Mau serviço jornalistico

Mais um exemplo de mau serviço jornalístico aconteceu nas páginas do New York Times (e de pensar que este é um dos jornais de referência naquela cidade e no país no geral).

O grupo Academics in Philadelphia organizaram uma acção chamada o “Ano da Evolução” (Year of Evolution no original) para celebrar o trabalho e a vida de Charles Darwin. Esta é uma iniciativa que celebra a ciência, e ao mesmo tempo tenta ser informativa e didáctica, criando um espaço para as pessoas dessa cidade e do Estado de saberem mais sobre o progresso científico no último século e meio. 

O NY Times publicou uma reportagem sobre esse evento, onde no primeiro paragrafo se pode ler “No combate cultural que continua a se desenrolar entre criacionismo e evolução,  Philadelphia desfere o mais recente golpe.”

O QUE?!?!

Será que podemos dizer que a abertura de uma “Jornadas de Teologia” na Liberty University podem ser consideradas como um ataque à razão? Ou um encontro de muçulmanos em Nova York uma ameaça à segurança pública?

Que raio?

O NY Times devia ser um jornal de sofisticação e idoneidade jornalística, mas pelos vistos, não consegue resistir à histeria religiosa Americana, ao ponto de colocar um encontro científico como uma tentativa de passar mensagens anti-religiosas, e assim poder colocar cientistas como os “maus da fita”. Inclusive tiveram o mau gosto e a incrível decisão de convidar para contrapor a iniciativa o idiota Ken Ham para dizer que “a batalha cultural está a aquecer”.

Não, não está! Não há batalha possível. O criacionismo está derrotado, enterrado e serve de poluente para a terra e lençóis de água.

E a pensar que era só em Portugal que a imprensa estava enviesada.

Artigo inspirado neste texto.

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