Nova Lei do divorcio, mais um passo em frente!

Nova Lei do divorcio, mais um passo em frente!
O projecto de lei n.º 509/X, que já mereceu críticas de responsáveis da Igreja Católica em Portugal, apresenta o nosso país como um pioneiro, ao ter consagrado outras iniciativas no inicio do século.
Afirma o Grupo Parlamentar Socialista que “a modernidade assenta na ideia transformadora da capacidade de cada indivíduo e na procura da realização pessoal traduzidas, no plano do casamento, na valorização das relações afectivas em detrimento das imposições institucionais”. “O que está em causa não é necessariamente o abandono das referências religiosas, mas antes uma retracção destas para esferas mais íntimas e assumindo dimensões menos consequenciais em outros aspectos da vida”.
Na sua última Assembleia Plenária, os Bispos católicos do nosso país afirmaram que “a CEP segue com atenção as iniciativas legislativas referentes ao casamento e ao divórcio, lembra particularmente aos católicos a doutrina da Igreja sobre o matrimónio e preocupa-se com tudo o que fragiliza ainda mais a estabilidade social, que tem no casamento e na família o seu fundamento”. …
Fonte: LUSA

Mais um passo foi dado no sentido de os cidadãos portugueses poderem dar rumo a sua vida, independentemente das confissões religiosas que professam, ou que são professadas pela maioria dos portugueses.

Não era de todo concebível, que numa sociedade que se pretende moderna, pluralista e respeitadora das liberdade e direitos individuais, fosse obstada uma decisão individual, por uma directiva religiosa, que pretendia impor regras e comportamentos gerais, mesmo aos que não se reviam nessa mesma confissão religiosa.
Dá assim o Estado Português, mais um; importante passo no sentido do respeito de mais uma liberdade individual de decisão, manter ou não um matrimónio, em que pelo menos um dos membros não encontra razões que justifiquem os laços que o mantinham.
Todos sabemos, quantas vezes mulheres, foram sacrificadas no altar do conveniente e socialmente correcto, sendo as suas vidas não mais mero vegetar ou sobreviver, porque não lhe era permitido por lei quebrar o vínculo civil que tinham assinado no dia do casamento.
Não somos ingénuos, claro que sabemos que vamos continuar a assistir, a perversidades e discriminações, mas este foi de facto um passo decisivo, para acabar com uma discriminação que era, muita vezes aviltante para quem, homem ou mulher, pretendia recomeçar a sua a vida, e se via inibido de o fazer por uma lei fortemente influenciada por um credo religioso.

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