Fraudes e mentiras (parte 1)
Por Ricardo Silvestre • 10 Abr, 2008 • Categoria: Ciência & Educação, Cultura, Internacionais, NotíciasO PORTALAteu está a seguir atentamente todas as tropelias relativas à estreia de um “documentário” criacionista que se chama “Expelled” (Expulso, em Português).
Basicamente o filme é uma obra de propaganda religiosa, mal realizado, mal escrito, mal produzido, com várias mensagens que são do mais desprezível possível. As críticas foram arrasadoras, e amanhã falaremos nelas.
Para já vamos falar de como trabalha a “máquina criacionista” a nível de criar um produto para consumo nas suas hostes.
Algumas das manobras desonestas e mesmo sinistras que estas pessoas fazem
1. Na pré-produção do filme, um conjunto de cientistas foram convidados para participar num filme chamado “Crossroads” onde o tema principal era a relação entre religião e ciência. Destes incluem-se Richard Dawkins, PZ Myers, Daniel Dennett, Michael Shermer, Eugenie Scott, entre outros. Depois das entrevistas feitas, os conteúdos foram distorcidos e manipulados.
2. Quando o filme estava em fase de pós-produção, soube-se que o filme se ia chamar “Expelled” e que seria um filme criacionista. Quando confrontado com as criticas dos cientistas que tinham sido enganados, os produtores disseram que o filme tinha mudado de nome durante o período de produção: no entanto, o domínio web www.expelledthemovie.com já tinha sido adquirido no período de pré-produção.
3. Aquando da realização do filme, a primeira cena é o actor principal, Ben Stein, a falar para uma plateia de alunos na Universidade de Pepperdine, uma Universidade Cristã. Das centenas de “alunos na aula”… apenas três eram verdadeiramente alunos, todos os outros eram figurantes.
4. Uma dos filmes técnicos utilizadas no filme, de uma proteína a “caminhar” num filamento celular, foi usada sem autorização, e está neste momento um processo em tribunal para alteração do filme.
5. Os grupos cristãos estão a organizar actividades para tentarem fazer com que o filme seja um sucesso na primeira semana de exibição. Destas pode-se incluir: entrega de bilhetes gratuitos em Universidades, organizações locais para mobilização da comunidade cristão para ir ver o filme, iniciativas de reserva de cinemas inteiros mesmo que não haja “convidados” que cheguem para esgotar a sala, etc.
Só vamos colocar aqui 5, mas há mais. Mas chega para ter uma ideia.
Amanhã, as críticas ao filme.
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