Criacionismo à Portuguesa
Por Ricardo Silvestre • 20 Abr, 2008 • Categoria: Ciência, Ciência & Educação“O “Big Bang de Deus” é o sugestivo título dado pelos alunos da Faculdade de Teologia a mais uma edição das Jornadas Teológicas que vão colocar em confronto duas teorias sobre a origem do mundo.
Criacionismo e evolucionismo vão estar em debate nas XX Jornadas Teológicas que são organizadas pela “Cenáculo” – Revista dos Alunos da Faculdade de Teologia – Braga e pela Associação de Estudantes da Faculdade de Teologia de Braga (AEFTB), entre os dias 21 e 23 de Abril.
Para os organizadores «hoje, como sempre, continua a colocar- se a velha questão nunca respondida: o que é que originou o mundo, Deus ou o “Big Bang”? Que teorias aceitar, o criacionismo ou evolucionismo?
A Orquestra de Câmara da Artave participa num momento cultural na segunda-feira, dia 21, que serve de abertura das jornadas. Depois, o autor de “Diário de um Deus criacionista” e “Mitos da economia portuguesa”, Álvaro Santos Pereira da Universidade de York, EUA, fala sobre “o olhar da literatura sobre a Criação e a Evolução”.
Rafael Pascual, do Atheneum Pontificium Regina Apostolorum de Roma, intervém, na terça-feira, a respeito da “teologia da Criação e teoria da Evolução”. Na quarta-feira, é reservado espaço para uma mesa redonda subordinada ao tema “Razão da Criação ou Fé na Evolução” e que será moderada pelo director da Faculdade de Filosofia de Braga, Alfredo Dinis.
De um lado, Jonatas Machado, da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra defende o pensamento criacionista e do outro, Ludwig Krippahl, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, defende o pensamento evolucionista.”
Ver aqui.
Como todo o respeito pelo doutor Krippahl, mas está a dar-se legitimidade a estes obscurantistas e irracionalistas em se “debater” com eles.
Não há qualquer debate possível!! Não há “velhas questões” em relação ao início (ou ao renovar) do Cosmos, nem em “duas teorias para escolher” sobre o aparecimento e desenvolvimento da vida na terra.
Só os ignorantes por escolha, ou os fanáticos devido ao seu dogmatismo, podem defender o indefensável. Nem se devia debater com quem “defende o pensamento criacionista”.
E o “pensamento evolucionista” não deve ser apresentado num debate como “(…) ou Fé na Evolução”. Não há nada de “fé” na teoria da Evolução das Espécies, mas sim a observação sistemática de factos científicos: avaliados, testados, comprovados, catalogados, inseridos numa realidade abrangente que explica um fenómeno natural. Isto em alternativa à “razão da criação”, onde a “razão” é a irracionalidade, o sobrenaturalismo e a total ausência de um método científico.
Essas pessoas que defendem estes disparates, é melhor as deixar a pregar para os seus rebanhos de cabelos brancos, roupa a cheirar a naftalina e crucifixos à volta do pescoço.
Obrigado ao nosso leitor Lucas Samuel pela referência.
You’re welcome Ricardo.
Deixa-me desde já dizer que concordo inteiramente contigo em relação à comparência do doutor Krippahl num debate desse tipo, especialmente sendo anunciado como foi: “Ludwig Krippahl, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa”???? Se ainda fosse “Ludwig Krippahl, cidadão”, ainda se compreenderia. É óbvio que ele é livre de fazer o que bem entender, mas enquanto professor da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, o que é que há de “científico e tecnológico” para debater? A já remoída e ridícula história da “Bacterial flagellum” do Behe? Por favor! Se o querem fazer, ao mesmo mudem a filosofia do Cristianismo! Parem de adorar Jesus Cristo e adorem a Bacterial flagellum!
Cristianismo?….Qual quê! BACTERIANISMO! Ora aí está um bom nome para uma religião! Alguém quer aderir? Prometo que podemos ganhar umas massas a enganar ingénuos…
Haja paciência…
Muita, Lucas. Muita mesmo.
Se reparou, a minha formação avançada é em Fisiologia Humana e tive a oportunidade de ver o Behe em acção nos Estados Unidos, principalmente com o infeliz exemplo da “ratoeira e das suas peças” como suporte da “teoria” do ID aplicada ao Bacterial flagellum.
Verdadeiramente patético e empobrecedor.
E só de pensar que estes Álvaro Santos Pereira (Mitos da economia portuguesa), Rafael Pascual (teologia da Criação) e Jonatas Machado (Faculdade de Direito) podem ter coisas a dizer a um cientista, faz-me ficar enjoado.
