“Caminhos a percorrer” - parte 2 de 2

Por Ricardo Silvestre • 8 Jun, 2008 • Categoria: Nacionais, Notícias, Psicologia & Sociologia

“Bíblia está em casa, mas não é lida.“
Inquérito reflecte hábitos de leitura das Escrituras entre os católicos que vão à Missa no Patriarcado de Lisboa

A notícia está aqui.

Vamos hoje terminar a análise desta notícia com mais alguns comentários às conclusões encontradas pela equipa que fez inquérito.

“Os dados relativos à leitura individual indicam que 44% dos inquiridos nunca lê a Bíblia ou apenas o faz até 6 vezes ao ano. 9,3% afirmaram lê-la todos os dias. O inquérito mostra em74,6% das respostas que os inquiridos acreditam que, para além da Bíblia, Deus comunica a sua Palavra aos homens “também de outras maneiras”. Não obstante, 16,1% “não sabe, tem dúvidas” quanto a essa comunicação”.

9.3% de 3839 inquiridos são 357 pessoas que lêem a bíblia diariamente (!). Se seguirmos a lógica apresentada, e esta amostra forem 4% dos crentes que visitam as celebrações dominicais significa que podemos ter à volta de 9.000 pessoas a ler esta galeria de horrores diariamente, e a pensar que as palavras de homens da idade do bronze são o veiculo que deus teve para dizer a “sua palavra”.

E que “outras maneiras” são estas que deus usa para comunicar com os seus crentes? Podemos estar na fronteira da prova que deus existe? Podemos explorar novas formas de comunicação? Podemos saber qual o meio para se falar com o sobrenatural??? O Sr. Policarpo preferiu não explicar tais coisas, como era de esperar.

“O relatório apresentado à imprensa conclui que “estamos ainda longe do horizonte lançado” há 42 anos, no Concílio Vaticano II. “A realidade observada não deixa dúvidas quanto ao caminho que ainda é necessário percorrer”, pode ler-se.”

Coitadas destas pessoas. Que se iludem voluntariamente com estas conversas de “o caminho que se tem de percorrer”. O que existia há 42 anos atrás não mais voltará, e esperemos que daqui a outros 42 sejam 9% aqueles que dizem que lêem a bíblia “menos de 6 vezes ao ano”.

Verdadeiramente patético.

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