Como a religião pode ser uma faca de dois gumes

Na altura em que Hillary Clinton está quase de fora da corrida às presidenciais americanas, o senador Barak Obama anunciou a sua saída da ”Trinity United Church of Christ” de Chicago.

Conta o New York Times que Obama e a mulher fizeram chegar à igreja uma carta onde apontavam a controvérsia à volta do Reverendo Jeremiah A. Wright Jr.,  antigo ”líder espiritual” do candidato democrata, como motivo para o seu afastamento.

O Reverendo casou Obama, batizou os seus filhos e teve a honra de ser o primeiro na lista de agradecimentos no seu discurso de tomada de posse em 2004, quando foi eleito senador. A demarcação de Obama da sua igreja começou na altura em que queria anunciar a sua candidatura à presidência. Tendo convidado Wright para fazer um discurso, acabou por cancelar o convite no seguimento da crescente má fama dos seus sermões (onde o ódio e o racismo anti-branco estão presentes).

Não há dúvidas que para se ser candidatável à presidência da América é necessário ser-se religioso (cristão, de preferência nem católico nem mórmon). Mas este caso prova que as ligações religiosas nem sempre são uma vantagem, nomeadamente quando envolvem fanáticos.

Não sei se Al Gore perdia as eleições de 2000 se o caso Ted Haggard se tivesse dado na altura em que Bush andava em campanha.

Outros artigos relacionados:

  1. God Bless America
  2. Já começou
  3. Um pequeno incidente diplomático
Tags: ,