Em Weston, WI (nos Estados Unidos) uma menina de 11 anos faleceu ontem devido aos seus pais terem rezado para as suas melhorias, no lugar de terem procurado ajuda médica para tratar uma forma de diabetes que a menina tinha, isto relatado pelo Chefe de Polícia, Dan Vergin.
A menina, Madeline Neumann morreu no Domingo, depois de “ter ficado progressivamente doente até não aguentar mais” disse o Chefe de Polícia.
A autópsia determinou que a menina morreu de ketoacidose diabética (uma condição onde o PH do sangue aumenta em excesso devido a uma acumulação de corpos cetónicos). A condição devia existir pelo menos nos últimos 30 dias da sua vida, manifestando-se em sintomas como: náusea, vomito, sede excessiva, falta de apetite e fraqueza.
Ainda segundo o Chefe de Polícia, os pais da menina, Dale e Leilano Neumann, atribuíram a doença a “não terem fé suficiente”, e que a solução para isso era “continuar a rezar. Chamar mais pessoas e continuar a rezar.”
A mãe, Leilano, acredita que a sua filha ainda pode ressuscitar.”
Ver a notícia aqui.
Apetecia-me escrever muita coisa, mas francamente não tenho vontade.
Fica aqui a nossa tristeza e incompreensão por mais um caso assim. Que pouca sorte se ter nascido de pais, de uma cultura, e de um mundo tão irracional como este. Todos são culpados. Todos.
Até mesmo nós, os ateus, somos culpados, por não expormos e lutarmos mais contra este irracionalismo religioso.
Madeline Neumann. 1997-2008

Mais uma vítima do dogmatismo e irracionalidade religiosa.
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A única esperança que resta é que toda esta gente se mantenha coerente e aplique o mesmo critéria a ela mesma:
Sr. Dale e Srª Leilano: quando estiverem doentes, por favor, NÃO consultem um médico; rezem. Rezem muito…
Realmente Lucas.
Obrigado pelo seu comentário.
RS
Caro Ricardo, espero que manifestes o mesmo entusiasmo para todos os casos em que, sem rezar, as meninas morram depois de irem ao médico. Como ser racional que és, e não estupidamente religioso, apreciarei com igual interesse os teus comentários nesses casos.
João, com a medicina e a ciência há a certeza que se irá fazer tudo ao nosso alcance para salvar essas crianças. Se não foi possível, ou é porque a tecnologia e o conhecimento actual não o permitiram, ou por má prática do profissional. Não há comparação possível entre um procedimento médico insuficiente, com a insuficiência provada de uma oração. E choca-me que alguém possa sequer escrever que “espero que tenhas o mesmo entusiasmo em todos os casos (…)”. Que escolha infeliz de palavras.
Quando as meninas morrem depois de irem ao médico, das duas uma, ou não havia nada a fazer, ou o médico não fez o que devia.
Em relação a Deus, gostaria de ter a mesma possibilidade de sentá-lo no banco dos réus por negligência médica sempre que um ser humano morre. Afinal, tanta divindade serve para quê?
Bem…mas mesmo que Deus fosse alguém que concedesse imortalidades, acho que tão teria pachorra para aturar malta como Jesus, os apóstolos ou os santos por toda a eternidade! Irra! “Granda seca”!…
Eu consigo encontrar apenas uma palavra para esse caso: imbecilidade.
Um dia, se eu aprender a rezar, rezarei para que Deus tenha mexericaria sobre as suas almas.
O Sr. e a Sra. Neumann são dois criminosos. De forma directa ou indirecta foram responsáveis pela morte a pequena Madeline Neumann. Espero que sejam punidos por aquilo que fizeram.
Mas as instituições religiosas também são responsáveis. Se estivessem mesmo preocupadas com os seus fiéis podiam preveni-los que o Homem é uma criação de Deus, logo as ferramentas que o Homem desenvolve na medicina também são responsabilidade Divina.
Ricardão, desculpa não partilhar do teu entusiasmo pelas certezas da “ciência”. Essa ciência é a mesma que ha umas centenas de anos nos tirava o sangue como método curativo e ha umas dezenas nos bombardeava com radiação para o mesmo efeito.
No entanto concordo que não há comparação.
O objectivo da religião não é o da medicina. Por esse motivo acho que é completamente abusivo responsabilizar a religião pelo não tratamento da criança. Tratam-se de opções individuais que merecem no minimo a nossa melhor compreensão. Não acredito que ninguém amasse mais a menina que aqueles pais.
Tu farias outra opção, mas não sabes se terias melhor resultado.
É muito fácil culpar a Deus e a religião por coisas desse tipo… É fato que os pais da garota vacilaram, mas DEUS NUNCA proibiu ninguém de procurar um médico para se tratar, se a pessoa faz uma coisa dessas ela deve ter um motivo muito próprio… A gente só precisa ter cuidado como culpamos e quem culpamos…
“DEUS NUNCA proibiu ninguém de procurar um médico para se tratar”?
Sim…de facto; eu bem tentaria arranjar uns bons psiquiatras para tratar Deus com as suas megalomanias, mas infelizmente, não saberia para onde mandar a conta. A caixa postal divina ainda não vem nas Páginas Amarelas e os representantes oficiais de Deus na Terra andam mais preocupados em canalizar dinheiro para os processos de pedofilia dos seus colegas. Portanto…Deus continuará por aí, feito Emplastro invisível na imaginação das pessoas, “dizendo” coisas ao sabor de cada delírio individual…