Ganhar a vida a mentir a crianças

Por Ricardo Silvestre • 25 Mar, 2008 • Categoria: Ciência, Ciência & Educação

Estes vídeo deixam-me verdadeiramente revoltado e desolado.

Pode ser uma posição extremista, mas devia ser vedado a entrada em museus, ou locais de conhecimento a estes charlatães, mentirosos, vis e repugnantes criacionistas.

Olhem para a cara das crianças à medida que lhes é enfiado este “veneno intelectual”: a tentativa criminosa de afastar estes jovens da ciência, da técnica, do engenho humano.

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Uma desgraça!

Pode ser que, com um pouco de sorte, estas crianças se consigam libertar de tal monstruosidade.

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17 Respostas »

  1. Não deixam margem para duvidas…voces não passam de uns…!
    Só dizem parvoices……se para esta … de site.
    Vão trabalhar nas obras seus …não teem mais nada que fazer que andar a envenenar as pessoas
    e a provocar em quem acredita….Palhaços de…

    (comentário alterado pela Administração do PORTALAteu)

  2. : “Porque virá o tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas suas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas”.(2Tim. 4,3-4).
    ESTA GENTALHA SÓ ESCREVE HERESIAS.
    ESTE MALDITO SITE É SATÂNICO.

  3. Pergunto-me se vocês de facto percebem sequer do que se constituem as entidades e movimentos satânicos.

    Sinceramente, começo a perguntar-me se por acaso todos este nomes roídos de revolta não serão apenas uma ou duas pessoas que utilizam nomes falsos para mostrar número e tentarem em vão intimidar quem escreve por cá, é tudo mais fácil quando se está escondido do outro lado do teclado não é?

    Gastem este tempo em coisas úteis como leitura entre outros, mesmo que sejam as vossas escrituras e caso queiram comentar os nossos posts ao menos tenham a capacidade de formular um diálogo coerente e não uma enxurrada ofensiva e sem nexo de ódio imaturo se fizerem favor.

  4. Vou responder á tua pergunta.
    Eu só posso responder por mim,porque falo por mim Monica Veloso.Eu efectivamente não sei nada de mov.satanicos,
    mas tu sabes.Tu e todos que escrevem estas heresias contra a Igreja.E quem se esconde atras de um teclado és tu e essa seita maligna.Se quiserem dar a cara é só dizer…veriam o que uma mulher ofendida na sua crença seria capaz de vos fazer.Cortava o mal pela raiz.Quanto ao tempo util. Acho que deves arranjar um hobbi que não tenha que magoar ninguem nem ofender os catolicos.Seria mais util empregares o tempo a fazer voluntariado,ajudares quem precisa,e não a prestarem-se a este serviço,Eu só falo das coisas em que acredito (Deus) quando não acredito não perco tempo a comentar,não sou maluca.

  5. Graças a Deus, que ainda existe pessoas que se importam com os actos de pessoas insanas, que estão agindo em favor de “Satanás””, devemos combater com insistência qualquer situação de ofensa aos cristãos.
    O mais correcto é relatar publicamente o nome das pessoas responsáveis e que actuam contra a sociedade e a religião em geral.

  6. Esta manisfestação me enche de renovada esperança, vejam o que é a Igreja, Povo de Deus unido contra o inimigo.
    Este exemplo deveria ser seguido em diversos campos onde a familia é claramente atacada, esta que é a célula mater da sociedade.Veja-se e oiça-se o que se diz por aqui.Esta gente danosa e infame ataca constantemente os valores cristãos.Mentindo e mentindo e mentindo.Isto é obra de alguns seguidores do demo.
    ABAIXO ESTE TIPO DE SITES QUE SÓ PROMOVEM A DISCORDIA E TUDO FAZEM PARA BANIR DA SOCIEDADE OS VALORES CRISTÃOS.

