“Ordem das Virgens”

Bento XVI recebeu no Vaticano um grupo de 500 consagradas da “Ordem das Virgens”, uma expressão particular da vida religiosa com raízes “nos inícios da vida evangélica”.

Perante as consagradas, provenientes de 52 diferentes países, o Papa quis frisar o valor desta vocação, convidando-as a “crescer de dia para dia na compreensão de um carisma tão luminoso e fecundo aos olhos da fé, quanto obscuro e inútil aos olhos do mundo”.

Elas “representam milhares de outras irmãs suas que vivem na simplicidade e na humildade a sua consagração total ao Esposo das virgens, a serviço da Igreja local”, sublinhou, por seu lado, o Cardeal Franc Rodé, Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de vida apostólica. “Um dom na Igreja e para a Igreja” foi o lema desta peregrinação.

Bento XVI recordou que “a Ordem das Virgens constitui uma expressão particular de vida consagrada, que refloresceu na Igreja depois do Concílio Vaticano II, mas cujas raízes são antigas”. De facto, radicam “nos inícios da vida evangélica quando, como novidade inaudita, o coração de algumas mulheres começou a abrir-se ao desejo da virgindade consagrada: ou seja ao desejo de dar a Deus todo o próprio ser”.
“O vosso carisma deve reflectir a intensidade, mas também a frescura das origens. Funda-se num simples convite evangélico – ‘quem puder compreender, que compreenda’ – e no conselho paulino sobre a virgindade pelo Reino de Deus. E contudo nele ressoa todo o mistério cristão”, disse o Papa.

Ver aqui.

Alguém percebe esta obsessão com virgindade por parte das igrejas cristãs?

Entende-se que homens que detêm poder e influência, sendo virgens eles próprios (aqueles que forem) honrem (e promovam) toda esta castidade feminina.

Mas, sinceramente, é o acto sexual algo assim tão impuro, tão pecaminoso (bem, as vezes é, tenho de admitir), e tão condenável que se veja, e como diz Christopher Hitchens, que o canal vaginal seja só “uma estrada de um sentido”?

Não é fazer amor das coisas mais genuínas e próximas de uma natureza humana, que os crentes dizem ser o melhor legado que deus proporcionou à sua criação.

E não é a expressão “oh, meu deus”, uma das mais utilizadas pelas mulheres naquele momento mágico onde o seu corpo vibra? Não seria esse um motivo para um deus sorrir?

Mas não: “na compreensão de um carisma tão luminoso e fecundo aos olhos da fé, quanto obscuro e inútil aos olhos do mundo”. Obscuro. Reparem na palavra utilizada. Ninguém pensa de forma obscura sobre a virgindadde. Mas quanto a ser inútil, bem, quanto a isso, já não sei.

Não foram encontrados artigos relacionados.