O pisa-papéis

Um inquérito realizado pelo Patriarcado de Lisboa após solicitação por parte da Santa Sé revela que «Quase todos os católicos “praticantes” da diocese de Lisboa possuem uma Bíblia em casa, embora a maioria não lhe dê uma utilização regular. Têm também uma fraca participação nas actividades paroquiais e nos movimentos da Igreja Católica, mas, quando o fazem, esse distanciamento das Escrituras é encurtado.» [DN]

Entre os inquiridos, 87,65 % possui um exemplar do livro sagrado em casa embora uma larga maioria não a costume ler, ”nem de forma individual nem em grupo”. “44% dos inquiridos nunca lê a Bíblia ou apenas o faz até 6 vezes ao ano” enquanto que “9,3% afirmaram lê-la todos os dias”, conta a Agência Ecclesia.

Relativamente à leitura em grupo os números pioram, 67,3% nunca lê ou apenas o faz até 6 vezes ao ano e os que o fazem diariamente são apenas 2,1%.

A amostra centrou-se em cerca de 4% dos participantes nas homilias dominicais entre Setembro e Outubro do ano passado, factor que D. José Policarpo considera para não considerar este estudo muito objectivo. Falou ainda da «necessidade de ensinar os católicos a rezar com a Bíblia e de criar mais espaços e oportunidades para os crentes, em grupo, contactarem com a sagrada escritura», um livro que considera “complicado”.

Resta-me dizer que, num país onde os hábitos de leitura estão pouco difundidos, partilho a mesma preocupação de D. José Policarpo para a literatura em geral e jornais.

Outros artigos relacionados:

  1. “Caminhos a percorrer” – parte 2 de 2
  2. “Caminhos a percorrer” – Parte 1 de 2
  3. Indigestões
  4. Saramago sobre crenças
  5. Já que nem os cristãos a lêem…
Tags: , ,