  7. …Ganhar a vida a mentir ás pessoas.Mal de quem vos ouve ou lê o chorilho de mentiras e calunias que dizem por aqui.
    Se alguem mente são vocês, que querem incutir na cabeça das pessoas os vossos pesadelos.Como ja se sentem perdidos querem levar alguns convosco.Tenho muita pena de vocês..

  8. Cara Mónica Veloso.

    Felizmente não sou satânico, aliás pense bem. Se eu não acredito em religião ia acreditar nos ensinamentos de seitas que têm também figuras espirituais? Pense lá bem antes de dizer coisas sem sentido. Para além do mais ser satânico é como ser Hippie já ficou fora de moda faz uns bons anos.

    Quanto a mostrar a cara, basta ir à área “quem somos” e estamos lá todos aqueles que vocês odeiam.

    Tanta conversa, para no final mostrar que se inclui apenas no mesmo pacote que todos os outros que refiro no post “Para lá de um teclado” e sinceramente, vocês começam a soar todos uma reciclagem uns dos outros parecem cada vez mais estranhamente…as mesmas pessoas? Será?

  9. Daniel Silvestre, o satanismo não tem figuras espirituais, pelo menos aquele se sustenta em racionalidade. Existem figuras, mas são simbólicas e metafóricas, não possuem qualquer significado dogmático ou religioso, o satanismo é ateu, simplesmente engloba em si simbologias importantes a nível cultural, seja o pentagrama, com 3 vezes mais idade que o cristianismo, seja a figura de deuses chifrudos, deuses esses oriundos de várias religiões e culturas chacinadas pelo cristianismo, é fácil encontrar esses deuses nas mitologias do Antigo Egipto, nos Celtas, nos Astecas, e por aí adiante. E Satanás é uma palavra muito antiga que significa opositor. É a simbologia e a metáfora por trás de algo tão simples como isto. De qualquer das formas, é impossível atribuir a figura de Satanás ao cristianismo de uma forma dogmática, porque o cristianismo é um monoteísmo, logo não podem existir dois deuses, a simbologia é esta: Satanás é o inimigo de Deus, sendo os Abraamanismos monoteístas, Satanás é o Ser Humano, inimigo de tudo aquilo que o tenta fazer escravo de qualquer entidade divina. Se existem cristãos a adorar os diabos e demónios e outras coisas estúpidas é problema deles, mas são livres de adorar quem quiserem, sejam o deus cristão ou as figuras dos demónios cristãos.

    E vou ter de discordar completamente de ti, sobre o satanismo e as filosofias de vida “hippie”, elas estão mais vivas e mais difundidas do que nunca, e continuarão a crescer e a expandir-se, embora se possa ter outra noção sobre isso com a censura total às contra-culturas e a sua demonização através da comunicação social, que obviamente também acontece com o ateísmo, o termo ateísmo aparece na comunicação social exclusivamente através de quem? Padres católicos. Mais ridículo que isto é impossível. Nos anos 60 as contra-culturas eram mais visíveis, aliás, nesse tempo terá sido um dos mais pacíficos e vivazes tempos da Humanidade, depois rapidamente foram marginalizadas, censuradas e perseguidas, o que não fez com que desaparecessem ou sequer minimizassem o seu crescimento.

    Muito poderia falar sobre as vidas excelsas e repletas de Humanismo Secular dos movimentos de contra-cultura, mas apenas como exemplo, Hofmann foi considerado o maior génio vivo da Humanidade no ano passado, e ele é um dos grandes bastiões da contra-cultura psicadélica. De qualquer das formas, são movimentos muito selectivos, muito pouco propensos a exporem-se a quem quer que seja, tanto para não serem contagiados com as podridões sociais, como para poderem existir na harmonia e vivacidade que possuem. Eu pessoalmente sigo essa perspectiva, manter as coisas excelsas em anonimato, para que não se corrompam com as deteriorações sociais.

    Peace and love! :)
    Flower Power! :)
    Hail Satanás! :)

    P.S.: Qualquer interesse em conversar sobre estas temas apenas o faço em privado. Não acredito no dogma da Laicidade.

