“Caminhos a percorrer” - Parte 1 de 2
Por Ricardo Silvestre • 7 Jun, 2008 • Categoria: Nacionais, Notícias, Psicologia & Sociologia“Bíblia está em casa, mas não é lida.“
Inquérito reflecte hábitos de leitura das Escrituras entre os católicos que vão à Missa no Patriarcado de Lisboa
A notícia está aqui.
O Rui Janeiro já referiu esta notícia, mas a mesma merece uma abordagem ainda mais detalhada.
Vamos comentar esta notícia de uma forma um pouco diferente hoje, com uma análise ponto por ponto.
“O Patriarcado de Lisboa apresentou esta Quinta-feira os resultados de um inquérito sobre a Bíblia realizado entre os católicos que participaram nas celebrações dominicais em Setembro e Outubro de 2007. Os resultados mostram que 87,65 % dos inquiridos tem uma Bíblia em casa, mas na maioria dos casos não a lê regularmente, nem de forma individual nem em grupo. Para D. José Policarpo, Cardeal-Patriarca de Lisboa, este é “mais um indicador do que um estudo objectivo”, dado o número de respostas “não muito significativo”. De facto, responderam 3839 pessoas, cerca de 4% dos participantes nas referidas celebrações.”
Como?! “É mais um indicador (…) com respostas não muito significativas?” O que? Se as respostas não são significativas, como pode ser um indicador? Não tendo respostas significativas, quer dizer que está sujeito a todo o estilo de interpretações ou de conclusões, não sendo assim um “indicador”.
“O Patriarca frisou que “aquilo que nós chamamos ‘Palavra de Deus’ afunila-se na palavra bíblica”, mas esta é “um instrumento de mediação, que tem na sua origem já a marca de Deus, o fenómeno da inspiração, para que o crente possa chegar a escutar o que Deus tem a dizer à pessoa e ao seu povo”. Nesse sentido, defendeu a “valorização da proclamação da Palavra de Deus em assembleia” e a necessidade de que ensinar os católicos a rezar com a Bíblia.”
Mau. Em que é que ficamos afinal? É ou não a bíblia a palavra de deus? Acho que a igreja católica precisa de fazer mais uma daquelas jornadas que tanto gostam para discutirem entre eles qual a posição mais válida, se a do Sr. Carreiro das Neves, se a do Sr. Policarpo.
“Precisamos de insistir em ensinar as pessoas a rezar a partir das Sagradas Escrituras. As Sagradas Escrituras não como interesse intelectual, mas com as pessoas a aprenderem a rezar a partir da palavra de Deus”, disse D. José Policarpo. D. José Policarpo destacou a importância de utilizar bem a Palavra de Deus nas celebrações, lamentando os casos em que “a palavra é mal lida”, existe uma escolha inadequada dos leitores e em que “a homilia nem sempre ajuda.”
Como é que se pode “ler mal” os livros de Êxodo ou de Levítico ou de Números ou Deuteronômio, ou I ou II Reis? Qual é a “macro narrativa” que possa justificar as atrocidades, horrores e injustiças desses livros? É dai que os crentes têm de “aprender a rezar”?
À igreja não pode ser permitido este “duplo jogo”. Não podem dizer que é a “palavra de deus”, para depois fingirem que mais de metade dessas palavras não são palavras de ódio, violência e intolerância.
Segunda parte deste artigo amanhã.
Luis,
Não estará a confundir o nome de Carreira das Neves com Carreiro da Costa?
Perdâo!
Também estou a confundir Ricardo com Luis.
Estava a pensar que estava no Rerum Natura.
As minhas desculpas!
Isto está lindo, está!
Não é Rerum Natura, mas sim Random Precision.
É do calor!…
risoooooosos
Pelos vistos o calor não o afectou só a si, 1atento. Eu também fui vítima do aumento da tempratura.
Obrigado pela correcção.
Pois!..
Da minha parte, pode ser efeito das Festas do Santo António, da Cidade e do Municipio de Estarreja, (passe a publicidade) veja o programa, especialmente as tasquinhas, cuja abertura se iniciou ontem à tarde.
Afinal de contas, as festas profanas, são uma das poucas coisas boas que o catolocismo instituiu para atrair os fiéis.
A todos ,
Um Bom fim de semana e, também um bom Santo António de Lisboa, com marchas e sardinhas.
Um abraço!