O fim de uma civilização moderna, plural e livre.

Nos últimos 11 anos, a Organização da Conferência Islâmica (Organisation of the Islamic Conference no original) que representa 57 estados islâmicos tem apertado “o nó à volta da garganta” da Declaração Universal dos Direitos humanos, e no dia 28 de Março de 2008, conseguiu finalmente retirar-lhe a “vida” que detinha.

Como apoio da China, Rússia e Cuba (países que pouco têm para mostrar na área dos Direitos Humanos) os Estados Islâmicos conseguiram forçar uma emenda na resolução conhecida por “Liberdade de Expressão”.

O Relator (Rapporteur no original) Especial para as Nações Unidas na área da Liberdade de Expressão é agora responsável por expor “abusos de liberdade de expressão” em temáticas religiosas. Um exemplo desse “abuso”: criticar-se a lei Sharia, lei essa que requer que mulheres sejam apedrejadas até à morte no caso de serem adulteras, ou que homossexuais sejam enforcados, ou que meninas de 9 anos possam ser entregues em casamento (como é o caso no Irão).

O ataque à liberdade de expressão foi liderado pelo Paquistão que fez aprovar a emenda dizendo que o Relator Especial terá de “expor os abusos de lliberdade de expressão que criem actos de descriminação racial ou religiosa…”

O delegado do Sri Lanka fez uma declaração de voto onde se pode ler “se regularmos certas coisas minimamente, podemos ser capazes de prevenir certas respostas violentas nas nossas cidades e nas nossas ruas.”

Assim sendo, corre-se o risco de não se poder exercer o direito de liberdade de expressão porque os oponentes podem se tornar violentos. Pela primeira vez em 60 anos da história das Nações Unidas, um direito humano fundamental foi limitado devido à possível reacção violenta por parte de inimigos dos Direitos Humanos.

Artigo inspirado nesta notícia.

Nada mais há a dizer. É o fim do mundo como o conhecemos.

A liberdade de expressão, é a derradaeira cedência, antes de tudo o resto que consideramos como importante começar a ser reclamado por estes intolerantes… en nome da tolerância.

Com a nossa liberdade de expressão “controlada” teremos mais dificuldade em expor os abusos sobre os nossos outros direitos. Teremos mais dificuldade em expor a corrupção, incompetência, injustiça e opressão, caracteristas que estão associadas (e por caulpa dos religioos) ao fenomeno religioso.

Outros artigos relacionados:

  1. Confusão de conceitos
  2. Pat Condell é agora religioso
  3. Será “ilegal criticar o mal”
  4. Uma (pequena) vitória
  5. 150.000 dólares…