  10. Impressionante é ver como os ateus só enxergam o próprio umbigo,pensando no direito unilateral,sem pensar que os católicos somam a maioria e têm todo o direito de serem respeitados na sua fé!

  11. Achei interessante a tua exposição sobre Satanismo, Bruno, mas devo discordar de ti em alguns pontos:

    Em primeiro lugar, não vejo como pode o satanismo ser tão ou mais válido como o cristianismo se por cristianismo se compreender todo pensamento filosófico de Jesus (questionável é certo, já que o conteúdo de muita literatura – gnóstica ou outra, acerca dele parece intrometer-se na ortodoxia vulgarmente aceite). Assim, poder-se-ia chamar “cristão” a alguém da mesma maneira que se chama “socrático”, “platónico”, “confucionista”, “cartesiano”, “kantiano”, etc.; uma adopção puramente filosófica e intelectual do conceito “cristão”, despojado de qualquer conotação sobrenatural. Cristão seria então alguém que seguisse simplesmente a filosofia de vida de Jesus; e como tal, por paradoxal que pareça, um ateu até poderia ser “cristão”.
    Agora…“Satanismo” torna as coisas mais complicadas; antes de mais quem foi “Satã”? O que escreveu ou defendeu “ele”? Dir-me-ás que o satanismo é uma filosofia não individualizada, é “um modo de estar e pensar”; mas, “estar e pensar” de acordo com que pressupostos? Pelo que entendi, parece que o pressuposto primordial é o da mera oposição “à cultura vigente” (daí, a contra-cultura). Ora, a oposição “a algo” faz-se no campo próprio desse “algo”: se me disseres que és “anarquista”, compreendo que a tua motivação seja política; quando me dizes que és “satânico”, não vejo outro campo de digladiação que não o do campo sobrenatural (ainda que simbólico). Logo, não te encontras “preso” na outra face da mesma moeda que o crente? A tua forma de encarar o satanismo, implica que tenhas de colocar no mesmo plano de igualdade, a maçonaria, o rosa-crucianismo, o catarismo, etc.
    Em relação às contra-culturas, acho bastante interessante esse fenómeno. No entanto, aureolá-las de virtudes redentoras e purificadoras só porque têm o estatuto de contra-cultura não me parece adequado. Nos tais anos 60 que falaste, muitas das contra-culturas que emergiram, trouxeram para o ocidente o fenómeno do “guru”, o guia espiritual estilo Osho (um tipo bem castiço por sinal!); terá isso sido positivo? Eu acho que sim, da mesma forma que terá sido positivo o surgimento do cristianismo como “contra-cultura” na Antiguidade! Só que tanto um como outro fenómeno, geram inevitavelmente perversões: a institucionalização, o seguidismo do líder, a submissão ritualística, a mistificação, a deturpação da mensagem original, etc. Nada daquilo que se julga “puro” se manterá para sempre (tal como o constatou o pobre Leonardo DiCaprio no filme “A Ilha”) :)
    Houve alguém que terá escrito aí ou num blog pessoal que era necessário substituir a religião pela arte. Como tive oportunidade de dizer, substituir uma forma de submissão por outra, pode até ser terapêutico quando temos plena consciência do nosso grau de envolvimento e empenho na submissão, no entanto, isso não vai mudar a realidade. Todos nós buscamos a uma qualquer forma de transfiguração para fugirmos do espectro da morte; Richard Strauss demonstrou-o no seu “Tod und Verklarung”; uns buscam-no na arte, outros, na religião. Nenhum deles joga com a verdade, já que a realidade não é isso. Satanismo como opiácio anestésico para a condição humana? Porque não, ora essa? É uma opção tão válida como andar na montanha-russa, fazer surf, ler um livro ou ir ao cinema. Dar-lhe um valor superior, colocando-o num pedestal rotulado “aqui jaz a imunização contra a conspurcação mundana”? Isso, julgo eu, será não só demasiado pretensioso e elitista, como falacioso.
    No filme “Little Miss Sunshine”, um maravilhoso filme de “loosers”, existe um personagem muito nietzschiano e precoce que só quer acordar para a vida quando entrar na universidade (pois é aí que ele pensa poder encontrar a erudição que não encontra na sua miserável existência diária); o tio, muito proustiano, dispara esta de rajada, bem à medida da filosofia do sobrinho: “só queres acordar quando entrares na universidade? Imagina a quantidade enorme de sofrimento que estarás a perder!”

