Represália às caricaturas

Por Rui Janeiro • 5 Jun, 2008 • Categoria: Internacionais, Notícias

A rede terrorista al-Qaeda reivindicou o atentado de Segunda contra a embaixada dinamarquesa em Islamabad, Paquistão. Um suicida fez explodir a sua viatura armadilhada contra o muro da embaixada, de onde resultaram seis mortos.

Segundo o jornal Público, um texto circulou em vários sites islamitas, com a assinatura de um dos chefes da rede terrorista, Mustafa Abu al-Yazid, líder da Al-Qaeda no Afeganistão. O subscritor do texto afirmou ainda que a Dinamarca nunca pediu desculpas pela publicação das caricaturas e que os ataques bombistas são um aviso a quem tentar o mesmo.

«“Um dos heróis da Al-Qaeda efectou uma operação-suicida na segunda-feira de manhã”(…) O ataque foi levado a cabo “em represália contra a Dinamarca, Estado infiel, que publicou caricatuas hostis ao mensageiro de Alá” (…) “A operação é um alerta ao Estado infiel e a todos aqueles que marcham ao seu lado, a fim de os dissuadir de cometerem semelhantes pecados (…) agradece igualmente “aos ‘mujahedin’ paquistaneses (…) pioneiros do fervor religioso e do zelo islâmico, que participaram no ataque”.»

Este atentado não foi só contra a Dinamarca mas também contra todo o mundo ocidental e desenvolvido. As caricaturas do “Profeta” representaram um exercício da liberdade de expressão, um dos pilares da democracia.

Não podemos ceder de maneira nenhuma.

Artigos relacionados

Tags: , , ,

6 Respostas »

  1. De podemos ceder de maneira nenhuma, Rui.

    Totalmente de acordo!!

    E se a Dinamarca tem de “pedir desculpas” pelo que fizeram os seus cidadãos livres, então todo e qualquer país muçulmano terá de pedir desculpas por actos de violência em nome da religião islamica que qualquer um dos seus cidadãos cometa.

  2. estou de acordo em parte, mas existe uma regra de ouro a quem quer viver em democracia.

    “a nosso liberdade acaba quando começa a liberdade do outro”

    eu sou totalmente contra qualquer atentado terrorista, quer haja ou nao perdas de vidas humanas.
    Mas tb temos de pensar para que serviram as caricaturas. As caricaturas ofendem varios milhoes de pessoas que trabalham, têm filhos e nunca se meteram nem nunca foram terroristas.

    1º fazem uma ilustração de maome, que é algo grave, uma afronta a quem é mulçumano, pois segundo o islão o maome nao pode ser representado.

    2º que afirma que maome é terrorista, algo que parece não ser verdade, pelo menos na historia, nada afirma isso. Com o cartoon estãio a ofender aos milhoes de mulçumanos que nao têm nada a ver, men são responsaveis por ataques terroristas.

    Eu como cristão, tenho a liberdade de professar a minha fe, em liberdade, e de ser respeitado em relação a minha fe. Axo que todas as religioes merecem o mesmo respeito, quer tenham ou não fanaticos.

    O jornalista, cartonista, que escreva para um jornal deve respeitar primeiro aqueles que o lêem, mas todos que não o lêem. Axo mal os carttons terem aparecido, como tb axo mal os atentados e as ameaças aos jornalistas.

    Aquele cartton nunca deveria twer sido feito, pois não serve para nada, a nao ser dar força oas terroristas que assim podem afirmar que o ocidente esta a fazer uma cruzada contra o islão.

    Para acabar com o terrorismo, temos 1 de acabar com a pobreza, o analfabetismo. Esses dois topicos e que deveriam ser o pontos mestre para acabar com o terrrismo, nao e com guerras, com bombas e muito menos com caricaturas, e palavras ocas. Pão e um livro deveriam ser as armas de eleição para acabar com o terrrismo.

    São mais baratas e mais faceis de arranjar.

  3. Nuno,

    A questão não é de quem fica ou não ofendido. No mundo ocidental a liberdade de expressão é (perdoe-me a expressão religiosa) sagrada e não tem limites.
    Independentemente da qualidade associada aos cartoons ou do seu factor de provocação, constituem um exercício de liberdade de expressão. Se alguma vez se abusar desse direito tal pode ser considerado de mau gosto e até ofensivo, contestado pela opinião pública, mas nunca condenável ao abrigo da legislação vigente e nunca censurável.

    Quando fala em liberdade permita-me que lhe exponha o meu ponto de vista. Respeita-se a liberdade do indivíduo e o seu direito em acreditar e dizer o que bem lhe apetecer. Mas não se pode ter esse respeito por opiniões baseadas em premissas irracionais, tais como as ligadas à fé.

    Fala no analfabetismo, mas alguns dos terroristas que se explodem são recrutados em países ocidentais e alguns têm mesmo formação superior. Acabando com o analfabetismo diminui-se a influência (directa) dos clérigos radicais nos países muçulmanos.

  4. Mas ainda há quem tenha a lata de vir para aqui com essa conversa de xaxa do “há que respeitar a opinião dos outros e blá blá blá” ?

    Fiquem desde já avisados: AI DE QUEM FALE MAL DO MEU SPORTING!!

    Tenho uma frota de camiões carregada de explosivos e vou começar desde já a estacioná-la à porta de casa dos ditos 5 milhões de benfiquistas que não respeitam o meu sportinguismo! Quero ver se esses lampiões voltam a abrir a boca para ofender a minha sensibilidade clubística!

    Alláh Akbar!
    Ach-hadu an la iláha il-la Alláh!
    Só eu sei porque não fico em casaaaAkbar!

  5. Concordo completamente com o Ricardo. Quantas vezes no passado, e actualmente, ficamos ofendidos com a caracterização feita dos ocidentais por parte dos fundamentalistas ou a vergonhosa maneira como tratam o sexo feminino. E o meu direito à ofensa por terem assassinado o Theo Van Gogh?

    Estas manobras de hostilização não podem existir. Basta cedermos uma única vez a este género de pressão que reforçamos a sua validade. Ninguém exige aos jornais iranianos que suprimam os cartoons anti semiticos que decidem publicar, apesar do seu dúvidoso gosto.

    Existem trâmites legais para combater excessos por parte da comunicação social. É desejável que os usem em vez de recorrer a este género de barbárie. O jornalista cartonista tem de caricaturar a sociedade, isso seria deveras complicado se pensasse no número de pessoas que ofende com cada publicação.

    Devo dizer que muito me escandaliza também as penas criminais atribuídas, em alguns países europeus, a quem decide negar que o holocausto existiu de facto. A liberdade de opinião simplesmente não é negociável.

  6. Luís Pedro Nascimento,

    A negação do holocausto é uma blasfémia no mundo Ocidental e entre os judeus, mas tal não deve ser criminalizado. Estamos de acordo.
    A cedência em alguns países em nome de um “politicamente correto” ou de um “medo de ofender” ameaçam o estado de direito e a liberdade de expressão.

    Lucas Samuel,
    Como sócio da Académica e Benfiquista quase agnóstico terei cuidado quando falar mal do seu Deus Sporting.

Deixe uma Resposta