Desinteresse

Por Ricardo Silvestre • 1 Jun, 2008 • Categoria: Discriminação Religiosa, Opinião

Quem tem a paciência para ler o que aqui escrevo, tanto a nível de artigos de opinião, ou as minhas criticas das notícias que captam a minha atenção, sabe que a minha posição sobre ateísmo é uma de “promoção” para além da “divulgação do ateísmo em Português”, como se pode ler aqui no nosso sítio.

Existe uma diferença notória entre estes dois conceitos, e estes dois modos de pensar: O primeiro inclui o segundo, mas o inverso não tem de acontecer necessariamente.

Para alguém como eu, com o devido conhecimento de qual é o meu lugar no tecido do fenómeno do ateísmo em Portugal, a promoção do ateísmo devia ser uma prioridade na nossa prosa, nos nossos comentários, nas nossas conversas.

Pode ser que a maior parte das pessoas que estão a ler isto não concordem com tal posição, e essas diferenças reforçam a nossa união, uma vez que mostra que não temos de seguir todos uma linha programática dogmática como é o caso das religiões organizadas.

Para aqueles que acham que a promoção do ateísmo devia ser uma preocupação, nem que seja como uma oferta disponível, que não “evangélica”, para pessoas que queiram saber mais sobre qual a natureza do ateísmo, deixo aqui mais um caso para vossa reflexão.

Quem leu o meu artigo de opinião sobre a “Carta Pastoral” publicada e apresentada pela igreja católica Portuguesa, pode ver a minha linha de criticismo que apesar de ter sido “rude”, não achei que fosse ofensiva ou desrespeitadora, e essa sensação foi algo confirmado pela discussão equilibrada que se seguiu na caixa de comentários.

Achando que podia expressar essa minha opinião, numa sociedade democrática com uma liberdade de imprensa reconhecida, enviei uma versão melhorada do texto original para a secção “cartas dos leitores” dos seguintes jornais: Público, Diário Notícias, Expresso e Sol.

Essa “carta” não teve qualquer eco nesses jornais, nem mesmo um mail de agradecimento mas com um “não obrigado”.

Numa realidade social como a Portuguesa, com todas as preocupações e dramas a nível económico, social, estrutural, e também devido ao facto de eu não escrever assim tão bem, com as minhas incorrecções ortográficas, com a minha linguagem densa, e com as minhas estruturas frásicas ao contrário (influência de escrever e ler em Inglês por necessidades académicas) é talvez de esperar que uma opinião destas não seja considerada importante para ser publicada.

Só espero que não tenha sido por causa do tema: uma vez que todos estes jornais tem sempre espaço para a “opinião” religiosa.

Para reflectir.

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8 Respostas »

  1. Temática complexa, a conspiração do silêncio é pior que a censura, do invisivel não se extraem “inimigos”. Já enviei dezenas de artigos de opinião para diversos jornais, de temáticas às quais é impossível de rotular de “desinteressante” ou “fora de contexto” e o número de respostas foi de 0, publicações de 0, testes com envio de poemas meus, 3, e obtive 3 poemas publicados, algo que não cheira bem, vai-se a ver e até cheira mesmo mal. De resto também é interessante o “direito de resposta”, testei tal “normal” conceito em jornalismos e obtive uma clarividência de estupidologia plena, especialmente a julgar pelo personagem elaborador do artigo que decidi confrontar, imbecil, ignorante, bastante analfabeto, e estúpido das unhas dos pés até às orelhas, um tal de Acácio Marques, que escreve “Dawkings” em vez de “Dawkins”, “God Delucion” em vez de “God Delusion” e relativamente a mentiras e ignorância podia fazer uma bula. Direitos de resposta funcionam às esquerdas, e, pensando melhor, também me satisfaz saber que o meu nome não figurou num jornal rude do campo e de Q.I. extremamente reduzido como o Diário das Beiras.

    A estupidologia é uma ciência Humana muito bem recebida em certas hostes…

  2. Pois Brunito, só que se calhar esse Acácio trabalha e desconta há já muito tempo ao invés de outros que nem para trabalhar ou estudar servem como é o teu caso.

  3. Para sua informação, o PADRE Acácio Marques morreu há alguns meses atrás. As suas crónicas do Diário As Beiras podem ser equiparadas a uma espécie de João Carlos Espada de segunda divisão B, tal era a quantidade de erros e de banalidades. Independentemente das contribuições para a segurança social e IRS, que apenas estão aplicadas aos padres há poucos anos atrás, o homem era fruto de chacota apenas pela sua má qualidade argumentativa e pobreza de conteúdos. Dava para rir e para chorar.

    Quanto aos erros que o Bruno aponta eu sou testemunha deles. Fui eu que os apanhei e salientei num comentário ao respectivo post. Não sei se o homem leu os livros ou se simplesmente ouviu os nomes e os escreveu mal, fruto de não saber inglês ou por outro motivo qualquer, mas pede-se um mínimo de seriedade quando se critica, não é?

  4. Kas, é um homem rude do campo?

  5. Amigos portugueses, lhes falo aqui do Brasil. Fiquei muito feliz de ter encontrado o portal pois a força do ateismo aqui no meu continente é cada vez menor e uma “atrocidade” desta por parte dos periódicos é comun e passa totalmente despercebida por 99% do público.
    É amigos, como disse o grande Dawkins : “..A situação dos ateus hoje em dia na américa é a mesma dos homosexuais a 50 anos atras.”.

    Muito bom o site e continuem com o trabalho magnifico!

    Fortes abraços.

  6. Caro Giuliano

    Muito obrigado pela suas palavras, e pelos seus votos.

    Continue a fazer os seus comentários, pois valorizamos a opinião dos nossos visitantes

  7. Rude q.b. mas nao tanto para mendigar uma fugaz apariçao em jornais de paróquia.

  8. Kas, eu mendigar? As pessoas rudes do campo afinal possuem sentido de humor. Mas eu não gosto de dissertar sobre estupidez, a sua, pode ser contagiosa. Hasta!

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