Já que nem os cristãos a lêem…

O presidente do Conselho Pontifício para a Cultura da Santa Sé, D. Gianfranco Ravasi, disse numa conferência na Universidade Católica que a Bíblia deve ser estudada na escola “não por razões religiosas, mas por motivos culturais”.

Referiu ainda, segundo a Agência Ecclesia, que“a Bíblia representa, pelo menos, o símbolo de uma estrada a percorrer” para os jovens, que se “perdeu a capacidade de acolher os grandes símbolos da riqueza do passado” e que se deve “oferecer o texto bíblico como um grande ponto de referência para a compreensão da cultura do passado e da cultura actual”.

«“Na Bíblia encontramos os grandes temas (…) Temas sobre o bem e o mal, a vida e a morte, o amor e o ódio, a dor, o desespero, mas também a vida de esperança”, aponta, evidenciando que são temas importantes para todos os seres humanos, “independentemente dos credos”. (…) aponta outro “tópico da qualidade estética da Bíblia” – a capacidade “degenerativa” que o texto sagrado tem “ao transformar-se em pretexto para falar de outra coisa ou para rebater o seu sentido original”. (…) indica que a deformação da mensagem original mostra que a Bíblia tem uma força enorme.»

A Bíblia faz parte do património cultural da humanidade (apesar de todos os defeitos) e acho que deve ser abordada nos programas lectivos (tal como outros livros da antiguidade). O que se pode discutir é a sua incorporação numa cadeira de História (das religiões) ou numa de Literatura.

E de preferência para maiores de 16 anos, ou então numa versão “light” e outra “Director’s Cut”…

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