidez: é indiferentismo. É relativismo.

    Se Deus existe, o crente está certo e o ateu errado.
    Se Deus não existe, o crente está errado e o ateu está certo.

    Por isso, como Deus existe, o crente não pode “respeitar” a ideia errada da inexistência de Deus.
    E, do ponto de vista do ateu, como ele pensa que Deus não existe, ele não pode “respeitar” a defesa da existência de Deus, pois isso seria uma incoerência da sua parte.

    Eu tenho grande vontade de converter um ateu à verdade do cristianismo, pelas mesmas razões que qualquer pessoa razoável tem a vontade de corrigir os erros das pessoas por quem tem consideração, respeito, admiração, amizade ou mesmo amor.

    Cumprimentos,

    Bernardo Motta

  6. Onde se lê:

    “O seu comentário reflecte um erro comum. O respeito pelas ideias com o respeito pelas pessoas.

    leia-se

    “O seu comentário reflecte um erro comum. confundir o respeito pelas ideias com o respeito pelas pessoas.

  7. [...] propósito deste comentário do Bernardo a este artigo da secção “Direito de Resposta“, fica aqui a transcrição [...]

  8. Pois é. Eu mesmo me considero ateu mas acho o texto muito bem redigido! Ah, se todos os crentes tratassem os ateus com esse nível de respeito.

    Ainda que muitos de nós estejamos decididos a sermos ateus para o resto de nossas vidas, eu acho importante que haja respeito entre todos, pois ainda que não acredite que somos “irmãos”, acredito que somos todos humanos e civilizados.

    E mais: Vejo religiões em geral não como verdade, mas como opção, assim como, digamos, ser vegetariano. Pra algumas pessoas vale a pena, para outras não. Para as que vale, ótimo! Por que não respeitá-las, no caso de nos respeitarem?

    Qual o problema de desejarem que a gente se converta? A gente também não fica tentando passar nossos ideais para os outros o tempo todo? Não é por isso que participamos de “comunidades” como esta? Não é porque até mesmo nós, ateus, pensamos diferente?

    É, André. É bom refletirmos um pouco sobre isso.

  9. Boa noite a todos

    Relativamente á conversão de ateus, na minha opinião seria muito fácil: através de provas concretas e factuais de que o sobrenatural existe ( e logicamente, deus). Isto visto de um ponto de vista científico. Do ponto de vista emocional, como será possível provar a existência de deus face á crueldade, sofrimento e injustças vigentes na terra. A própria Madre Teresa foi abalada na sua fé porque fez uma análise honesta.

    Saudações

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