    PS: Já sabem agora um dos motivos porque venho a este site: com tanto católico fundamentalista por aqui, imaginem a quantidade de sofrimento que estaria a perder se não viesse!

    Cumprimentos a todos.

  12. Excelente comentário, Lucas. Espero que o Bruno não me leve a mal mas, por aquilo que eu conheço do Bruno, a atitude satânica terá essencialmente motivações contra-culturais. Assim muito ao estilo de alguns fenómenos da “generation gap”.

    No entanto, deve dizê-lo, a energia que o Bruno utiliza nas suas opiniões é invejável. Quando leio o Bruno, pouco me interessa se encontro uma ou duas falácias lá pelo meio; a sua pujança contra-cultural é arriscada, certamente, mas contagiante.

    Já diversas vezes discordei do Bruno nalgumas opiniões, quando fomos colegas no Diário Ateísta, mas sempre apreciei - e continuo a apreciar - a sua frontalidade.

    Correndo o risco de soar a um daqueles velhos dos Marretas, diria que temos que dar tempo ao Bruno para trocar essa pujança por um maior rigor. Espero, no entanto, que isso ainda demore muito tempo a acontecer.

  13. Claro que sim Helder: precisamos do nosso Lord Byron tal como ele é :)

  14. Lucas Samuel, abordaste alguns excelentes pontos, a ver se exponho aqui o cerne e as ideias sobre o mesmo.

    Relativamente à validade do satanismo enquanto definição, esta não podia ser mais válida, tudo o que foi movimentos de libertação relativamente à Igreja Católica teve a conotação de movimento satânico, seja o calvinismo, o luteranismo, as filosofias e culturas indígenas das Américas, ou pessoas que emanaram pensamentos libertários em algum contexto, portanto o satanismo, se se perspectivar a essência da palavra, pode ser visto como um oposicionismo. E claro está, se não existirem más ideias, más morais, maus comportamentos, o termo passa a ser um monte de nada. Mas passando a uma perspectiva mais afirmativa, ou ideias que podem nascer dessa perspectiva satânica. Uma ideia que muita gente já teve foi analisar o Index Librorum Prohibitorum da Igreja Católica em busca de livros interessantes, em busca de filosofias de vida interessantes e de cultura e arte que realmente mexem com os nossos sentidos e sensações, assim sendo, pode-se perspectivar essa ideia de analisar o que foi identificado como satânico pela Igreja Católica em busca dessas mesmas coisas. E, por exemplo, eu adoro descobrir os deuses dos povos que foram chacinados humanamente e culturalmente pelo cristianismo, onde estão esses deuses? De uma forma metafórica se pode dizer que neste momento se encontram no Inferno cristão. Portanto, pode-se dizer que gosto de ir até ao Inferno para ir buscar boas ideias, seja na cultura do Antigo Egipto, na dos Astecas, na dos Maias, na Celta, alguma da Grega e Romana, e por aí fora. Estas são algumas construções que considero interessantes relativamente a um uso do rótulo satanismo, e geralmente não gosto de usar rótulos, nem anarquismo, nem satanismo, nem surrealismo, nem psicadelismo, nem ateísmo, nem humanismo secular, porque senão preencho textos com carimbos e as verdadeiras essências podem ficar algo desvirtuadas por a maioria das pessoas não saber o que esses rótulos significam, mas como essa mesma maioria é cristã, tem opiniões formadas sobre eles sem nunca ter feito a mínima ideia dos que as coisas realmente são, vivem num mundo de ilusão e tentam passar esse mundo de ilusão usando termos e ideias que são de outras pessoas. Mas o termo que mais considero apropriado para mim será o Ateísmo, especialmente dentro de definições como a de Sam Harris por exemplo. O que é o ateísmo? É a destruição de más ideias.