Pois é Ricardo…mas infelizmente, estas mitologias congregam muito público, promovem muitos lobbies e alimentam muitas personalidades parasitas que, de outra forma, não conseguiriam vingar em áreas que verdadeiramente interessam: economistas? teólogos? advogados? nunca conheci malta desta que tenha contribuído com alguma coisa boa para o país!
Arranjem-lhes trabalho num Discovery Institute à portuguesa e paguem-lhes à americana; isso é que eles iriam gostar.
Em relação ao Behe, se aprecias wrestling na lama, este debate entre ele e o Vincent Cassone, vai agradar-te.
http://www.bringyou.to/BeheCassoneDebate.mp3
PS: a referência menos simpática aos teólogos foi obviamente brincadeira: sem eles, ficávamos privados de umas boas doses de humor.
“Na quarta-feira, é reservado espaço para uma mesa redonda subordinada ao tema “Razão da Criação ou Fé na Evolução” …”
Como dizia o outro, nao tentes discutir com um idiota..arrastar-te-a para o seu nivel e vencer-te-a com a experiencia. A tentativa de dialogo ja aconteceu, agora o que estao a fazer da teoria da evoluçao é torna-la em algo digno de “fé”, tal como o seu criacionismo, apenas para a colocar ao mesmo nivel dos argumentos ilusorios e estapafurdios a favor da criação..
o evolucionismo nao pode sequer pretender ser a verdade absoluta (a sua essencia e a mutabilidade em funcao de nova informação!) mas dai a ser comparado com o “criacionismo”..alias, que criacionismo? ha muitos! Todas (ou la perto) as religioes e seitas têm a sua versao de criacao divina, o seu proprio criacionismo..porque raio ha-de o cristao ser superior ao do monstro do esparguete voador?
Alguém aqui do Portal Ateu vai lá (para além do Ludwig) ?
Era giro que o evento fosse filmado.
Segundo info no blogue do Sr. Krippahl (http://ktreta.blogspot.com/) “… o debate vai ser gravado. A publicação da gravação depende da autorização dos intervenientes mas penso que pelo menos a minha apresentação poderei disponibilizar.”
Ricardo,
O tema Criação e Evolução é muito espinhoso.
Discordo totalmente da forma demasiado simplista de o encarar. De que evolucionismo falamos? De que criacionismo falamos? Que teorias? Que autores, que teses?
«Não há qualquer debate possível!!»
Qualquer pessoa com amor à verdade e à ciência não pode afirmar uma coisa destas.
Um abraço,
Bernardo
Sr. Ricardo Silvestre
O Prof. Álvaro Santos Pereira é um ilustre ateísta. Foi a Prof. Palmira Silva que apresentou o livro “Diário de um Deus Criacionista” ao público e ambos sabemos que a Professora não é um bom exemplo de alma cristã. O Prof. Álvaro Santos Pereira tem um blogue intitulado “desmitos.blogspot.com” onde poderá ler uma entrevista ao jornal cristão Diário do Minho, onde o Prof. faz um cerrado ataque ao criacionismo, e um post intitulado “o mercado das almas”.
Caro Bernardo
escreveu: «Não há qualquer debate possível!!, Qualquer pessoa com amor à verdade e à ciência não pode afirmar uma coisa destas.”
Diga-me então se uma pessoa com “amor à verdade e à ciência” tem também de andar a debater a teoria do criacionismo das mitologias:
Grega: do Caos originou-se Gaia, Uranus e Tartarus, e a criaçãod a humanidade
Nórdica: com a criação de gigantes e deuses do caos primário com a posterior criação da humanidade,
ou Hindu: da escuridão inicial nasceram Brahma, Vishnu and Shiva que criaram a terra e a humanidade
Qual é a diferença entre ter de debater o criacionismo cristão com estes exemplos que dei? O facto de ter nascido em Portugal no Sec 20?
Eu prefiro usar o meu tempo, e o meu amor pela ciência, a estudar coisas verdadeiras e sérias.
Caro António Parente
Já conhecia o blogue que referiu.
No entanto, a minha critica mantêm-se:
Repito aqui alguns dos “temas”
“teologia da Criação e teoria da Evolução” - a Evolução só é considerada como teoria por quem não quer reconhecer que já o deixou de ser por causa da quantidade de informação que a sustenta - passou a ser um “facto”. Apenas os criacionistas podem continuar a defender que “não há provas suficientes”
“Razão da Criação ou Fé na Evolução” - Não há nada de “fé” quando se defende a Evolução das Espécies
“defende o pensamento criacionista” - como se pode defender o pensamento criacionista? Apenas se achar que essa ideia tem algum mérito
Caro Ricardo
Por mais que a ciência evolua-a, nunca se conseguirá alcançar a razão primordial de todas as coisas, sendo por isso totalmente possível discutir ciência, fé e Deus. E há muito para discutir, principalmente quando há tantos preconceitos e ignorância nos temas teológicos e sobre as opiniões da Igreja Católica, estando este desconhecimento, por acaso, bem patentes nesta página.
