1984
Por Ricardo Silvestre • 15 Abr, 2008 • Categoria: Informação Jurídica, Nacionais, Notícias“O Reitor da Universidade Católica Portuguesa (UCP), Manuel Braga da Cruz, considera que as relações entre o Estado e a Igreja estão a viver “momentos críticos”, algo que nada fazia prever depois da assinatura da nova Concordata, em Maio de 2004. Braga da Cruz falava este Segunda-feira, à margem das Jornadas Parlamentares do CDS-PP, que decorrem em Viseu.
Segundo este responsável, é necessário evitar uma “questão religiosa”, frisando que, da parte da Igreja, não deve haver “nenhuma cedência à provocação, nenhuma cedência à tentação de contribuir para que uma questão religiosa se venha a desencadear em Portugal”.
O Reitor da UCP apelou à urgente regulamentação da Concordata, referindo que na ausência de regulamentação, “a interpretação dos problemas entre o Estado e a Igreja é deixada ao livre-arbítrio de uma série de quadros da administração intermédia do Estado”. “
Ver aqui.
Antes de começar, e principalmente para que este artigo não se torne num tema político, o autor deste texto é alguém que se caracteriza como “de direita” no espectro político. Como tal, não vamos por ai. Ok?
O Sr. Cruz devia dar exemplos das provocações a que a “igreja não deve ceder”. Será que a aplicação de medidas seculares naquele que é um Estado laico são vistas pelo Reitor como “provocações”? E qual é o receio de que se “desenvolva uma questão religiosa em Portugal”? Receio do debate? Receio de ser confrontando com pontos válidos? Receio de ser apontado qual deve ser o lugar numa sociedade moderna e progressista?
E quanto ao “livre-arbítrio dos quadros (..) do Estado”? Quererá o Sr. Cruz que seja a igreja a ter a última palavra em todas as decisões do Estado?
Se fosse possível, o que estes senhores tinham era um “Ministério do Amor”, como o da obra de George Orwell, 1984.





…Era só para lembrar este Sr.Ricardo Careca que o estado pode ser laico e o raio-que-o-parta mas o povo não o é.
E Deus te livre a ti e á tua seita, que venha a existir uma questão religiosa.Porque nos encortaria o tempo…