    Sem dúvida que é possível, pelo menos teoricamente definir uma filosofia de vida completamente racional baseada no cristianismo, talvez, em termos práticos o que mais disso se aproximou terá sido o anarquismo cristão, com defensores do mesmo como Liev Tolstói. Mas os dogmas continuam lá, em termos práticos acaba por ser muito difícil essa construção filosófica. Depois temos o problema da ideologia associada a um único indivíduo, assim é o cristianismo, as ideias associadas a um tal de cristo, logo a margem de manobra é mínima, quase nula sabendo que esse indivíduo não escreveu nenhum livro, e nula, a meu ver, quando apenas se possui fragmentos soltos de alguém que disse que outra pessoa tinha dito que o tal de Cristo disse. Basear uma filosofia de vida nisto não é nem nunca foi muito racional nem intelectual. Por exemplo, se percorrermos as filosofias de vida do tal de cristo, lemos coisas como “Portanto, se o teu olho direito te escandalizar, arranca-o e atira-o para longe de ti; pois te é melhor que se perca um dos teus membros do que seja todo o teu corpo lançado no inferno. E, se a tua mão direita te escandalizar, corta-a e atira-a para longe de ti, porque te é melhor que um dos teus membros se perca do que seja todo o teu corpo lançado no inferno.”. Coisas como auto-amputação são pura e simplesmente estúpidas. Parece-me mais fácil conseguir que um peixe ande de bicicleta que conseguir uma filosofia de vida racional, humana, honesta e intelectual baseadas no que o tal de cristo disse.

    Relativamente à filosofia de vida satânica, esta não possui grandes filosofias, basicamente aplica o ateísmo como destruição da moral religiosa e afirma as necessidades carnais e intelectuais do Homem, e depois de se atingir uma estatura de maturidade racional e moral, conceito ambíguo obviamente, simplesmente realizar os desejos que se possui. Assim sendo é algo completamente individualista, nenhum indivíduo com essa maturidade racional e moral possui as mesmas necessidades existenciais que outro indivíduo, porque cada indivíduo tem objectivos de vida diferentes, assim sendo, parece-me uma ideia interessante tentar fomentar uma união social entre pessoas que possuam essa maturidade, e aqui já se entra nos campos mais relativistas que se podem imaginar. Mas explicando o que eu, se me identificasse com o rótulo do Satã, arquétipo portanto, diria sobre a filosofia de vida. Alguém que me perguntasse a opinião sobre se acho moralmente correcto o sadomosoquismo, porque essa pessoa possui fantasias sadomosoquistas, lhe diria, mata a moral e realiza os teus sonhos e fantasias e tenta o maior prazer possível dos teus desejos, que Satã te acompanhe. Esta poderia ser uma forma metafóricamente religiosa de lidar com morais e filosofias de vida. Gostavas de fazer um menáge à trois mas tens dogmas morais a amarrar os teus desejos? Mata a moral e faz um ou mais menáges à trois, e se quiseres convida-me que eu também vou. Queres experimentar LSD mas é crime e tens medo que a experiência seja demasiadamente excelsa para o teu conformismo quotidiano? Lhe diria, não sei o que é o LSD, mas quando não existem vítimas não existe um crime, existe um pecado moral, mata a moral e faz aquilo que te proporcionar mais prazer. O arquétipo de Satã pode ser comparado, por exemplo, ao Anticristo de Nietzsche.

