Conversas

Por Ricardo Silvestre • 1 Mai, 2008 • Categoria: Cultura, Informação Jurídica, Nacionais, Notícias

“Arturo Merayo é assessor de Comunicação em empresas de audiovisuais de Portugal, Espanha e México (…) Numa entrevista ao Diário do Minho, o assessor e professor aborda a mudança social que ocorre e as implicações que a constatação da diferença pede ao discurso evangélico e comunicativo.

Arturo Merayo evidencia mudanças sociais que marcam as sociedades ocidentais de “relativismo, materialismo o consumismo”. Faltam “lideranças morais sólidas” que conduzam as “muitas pessoas perdidas e atentas unicamente às preocupações mais imediatas”.

Segundo o professor, Jesus Cristo não falava sempre das mesmas coisas. É preciso, antes de se evangelizar, “saber a quem se dirige a mensagem”.

“Conhecer muito bem as necessidades reais do interlocutor, escutá-lo, pôr-se na sua pele… E depois, falar-lhe na sua língua, com a sua linguagem, com exemplos que possa entender”, aponta.

Amanhã, das 09h30 até às 17h00 no auditório do Centro Cultural e Pastoral da Arquidiocese de Braga, Arturo Merayo estará com os sacerdotes da Arquidiocese de Braga.”

Ver aqui.

Reparem, mais uma vez, na argumentação base destes senhores: sem “lideranças morais sólidas”, leia-se, religiosas, as “pessoas perdidas e atentas unicamente às preocupações imediatas” fazem uma sociedade “relativista, materialista e consumista”.

Estas pessoas não aprendem de forma nenhuma: uma sociedade “relativista, materialista e consumista” não é por causa de as pessoas andarem “perdidas”, é sim a adaptação a uma sociedade moderna, onde as pessoas têm a liberdade de fazerem aquilo que bem entenderem, sem serem amedrontadas a terem de ser miserabilistas, conformistas e pias.

Quanto a “conhecer as necessidades” do interlocutor e dar exemplos que ele possa entender, ainda há pouco tivemos um bom exemplo, com a frase que “são as lágrimas do coração” que fazem entender a fé. Infelizmente esta é a linguagem que as pessoas querem entender, pois apela por um simplismo e um folclore que é, infelizmente, é o que as pessoas gostam que lhes seja dito.

O que é pior é haver uma claríssima aquiescência por parte da imprensa Portuguesa a estes “recados” destes senhores. E a “mensagem” deles passa sem qualquer filtragem ou analise critica.

Quanto a Jesus Cristo não falar sempre a mesma coisa, sim, realmente, consigo imagina-lo em amena cavaqueira sobre a expansão do universo, o ADN, a globalização, ou até mesmo o sistema 4-4-2 no futebol moderno.

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