Investimento(s)
Por Ricardo Silvestre • 7 Mai, 2008 • Categoria: Nacionais, Notícias“Os quatro peregrinos que esta manhã deram entrada no Hospital S. Sebastião, em Santa Maria da Feira, estão “livres de perigo” e deverão ter alta “a todo o momento”, disse fonte hospitalar.
Estes quatro feridos integravam um grupo de 80 peregrinos de Cabeceiras de Basto, nove dos quais foram atropelados quando circulavam num passeio, próximo de Santa Maria da Feira.
O peregrino que deu entrada de manhã no Hospital de Santo António, no Porto, encontra-se em estado “reservado”, disse fonte daquela unidade de saúde. A fonte informou tratar-se de um homem, mas escusou-se a adiantar mais pormenores, remetendo mais informações para durante a tarde.
Uma outra fonte revelou, ao início da manhã, que o ferido mais grave, de um grupo de nove peregrinos atropelados hoje, cerca das 05h30, em Vergada, local de Argoncilhe, freguesia de Santa Maria da Feira, tinha sido transportado para o Hospital de Santo António, no Porto.”
Ver aqui.
“O peregrino que esta manhã deu entrada no Hospital de Santo António, no Porto, encontra-se em “estado de coma e com ventilação mecânica” devido a um “traumatismo crânio-encefálico grave”, disse à Lusa fonte hospitalar. Além do traumatismo craniano, o ferido apresenta outras lesões de “menor impacto clínico”, envolvendo a face e o tórax. O homem, com cerca de 50 anos, está internado na Unidade de Cuidados Intensivos.”
Não, esta notícia não é para mencionar a (sempre fácil de apontar) contradição entre ir a Fátima como jornada de fé e depois ter estes acidentes estúpidos a acontecerem. Qualquer sofrimento e qualquer dano é sempre de lamentar, e não deve ser explorado para fazer um argumento político.
A razão de ter colocado esta notícia é devido à necessidade, uma vez que no futuro próximo (e quiçá até ao final dos tempos) haverá sempre pessoas que quererão fazer esta actividade, se não se devia educar as pessoas para fazer aquilo que acham que têm que fazer de uma forma mais segura.
Pode a igreja católica aconselhar os seus crentes a não virem dos pontos mais remotos do país a pé por estradas com pouca segurança? Afinal, a igreja tem como missão orientar e preservar os seus crentes.
Vejam aqui esta foto de Nélson Garrido no Público anexa a notícia do acidente.
Nem que seja por uma questão de saúde pública. Afinal são os nossos impostos que tem de sustentar estas “vítimas por omissão divina”.
Ricardo, por acaso foi num passeio. O condutor vinha da queima e adormeceu saíndo da estrada. Ali não havia cuidado a ter por parte de nenhum peão.
Caro Nuno José.
Eu sei, eu li a notícia.
O meu comentário não se aplica só a esta situação, mas um comportamento generalizado. Quantas vezes não se vê na TV reportagens de peregrinos a caminho de Fátima à beira da estrada (sem passeios muitas vezes) com os carros a passarem a grande velocidade por eles?
Quanto a mim, lamentando embora o que aconteceu a essas pessoas a quem daqui envio os desejos de muito rápidas melhoras, a questão põe-se da seguinte maneira: sendo eles crentes e indo a caminho de um altar ( que custou uma pipa de massa ) para prestar homenagem a um Deus que, dizem, é omnipresente, omnipotente,omnisciente e infinitamente misericordioso, onde estava afinal esse Deus que não preveniu os seus adoradores do que lhes iria acontecer? Ou não sabia? Ou não foi capaz de impedir? Ou terá sentido algum prazer pelo sucedido?
Não será altura dessas pessoas pararem e pensarem tudo isto? Será que é preciso tirar um curso especial de corrida sobre teologia para perceber o que significam omnisciência, omnipotência ou omnipresença? Temos que fazer uma interpretação micro ou macro sobre isto que está escrito na bíblia?
