Favores

“Em declarações proferidas na Casa Branca, George Bush disse que os “Estados Unidos são uma nação de oração”.

Depois de ter sido interrompido por aplausos, o Presidente dos USA continuou por dizer “que num mundo que trata a vida como se fosse algo que pode ser descartado, nos precisamos de uma mensagem que toda a vida humana é sagrada”.

Bento respondeu elogiando o papel da religião nos Estados Unidos

“Desde o início da República que a procura de liberdade pela América tem sido guiada pela convicção que os princípios governadores, políticos e sociais da nossa vida estão intimamente ligados a ordem moral baseada no domínio de Deus, o criaador” disse o Papa.”

Ver aqui.

Para além de ser extremamente irónico termos Bush a falar sobre a “santidade da vida”, alguém que como Governador do Texas enviou um número extraordinário de condenados para a cadeira eléctrica, o que mais sobressai aqui é a clara ingerência do Sr. Ratzinger em assuntos internos da política Americana.

Esta frase que, desde o início da formação do país Estados Unidos da América, a procura de liberdade ter sido guiada pelos princípios que o senhor afirma, é errada, e só mostra, ou ignorância da história Americana, ou o acto deliberado de “fazer um favor” aos religiosos que nos Estados Unidos se opõem à separação do Estado e da igreja. Ao estar o Sr Ratzinger a fazer algo assim, é um claro incentivo para a continuação da tentativa de minar a primeira emenda da Constituição Americana por parte dos religiosos daquele país.

Falando novamente de ironias, o início da procura de liberdade religiosa nos USA começou exactamente com a formação de uma República secular, onde o Estado não podia favorecer qualquer religião sobre a outra. E tudo isso começou porque um grupo de Baptistas (um grupo cristão) em Danbury, Connecticut escreveu a Thomas Jefferson a pedir-lhe protecção dos… Congregationalists (outro grupo cristão) de Danbury .

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