Rufias

Outro dos “herois” do Portal Ateu, é Paul (PZ) Myers.

PZ Myers é biólogo admirador de cefalópodes, e um acutilante, ácido e devastador crítico de todas as coisas irracionais e charlatãs.

No seu blog, Pharyngula, PZ atinge níveis de sofisticação nos seus comentários que o colocam a par dos “Novos“ Ateístas, como Dawkins, Hitchens, Harris. O bónus é que PZ diz o que lhe vai na cabeça diariamente. E ainda bem.

PZ escreveu um ensaio brilhante sobre o argumento recorrente de os ateístas não poderem criticar os fenómenos religiosos se não tiverem um profundo e detalhado conhecimento da teologia que os sustenta. Alias, algo que acontece aqui no Portal amiúde.

Neste ensaio, chamado “A resposta do cortesão”, PZ desmonta com facilidade esse argumento dos crentes.

Incapazes de perceber que se trata de uma “luta perdida”, os religiosos voltam sempre “à carga” e criticam continuamente esse ensaio de PZ, como aconteceu recentemente. Diz este crítico em particular “como é possível que Myers possa acusar Tillich and Buber e Bonhoeffer e Gandhi e o Bishop Tutu e Piaget de promover falsas crenças?”. PZ responde que “onde estão as provas concretas da existência de deus que essas pessoas querem prepetuar? Listar convicções pessoais, experiências subjectivas, interpretações da irracionalidade, não são provas para um debate sério.”

PZ termina com um argumento demolidor (tal como Carl Sagan já o tinha feito): ”quando alguém faz uma afirmação sobre um fenómeno extraordinário, temos de exigir evidência para tal. Isso acontece em todas as áreas do pensamento humano… menos nas questões religiosas. “Deus” é sempre detentor de um lugar privilegiado no reino das coisas que não podem ser colocadas em causa. Os crentes afirmam existir uma força no universo que é omnipotente e omnisciente, sem oferecer qualquer prova para suportar essa afirmação.”

Na crítica a PZ, pode-se ler que: “Our scientists used to offer us more. They can again if we refuse to accept Hooliganism as an acceptable form of discourse about the world, and our place in it.

Portanto, é “ser rufia” exigir estas provas de que deus existe. Bem, então como diz PZ,  eu também tenho “orgulho em ser um rufia”.

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