Triste e trágico

Por Ricardo Silvestre • 15 Mai, 2008 • Categoria: Informação Jurídica, Internacionais, Notícias

Um tribunal em Vermont, USA, condenou a diocese Católica Apostólica Romana desse Estado a pagar 8.7 milhões de dólares (cerca de 5 milhões de Euros) como compensação por abuso sexual a um ajudante de missa numa igreja (altar boy no original) na cidade de Burlington. Este jovem foi abusado várias vezes por um padre que a igreja sabia ser um pedófilo.

O Bispo Salvatore Matano, que esteve presente durante o julgamento disse numa entrevista que o veredicto podia representar um grave problema para a diocese, e acrescentou que ter de pagar a compensação representava um “momento triste e trágico na nossa história”.

“Eu vou ter de avaliar muito seriamente o que esta sentença significa a nível de manter os nossos serviços e actividades na diocese”, disse Matano. Eu vou ter de perceber que este veredicto vai ter um grande impacto na nossa diocese: uma diocese rural e pequena.

Ver aqui.

Como?!?!!?

O “momento trágico e triste” é ter de pagar o dinheiro? Errado! O momento triste e trágico aconteceu em 1972 quando a igreja deixou, com total conhecimento da sua situação, um padre pedófilo andar a à solta e a a gir com impunidade. O que é trágico e triste foi o que aconteceu a esta criança.

E a preocupação é a diocese? É isso que realmente preocupa este bispo, que não consiga comprar hóstias ou que tenha de fazer umas quermesses para pagar pelas velas? E as vitimas? E a responsabilidade social? E os bons exemplos. E cumprir com as promessas que ainda recentemente Ratzinger fez?.

Esta gente não aprende. Pelos vistos os “líderes espirituais” continuam a achar que o abuso de crianças por parte de padres não é um assunto assim tão importante.

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Uma Resposta »

  1. Mais parece uma pequena chantagem a nível do que a multa pode significar para uma “diocese rural e pequena”.

    As declarações são como que uma indirecta aos fiéis locais de modo a que haja alguma pressão social no sentido da pena não ser tão grande. Eu diria que se está a armar em vítima, tentando dar à instância judicial o papel de mau.

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