    Mas voltando às ideologias focadas numa pessoa, que me parecem erros grosseiros, vejo isso também no ateísmo, quando fala em Darwinismo onde devia falar em Evolucionismo, porque Darwinismo são as ideias de Darwin, apenas, e Evolucionismo é uma teoria Humana, que é desenvolvida por imensas pessoas. Parece-me um grande diferença entre falar das ideias de um Homem convertida em movimento ou teoria, das que são ideias do Homem. Ou exemplos como o marxismo. São ideias de um único Homem, quando se devem fazer teorias sem associação a um único indíviduo, pois todos os Homens são imperfeitos, logo, as coisas devem tentar caminhar para a perfeição utópica através da correcção e dos fluídos de ideias entre vários indivíduos. Isto para dizer que Satã não existe como realidade, mas como arquétipo, e que pode cair nesse erro de associação a um indivíduo e as ideias deixarem de fluir livremente, e as más ideias deixarem de ser destruídas.

    Sobre a questão da face da mesma moeda, esse é provavelmente o campo mais perigoso do satanismo, ou seja, se ele se expõe como cultura sofrerá automaticamente o contágio do cristianismo, e nasce algo como o cristianismo invertido, e é o que acontece infelizmente. Pessoas com pouco conhecimento e pouca maturidade racional e moral rapidamente interpretam o satanismo como sendo a inversão do cristianismo, e temos o satanismo cristão, adoração do diabo cristão e dos demónios cristãos, não como metáforas, mas como se fosse essa a realidade das coisas, e já vi coisas muito estúpidas nessas lides. Daí a minha opinião mais conservadora relativamente às contra-culturas, não se deve misturar as àguas, o grau de imaturidade moral e intelectual da maioria das pessoas faz com a essência das coisas vá pelo cano abaixo. Ideias fantásticas em campos filosóficos e artísticos rapidamente passam a coisas estúpidas quando entram na cultura. E depois resta o caos, uns dizem que uma coisa é isto, outras dizem que é aquilo, e depois acaba-se por não se fazer a mínima ideia do que é que se está a falar.

    Assim sendo parece-me que o satanismo nasce de uma ideia excelente, fantásticos alicerces, agora relativamente aos edifícios construídos já será propenso à opinião positiva ou negativa de cada um, pessoalmente considero que o satanismo nasce com contaminações da sociedade Americana, excesso de tendências de darwinismo social, de capitalismo e de espectáculo visual a mais e profundidades filosóficas a menos, isto de uma forma mais geral e relativamente a alguns dos pontos que não concordo, no resto concordo parcial ou inteiramente, e relativamente às concordâncias não costumo dissertar muito, gosto mais de debater pontos de vista diferentes e experiências diferentes.

    Relativamente ao elitismo e às falácias, isso não é tão directo quanto isso, parece-me existir uma tendência no cerne do movimento para a rejeição de determinadas posturas de ditadura artística, porque significados de vida devem ser encontrados por cada indivíduo, logo possuem objectivos e gostos diferentes, mas de facto pode existir elitismo, o elitismo racional, e o elitismo irracional. Por exemplo, em termos musicais, comparando um dos meus imensos gostos, o álbum Symphonic Adventures de Synsun, um projecto musical Ucraniano de fusão entre música clássica e trance psicadélico, e o gosto de alguém que diz que Tony Carreira é arte, neste campo provavelmente terei uma postura elitista racional, apoiada por vastos argumentos sobre arte e sobre a complexidade sonora e inovação genial de SynSun e da vacuidade, simplicidade e niilismo absoluto de Tony Carreira. Mas a questão é complexa nos campos de elitismo, geralmente ele nasce sem bases sólidas ou sem qualquer razão de ser, e claro que vai depender de individuo para individuo, e de contexto para contexto, muitas pessoas que se familiarizam com o Satanismo podem adoptar esse elitismo irracional, e aliás, é esse para mim o grande erro de exposição de contra-culturas à cultura, lá se vai o elitismo pelo cano abaixo.

