Afrontamentos
Por Ricardo Silvestre • 31 Mar, 2008 • Categoria: Informação Jurídica, Nacionais, Notícias“O projecto do PS de fazer desaparecer o divórcio litigioso da lei portuguesa “é um grande erro que o país vai pagar caro no futuro”, criticou o porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. Carlos Azevedo, para quem este projecto - que será debatido no plenário a 16 de Abril - é mais um sinal claro da postura de afrontamento que o actual Governo assumiu relativamente à Igreja Católica.
“Há forças dentro do Governo que têm uma postura de ataque à Igreja Católica e penso que falta, da parte do primeiro-ministro, uma vigilância coordenadora de actos e medidas avulsas que ferem e atingem quem anda há muito a servir a população”, declarou o porta-voz da CEP.”
Mas as críticas estendem-se também à ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues. “Andámos um ano a fazer interpelações sobre questões relacionadas com a presença da Igreja nas escolas e a ministra não nos responde”, acusa, reiterando a posição assumida pela Igreja relativamente à contestação dos professores. “As reformas são importantes, mas não se fazem por decreto. Tem que se dialogar com as pessoas e uma manifestação como a dos professores não pode ser ignorada”. ”
Ver aqui.
Já se conhecia a expressão “ter os políticos no bolso”, mas isto ainda é mais ridículo. Isto é querer ter os políticos no bolso… das sotainas.
Fantástico! Os senhores padres querem que o primeiro-ministros, ministros, secretários de Estado e lideres galácticos estejam à disposição das “senhorias” para atenderem, esbaforidos, qualquer reclamação e pedido dos porta-vozes do “deus do ceu”. O deus destes senhores deve ter ligado para a o telefone da CEP a dizer que, o aspecto mais importante para o futuro do país não é evitar o colapso dos sistemas sociais, ou combater o aumento da insegurança. Não. É o fim do divórcio litigioso. É isso que vai “custar caro” ao país.
Mais uma vez se constata que a ICAR (ou qualquer outra, aqui não há diferenças) teima em não perceber qual a dimensão que deve ter numa sociedade secular.
Atenção senhores padres. O tempo em que mandavam na política nacional já passou (que saudades que devem ter da “tempos antigos”).
Reduzam-se ao papel que têm, como contadores de histórias de fantasia, consoladores de velhas beatas com medo da morte, e com os “serviços à população” que vos procure para essa “ajuda”.
Não andem a evangelizar quem não sabe melhor, ou a dizer mentiras a jovens em idade escolar.
Que o Governo continue a ter a coragem necessária para defender o Estado Laico que deve ser o Estado Português.