Apesar de ser totalmente defensor do evolucionismo, não existem provas concretas de que não se deu criação das espécies, mas apenas evidências de evolucionismo.
Cumprimentos
Como querer destruir a fé de que DEUS é o NOSSO Criador? Mesmo que a ciência prove o evolucionismo, e mesmo que haja evolucinismo de fato , DEUS é o o Criador. Essa aqui vai pra vc que precisa olhar mais pra vc mesmo fe descobrir que vc é grande, centro de criação de DEUS, e não um simpres verme perdido no Universo!!!
Essa Te(RRO)ria é apenas e descaradamente uma arma psicológica que está sendo implantada pelas teo-ditaduras da divina transparência. Os extratos-cúmulos do absurdo desse nojento esgoto que vem inundando os países vão desde o famigerado 11/09 à sanções sobre Físicos não serem competentes para a Petrobrás.
Estamos sendo subjugados por assassinos, dissimuladores sem escrúpulo algum para com absolutamente nada; e estamos impávidos, ou lívidos, diante disso. É hora de uma posição enérgica nisso.
A paciência já esgotou:
O texto a seguir é um caso sério, mas em certa altura pessoas quase mijam de rir. Talvez seja porque alguns de nós riem para suplantar um problema num difícil momento de sobrevivência.
O Criacionismo na Fidelidade Rigorosa da Bíblia.
O que é intrigante é a posição da Terra em relação ao céu. Parece que o Muito Grande e poderoso sentado no Trono, quando dá uma descarga vem tudo direto pra cabeça de suas igrejas. E quando isso chega, a Terra fica com cheiro não muito bom. Talvez isso explique porque nos sentimos mal quando seus escolhidos superiores passam um mau-hálito quando falam tanto e tão perto de nossos ouvidos.
Parece que somos como que uma espécie de pano-de-chão lá de cima.
Rigorosamente pela escrita nosso pai, na melhor das hipóteses, é um assassino; o outro rapaz era bom; o poderoso não achou bom revivê-lo, e deixou o assassino se dar bem com as cabras. Daí que, uns de nós cismam, com certa razão, que são ovelhas; e os homens já têm assim coceira de chifres desde novos. Nosso avô é um mentiroso; nossa avó andava dando idéia às escondidas pra uma cobra. Como ela já gostava de cobra mentiu também pra ver se conseguia segurar no cipó do nosso avô.
É uma HESTÓRIA linda; e muito criativa; e explica pra nós direitinho nossa condição nesse reino. Pra azar de nosso avõ ele ainda teve também dois filhos, igualzinho ao poderoso Manda-Chuva. Nesse reino existe uma certa aversão por mulheres. E parece que pra piorar os dois playboys sem muito o que fazer em suas vidas eternas, vidraram o olho logo aqui pra esse planeta, com tantos por aí. Talvez seja porque é o único que fica embaixo deles; pois no Universo a idéia de em cima e embaixo é de mero contexto proximal e precisa, no mínimo, de referencial. Mas isso não é pra aqui. Isso é coisa de somenos. Como diria o do curso de mau-hálito.
O problema é que esses dois príncipes encantados parece que são muito espertos, apesar de ter um pai preguiçoso, que depende da gente pra fazer tudo, e só vive sentado e dando descarga, e cisma que temos que ficar gritando e batendo palmas pra ele, pra disfarçar o barulho que faz debaixo do trono; assim ele fica bem na fita. Ele é muito capacitado, por isso manda a gente fazer assim. E nos dá velas e cruzes e uma cartilha grossa que devemos ler todo dia de trás pra frente e de frente pra trás, pra decorarmos a estória desse reino maravilhoso, forte, e conselheiro.
Os príncipes encantados, por serem crias de uma obra perfeita, vivem brigando. Parece que um continua chegado nas cabritas daqui, e o outro se amarrou na idéia de ser suspendido no tronco.
A coisa desandou quando o outro, de sacanagem, chegou pro Tremendo e disse que o principezinho andava se amarrando em preferir só os jumentos; e tava com a idéia fixa de mandar todo mundo se entregar e entrar na onda dele. O negócio ficou feio lá por cima; e o monte de trovão e raio veio bater tudo em cima de quem? Dos filhos das cabras.
Aí é que fica o problema. Porque parece que nenhum dos dois gosta de estudar; mas o pai deles ao invés de resolver a picuinha deles (nessa eternidade), pra nossa sorte manda os dois virem cobrar de nós a leitura da malfadada cartilha.
É uma sina nossa, um karma; que será eterno enquanto dure.
Fim do final.