    Mas a base das auto-ilusões, ou formas artísticas de provocar sensações é a real base de emancipação Humana, no meu ponto de vista quase sempre vácua e mal aproveitada, ao irmos ver um filme, a experiência será muito pouco interessante se estivermos a pensar recionalmente, ou seja, a ver actores e cenários em vez de potenciar a mente a entrar no contexto artístico em que estamos inseridos, pipocas e coca-colas estragam-me bastante a minha potenciação da mente para a absorção da auto-ilusão. Mas existe uma ditadura cultural, se eu for a um centro comercial e não quiser ver um filme Americano se calhar estarei em dificuldades, e que eu saiba existem muitos países no mundo. Se eu quiser ver um filme asiático tenho de esperar pelo Fantasporto, a cultura é na maioria das vezes anti-individualismo e carregada em preconceitos e morais ultrajantes. Se eu quiser explorar artisticamente a sexualidade Humana provavelmente terei muitas dificuldades na cultura que está aliecercada por uma sociedade nascida do construtivismo social cristão. E aí nasce a contra-cultura, por exemplo, foi assim que nasceu o Surrealismo, uma anti-arte na sua definição, farto de conformismo, hipocrisia e de castrações cristãs. Hoje pode-se dizer que o Surrealismo está inserido na cultura, e qual foi o preço a pagar? A emergência de um surrealismo cristão. Mas ainda se consegue sentir a verdadeira essência do Surrealismo em coisas como o South Park, e muito do humor britânico, bastante alicercado pelas conquistas sociais dos Monty Pithon. A maioria das pessoas associadas a estas lides culturais são ateístas ou profundamente irreligiosas, obviamente. Aliás, a única vez que vi um dos Monty Pithon irritado foi num debate televisivo com um bispo sobre o filme “Life of Brian”, um pouco na perspectiva do “estou farto de vos aturar!”.

    Acho que é tudo por agora, da próxima vez escrevo uma bula. Já não escrevia um comentário decente sobre um comentário decente à algum tempo… :)

    Também a maioria das vezes as pessoas não gostam de como sou, e tentam que eu não seja. Mas eu sou assim, tenho boas razões para ser assim, e portanto mudar só se for para melhor.

    Lord Byron over and out. ;)

  15. E rematando agora com um vídeo que clarividencia a emanação cultural das contra-culturas, quando as contra-culturas saem da toca. Parece-me que a grande maioria das pessoas pensa que o “A” com uma bolinha e os gestos de cornos caem de para-quedas em concertos musicais, por exemplo. E acho isso bastante estranho, pois, aproveitando a linha de pensamento de Sam Harris, os comportamentos e acções Humanas derivam de convicções. O “A” com bolinha tem muitas ideias e significados, muitas filosofias de vida e espectros culturais, e os cornichos também começam a ter, e depois cruzam-se e existe fluído de ideias no sub-mundo e aparecem coisas giras à superfície. :)

    http://youtube.com/watch?v=PY51LlFMuPc

  16. Helder, claro que não levo a mal, muito pelo contrário, adoro que me confrontem as minhas ideias e as minhas filosofias de vida, só assim se consegue evoluir. A perspectiva do satanismo é mesmo a oposição cultural, e possui as motivações contra-culturais, uma delas, a talvez mais presente em qualquer motivação contra-cultural será a emancipação sexual do Homem, que também colide com o ateísmo mais conservador e o mais laico. Neste campo gosto imenso das ideias de Michel Onfray no seu Tratado de Ateologia, e das suas críticas à laicidade e ao seu conceito. A laicidade fornece o mesmo estatuto a uma ideia má e a uma ideia boa, a estupidez é tão importante como a genialidade, e, segundo ele, muitos ateus seguem o conformismo do ateísmo cristão, ou seja, um ateísmo contagiado com as ideias do cristianismo mas com uma perspectiva mais secular, a moralidade cristã sexual por exemplo. A sexualidade continua a ter uma quantidade gigantesca de tabus e a ser orientada por valores cristãos sobre quase qualquer prisma.

    E também tens razão na situação do risco, por isso mesmo sempre me senti muito mais atraído pelo rótulo de Ateísmo do que por outro qualquer.

