Compreenda-se que ainda não saíram da idade das trevas

Por Rui Janeiro • 2 Jun, 2008 • Categoria: Internacionais, Notícias

A mulher iraquiana cujo marido asfixiou a própria filha há cerca de mês e meio foi assassinada com três tiros “disparados por desconhecidos”.

Num país onde os crimes de honra são comuns, Leila Hussein teve a coragem de deixar o marido após o ocorrido, pondo a sua vida em risco, pois “Nenhum homem aceita ser deixado por uma mulher no Iraque”. Recorreu a uma ONG que a ia ajudar a sair do país, altura em que começou a receber ameaças de morte.

Foi abandonada pelos filhos (homens) e o marido assassino até recebeu uma menção honrosa das autoridades. O homem que zelou pela honra da sua família tinha a filha a estudar inglês na universidade de Baçorá, trabalhando ainda como voluntária. O único crime da rapariga foi apaixonar-se por um soldado americano, tal como já foi relatado aqui no Portal.

Não esqueçamos que o factor cultural associado à religião muçulmana tem muita influência nestas barbaridades. “Crimes” que davam pena capital na idade média continuam a gerar injustiças e mortes em países muçulmanos, mas compreenda-se que ainda não atravessaram o Iluminismo. Possuem leitores de dvd e telemóveis mas não evoluiram ao mesmo ritmo em matérias bem mais importantes.

Como é que se pode ter respeito por uma sociedade que trata assim as mulheres? Este caso é só a ponta do Icebergue…

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10 Respostas »

  1. Não há palavras que qualifiquem tal barbárie, tal selvajaria, tal insanidade.

    O planeta Terra, no Sec 21.

    Que tristeza. Que desolação.

  2. Sim, e o mais grave é que, aqui na Europa, parece que anda tudo a dormir, pois a pouco e pouco, estamos a deixar que se imponham estas barbáries.
    Talvez aqui em Portugal, ainda não seja uma situação muito visível, mas por exemplo na França, já não sei precisar muito bem onde é que vi essa informação, ou se terá algum fundamento, dentro de poucos anos será um país maioritariamente muçulmano, com tudo o que isso pode implicar…
    Desprezo e abjecto qualquer tipo de racismo, xenofobia ou discriminação, sejam elas pela cor da pele, sexo, classe social, nível cultural, ideologia religiosa ou politica, etc., mas quando tomo conhecimento destes crimes sem nome, perpetrados em nome de uma, “identidade islâmica”, a qual, não tem qualquer problema em proclamar aos quatro ventos, que pretende submeter, dominar ou destruir, tudo e todos os que não professarem dos mesmos ideais, não sei se não estaremos a ser demasiado tolerantes, e quando acordar-mos para a realidade, talvez já seja tarde de mais.
    Desejo sinceramente estar enganado…

  3. A tolerância tem de existir mas não se pode permitir certos abusos. Dentro de território europeu as leis do país são para cumprir e não há cá virgens ofendidas por causa da sua crença.
    Outro dos problemas são os “politicamente corretos” e o medo de ofender suas excelências que podem dizer as barbaridades que bem entenderem. Ainda nos enterramos por culpa própria…

  4. Caro Paulo:

    A comunidade muçulmana em Inglaterra quer ter tribunais islamicos com a lei sharia. Não é preciso ir muito longe.

  5. É falar como o anterior PM australiano, que grosso modo diz que todos os emigrantes são benvindos, mas que a Austrália é uma sociedade seculkar, quem faz as leis é o parlamento e quem está mal muda-se! Querem ser australianos e viver de acordo com os valores australianos muito bem senão ponham-se a andar! Precisa-se mais de quem fale assim!

  6. “Querem ser australianos e viver de acordo com os valores australianos muito bem senão ponham-se a andar! Precisa-se mais de quem fale assim!”

    E há quem fale assim cá em Portugal, citando o Paulo Portas:

    A nossa cultura desenvolveu-se ao longo de oito séculos de lutas, sacrifícios e vitórias por milhões de homens e mulheres que procuraram a liberdade.

    Falamos sobretudo Português, não Espanhol, Libanês, Árabe, Chinês, Japonês, Russo, ou outra qualquer língua. Por isso, se querem fazer parte da nossa sociedade… aprendam a nossa língua!

    Muitos Portugueses acreditam em Deus. Não se trata de nenhum dogma político, cristão, de direita retrógrada, mas um facto histórico, porque foram homens e mulheres Cristãos, baseados em princípios Cristãos, que fundaram esta nação, e isto está amplamente documentado. Por isso, é apropriado exibir símbolos cristãos nas paredes das nossas escolas. Se Deus vos ofende, sugiro que procurem outro cantinho do Mundo como vossa nova casa, porque Deus é parte da nossa cultura.

    Aceitaremos as vossas crenças, sem as questionarmos. Apenas vos pedimos que aceitem as nossas, e vivam em harmonia e convivência pacífica connosco.

    Este é o nosso País, a nossa terra, e o nosso estilo de vida, e garantir-vos-emos todas as oportunidades para os desfrutarem. Mas se tudo o que querem é queixar-se, pôr defeitos, criticar a nossa Bandeira, o nosso Patriotismo, as nossas crenças Cristãs, o nosso estilo de vida, encorajo-vos a aproveitarem outra das grandes tradições Portuguesas: A EMIGRAÇÃO.

    Porque se não estão felizes cá, emigrem. Não vos forçamos a vir para cá. Vocês pediram para vir para cá. Então, aceitem o país que vos aceitou

  7. Acho que hoje o João Ribeiro está irritado…

  8. É verdade, mas esse comentário teve graça, já estou mais bem disposto ;)
    Já agora o Hélder esteve muito bem no videocast.

    Abraço

  9. Rejeito absolutamente este conceito de integraçã em que se pede aos imigrantes que suprimam a sua herança cultural em nome duma noção de uma uniformizante harmonia cultural, mesmo admitinto que o modelo multiculturalista inglês também tem as suas falhas.

    Não aceitaremos as vossas crenças que estejam em directo conflito com valores universais intocáveis e pedimo-vos que façam o mesmo, quando confrontados com situações neste país que questionem esses mesmos valores. Não vos hostilizaremos com simbolos religiosos duma qualquer denominação em lugares onde o Estado, que se quer neutro, se faz representar.

    Comprometemo-nos em tentar eliminar as mais reles manifestações de xenofobia nacionalista e contamos convosco para provar como os que as difundem estão errados. Trabalharemos para vos garantir as mesmas oportunidades às quais temos acesso, num país que muito se presta a rejeitá-las.

    Garantimo-vos o direito a se queixarem, questionarem os nossos valores, insurgirem-se contra as ancestrais práticas cristãs e o estagnado estilo de vida português. Se não estiverem felizes não partam, ao bom estilo dos países subdesenvolvidos, façam-se representar através dos mecanismos democráticos nas várias intituições a que têm acesso, na esperança de elevar o multiculturalismo que se quer numa sociedade cosmopolita. Precisamos da vossa colaboração para garantir um futuro sustentável num país que cada vez mais se afunda no cenário europeu, e que em vez de professar as suas históricas qualidades necessita questionar os velhos hábitos que nos colocaram nesta situação.

  10. Obrigado, João. Vamos ver como me comporto nos próximos…

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