Já que nem os cristãos a lêem…
Por Rui Janeiro • 20 Jun, 2008 • Categoria: Ciência & Educação, Cultura, Juventude, Nacionais, NotíciasO presidente do Conselho Pontifício para a Cultura da Santa Sé, D. Gianfranco Ravasi, disse numa conferência na Universidade Católica que a Bíblia deve ser estudada na escola “não por razões religiosas, mas por motivos culturais”.
Referiu ainda, segundo a Agência Ecclesia, que“a Bíblia representa, pelo menos, o símbolo de uma estrada a percorrer” para os jovens, que se “perdeu a capacidade de acolher os grandes símbolos da riqueza do passado” e que se deve “oferecer o texto bíblico como um grande ponto de referência para a compreensão da cultura do passado e da cultura actual”.
«“Na Bíblia encontramos os grandes temas (…) Temas sobre o bem e o mal, a vida e a morte, o amor e o ódio, a dor, o desespero, mas também a vida de esperança”, aponta, evidenciando que são temas importantes para todos os seres humanos, “independentemente dos credos”. (…) aponta outro “tópico da qualidade estética da Bíblia” – a capacidade “degenerativa” que o texto sagrado tem “ao transformar-se em pretexto para falar de outra coisa ou para rebater o seu sentido original”. (…) indica que a deformação da mensagem original mostra que a Bíblia tem uma força enorme.»
A Bíblia faz parte do património cultural da humanidade (apesar de todos os defeitos) e acho que deve ser abordada nos programas lectivos (tal como outros livros da antiguidade). O que se pode discutir é a sua incorporação numa cadeira de História (das religiões) ou numa de Literatura.
E de preferência para maiores de 16 anos, ou então numa versão “light” e outra “Director’s Cut”…
E sobre que perspectiva? A macro ou a micro narrativa?
Esse livro não passa nas filtragens de minimalismo de higiene mental, para além do mais, seria necessária a incorporação de vários livros referentes a várias religiões, pegando apenas numa delas, o Hinduísmo, teria de existir uma cadeira de uns 500 semestres para albergar todos os textos de base, lembrando sempre que a religião Hindú é anterior à criação do Universo na óptica cristã. Mais a Torah, Tanakh, Mishnah, Talmud, Responsa, Shulkhan Arukh, Kabbalah e afins do Judaísmo, e por aí adiante, e era capaz de se ter esses “pontos de referência para a compreensão da cultura do passado e da cultura actual” na óptica religiosa.
Questão interessante seriam as hermeneuticas, ou seja, a capacidade de extrair qualquer coisa de qualquer coisa, magia nas numerações de página, chacinas e esventramento de grávidas na Bíblia que podem dizer outras coisas, talvez umas técnicas de culinária para tirar tripas das galinhas para as churrascadas. Interessante a opinião do D. (Duarte?) Gianfranco Ravasi, para arquivo no caixote do lixo mais próximo.
Cumprimentos.
bíblia é baseada em mitos que impõe-se como uma verdade que deve ser obedecida sob pena dos contrários de castigos terríveis.
Por esta verdade forjada, houvera sofrimento, guerra e um exército de defensores somente invejados pelo islamismo. Ainda hoje seus defensores são inúmeros, são vários aqueles que em nome de uma fé, defende as suas escrituras que nos parecem provenientes de gente esquizofrênica, alucinados e loucos.
Por uma palavrinha denominada “fé” muitos em nome da palavra do deus cristão, matam e morrem. Pessoas inteligentes reservam um espaço em seus cérebros para o obscuro e a racionalização para o abominável em passagens segundo dizem, “metafóricas”.
A bíblia é um livro que segrega, faz apologias à escravidão, ao genocídio, ao ódio à misogenia, ao infanticídio e à incestuosidade.
A bíblia criou defensores dos mais variados tipos. A bíblia embora saibamos que em nada pode diferir de outros contos mítológicos como a ilíada e a odisséia, se distingue por sua eficácia de conversão. Ela impõe medo, castigo, sofrimento que nenhum outro livro de ficção impõe. Talvez ainda poderemos ter livros melhores do que ´senhor dos anéis´ mas nunca que renda tanto dinheiro como o lucro gerado das igrejas pelos fiéis de deus cujos líderes fazem castelos de fantasias nas mentes ainda mais crédulas. Os representantes dos céus eregem castelos de louvor muitas vezes com suntuosidade até em outros países, enriquecendo muito mais do que qualquer autor honesto de contos e histórias imaginários. A cultura da alienação pode ser mais eficaz com a bíblia do que sem ela.