Renovo o desejo de rápidas melhoras aos sinistrados.
Cada um é como cada qual. E já agora,desconfio pelo teor das vossa afirmações estupidas e provocadoras em relação a Deus, que talvez o condutor do carro não acreditasse em Deus e envenenado por paginas como estas,provocasse o acidente. Escrevam sobre os golfinhos amarelos! Não escrevem nem dizem nada, porque os ditos golfinhos amarelos não existem…Se para voces Deus não existe,porque falam dele? Ninguem vos obriga acreditar…Respeitem quem acredita..
Querem saber o que me irrita, me tira o sono, me dá vomitos e está a criar-me
Insanidade mental, a mim e a milhares de portugueses?
Uma adolescente de 16 anos pode fazer livremente um aborto mas não pode pôr um piercing.
Um cônjuge para se divorciar, basta pedir.
Um empregador para despedir um trabalhador que o agrediu precisa de uma sentença judicial que demora 5 anos a sair.
Na escola um professor é agredido por um aluno.
O professor nada pode fazer, porque a sua progressão na carreira está dependente da nota que dá ao seu aluno.
Um jovem de 18 anos recebe €200 do Estado para não trabalhar; um idoso recebe de reforma €236 depois de toda uma vida do trabalho.
Um marido oferece um anel à sua mulher e tem de declarar a doação ao fisco.
O mesmo fisco penhora indevidamente o salário de um trabalhador e demora 3 anos a corrigir o erro.
O Estado que gasta 6 mil milhões de euros no novo Aeroporto recusa-se a baixar impostos porque não tem dinheiro.
Nas zonas mais problemáticas das áreas urbanas existe 1 polícia para cada 2.000 habitantes; o Governo diz que não precisa de mais polícias.
Numa empreitada pública, os trabalhadores são todos imigrantes ilegais, que recebem abaixo do salário mínimo e o Estado não fiscaliza.
Num café, o proprietário vê o seu estabelecimento ser encerrado só porque não tinha uma placa a dizer que é proibido fumar.
Um cão ataca uma criança e o Governo faz uma lei.
Um professor é sovado por um aluno e o Governo diz que a culpa é das causas sociais.
O IVA de um preservativo é 5%. O IVA de uma cadeirinha de automóvel, obrigatória para quem tem filhos até aos 12 anos, é 21%.
Numa entrevista à televisão, o Primeiro-Ministro define a Política como ‘A Arte de aprender a viver com a decepção’.
Estaremos, como Portugueses, condenados a aprender a viver com este governo ?
Seria mais util abordarem estas questões…reais!
Marisa Nogueira,
A mim também me preocupam todas essas questões que refere. No entanto, outros sítios haverão na net dedicados a essas questões.
Ou será que a si não lhe preocupa que:
- Por questões religiosas continuem a morrer pessoas às carradas todos os dias por esse mundo fora
- Os casos de pedofilia ligados à igreja sejam cada vez mais frequentes
- A ICAR tenha dinheiro para construir um templo que custou milhões mas para as obras de manutenção dos templos históricos onde pratica os seus rituais recorra ao Estado e ao dinheiro de todos os contribuintes, católicos ou não
- O Vaticano continue oficialmente a condenar a utilização do preservativo e graças a essa opção a população subsariana esteja a sucumbir, agoniantemente, ao vírus da SIDA - e isto independentemente do IVA em causa
- Num país com dificuldades em controlar o défice, continuamos a ter o país “parado” mais de uma semana por ano graças aos feriados religiosos.
Enfim, a lista podia ir por aí abaixo, mas o meu tempo escasseia. Se estas não são questões reais para si, então temos noções de realidade muito diferentes.
Cumprimentos.
Cara Marisa
O Hélder já respondeu a algumas coisas que você disse, às quais faço eco, e não me importo de repetir:
As doenças venéreas e gravidez indesejada que se propagam em Portugal devido à sexo não protegido resultante de dogmas religiosos
Parte dos seus impostos serem entregues a instituições religiosas que seguramente têm as suas próprias fontes de rendimento
O apelo à irracionalidade e obscurantismo de certos “agentes” religiosos com a perpetuação da insanidade de andar a “exorcizar demónios” o que afasta muitas vezes as pessoas da ajuda profissional que realmente necessitam
A insistência em mentir a crianças sobre as quais são as causas do inicio (e/ou desenvolvimento) do universo ou da vida, fazendo com que as crianças não desenvolvam um espírito critico e céptico
O apelo ao miserabilismo e comodismo, que faz as pessoas passarem a vida “sendo umas coitadinhas”
Mas repare, os seus pontos são muito válidos e merecem um debate muito mais sério. Mas não seria muito mais útil da sua parte pedir para se abordar esses temas reais… num espaço próprio para isso?
Parece-me que não está a ser proveitoso vir despejar a sua irritação e frustração destes problemas sociais para… um sítio sobre ateísmo
Cumprimentos
mais uma vez os crentes que aqui escrevem vêm sempre com a mesma ladainha:
” (…)Se para voces Deus não existe,porque falam dele? Ninguem vos obriga acreditar…Respeitem quem acredita..”
Mas em que momento em que se desrespeitou quem acredita?! É falta de respeito da minha parte sugerir que a igreja pense em formas de educar os seus crentes a serem mais cuidadosos? É isto falta de respeito? Que raio!
E quem está a falar de deus? Estava a falar de crentes, e da estupidez que é as pessoas se colocarem em risco por causa de algo que podiam fazer de outra maneira: alguém olhou para as fotos que eu coloquei no artigo? É colocar-se assim em risco uma “necessidade para ter fé”?
Será que é pedir demais que as pessoas leiam os textos com cuidado antes de começarem a vociferar agravos.
Se eu estivesse a criticar a JAE ou a Junta de Freguesia, ou os quatro porquinhos, estava tudo bem, mas como se está a falar de um assunto religioso é logo “têm de respeitar quem acredita!!”. Os católicos Portugueses estão cada vez mais próximos dos muçulmanos do Paquistão: qualquer coisinha e sentem-se logo ofendidos e injuriados
Arre!
Passei só por aqui, para dizer que desta vez estou do lado do Ricardo, e dou-lhe os parabéns por ter ido ao ponto principal, porque é uma situação que se repete todos os anos e tem de se fazer alguma coisa.
abraço
Coitados dos católicos…. Já nem andar a pé na rua podem…
Sr. Helder Sanches
Duvido que a maioria dos portugueses esteja descontente por “ter o país “parado” mais de uma semana por ano graças aos feriados religiosos”. E como a democracia é uma ditadura da maioria, é melhor conformar-se com a situação e não colocar a culpa do défice nos católicos.
Cumprimentos
Ricardo Sá,
Eu não culpei ninguém pelo défice, apenas demonstrei um contra-senso. Se a maioria do país se está a borrifar para a questão e quer é ter oportunidades para mais uma “ponte”, tanto pior. Agora, cada um fala por si. Enquanto defensor de um Estado efectivamente laico, incomoda-me a quantidade de feriados religiosos que existem no nosso país constitucionalmente laico. Até porque a tal maioria que você fala - que eu suponho serem na maioria católicos não praticantes - aproveitam os feriados para irem para a praia, às compras ou para dar um pulinho à terra; raramente se dedicam à celebração religiosa da respectiva data.
Mas, que se pode fazer? São felizes assim, é o que interessa, não é?
Cá em Cacau, além dos religiosos portugueses, todos os anos celebro o Novo Ano Lunar, Cheng Ming (Dia de Finados), Dia do Buda, Tung Ng (Barco Dragão), Chong Chao (Bolo Lunar) e Chong Yeong (Culto dos Antepassados)… gosto deles todos… enquanto continuarem a ser feriados, evidentemente….