    E gosto imenso da célebre frase de um grande homem, quando todos concordam é porque ninguém está a pensar. Também vou ser sincero, às vezes discordo só para tentar instigar o debate e a dinamização de ideias. :)

    Geralmente quando comento alguma coisa, comento aquilo que não concordo, ou onde tenho uma perspectiva diferente, sempre me pareceu mais estimulante essa forma de debate, aliás, quando concordo em tudo num determinado artigo nem comento.

    A minha frontalidade é extramente aborrecida em vários contextos sociais, digo logo o que penso e depois está feito o conflito social onde quem sai a perder sou eu por estar em minoria. Isto é muito problemático ser racional honesto e frontal nos dias que correm… Mas sempre gostei do automatismo entre pensamento e acção, agora já vou tarde para mudar. hehe

    Cumprimentos.

  17. Greetings Bruno. Muito agradecido fico pela tua bula, e aqui vai a minha contra-bula, obviamente, numa posição ex cathedra :)

    Gostava de pôr em questão essa história de “movimentos de libertação em relação à Igreja Católica”; Lutero, como sabes, não pretendia a cisão; apenas a assumiu quando o extremar das suas convicções o levou a um ponto de não-retorno com Roma; o calvinismo é um seu derivado (politizado demais – em Genebra particularmente, para se considerar como um movimento com aspirações exclusivamente espirituais); em relação às religiões das Américas, os Jesuítas fizeram um “bom trabalho” no processo de aculturação – que decorreu às mil maravilhas nas inúmeras Missões e aglomerações “urbanas” em que se sediaram (pelo que não se pode falar assim em conflito). A minha posição, é a de que essa teoria do “oposicionismo cultural ao cristianismo”, não só me parece errónea, como, subtilmente, serve para dar ao cristianismo, um papel desproporcionalmente relevante. Contraditório? Espero demonstrar que não…

    Se quiseres ir ver o Fantasporto, essa possbilidade é apenas concretizável na sociedade que te permite vê-lo (a qual comporta igualmente a possibilidade de outras pessoas poderem ir ver os chamados filmes de “centro comercial”). O que quer dizer que o contexto social que abriga, ou possibilita a existência de nichos “contra-culturais”, é igualmente um espaço de concessão e tolerância (não porque o queira, mas porque não consegue destruir o contexto social que torna a procura dessa contra-cultura possível). Assim Bruno, ainda podes dizer que tens a possibilidade de ver no Fantasporto algo que te interessa, algo que corresponde à tua procura; no Afeganistão, por exemplo, ninguém tem a veleidade sequer de pensar que pode assistir a um “Fantaskabul”.

    A nossa percepção de individualidade e integridade numa sub-secção da estrutura, não só não torna inexistentes os alicerces em que toda a estrutura (que julgamos contraditória e antagonista em relação a essa mesma sub-secção) é construída, como às vezes, ela é necessária, na sua mínima pontualidade, para tornar coesa a estabilidade da estrutura. Numa síntese de física um pouco rude, tenta imaginar a opção“contra-cultural” como um “momento flector” em que todas as forças críticas aí concentradas, tornam possível a coesão da peça estrututural: ela sofre a pressão das forças de acumulação provenientes da peça, essas forças são concentradas em focos precisos da mesma, o seu destino parece ser a aniquilação, no entanto, ela não só não renega a estrutura, mas é da tensão interior criada, que a integridade estrutural é mantida. Por paradoxal que pareça, é na reacção do elemento contra-cultural, que se torna possível toda a manutenção da estrutrura. É inevitável que tal aconteça, já que ausência dessa reacção significa o desmoronar de toda a estrutura em que nós próprios nos inserimos; e a aqui, a analogia pode ser estabelecidade entre “estrutura=vida”, “ausência de estrutura=morte”. É por isso que consigo encontrar muitos aspectos de coerência intelectual nos suicidas que percebem até que ponto a sua existência torna possível a permanência daquilo que odeiam (não quero com isto dizer que faça a sua apologia; bem pelo contrário: eu assumo a minha quota parte de perversa cumplicidade neste jogo estrutural; estar vivo, é ser um oportunista…).

    Estarei provavelmente a ser um pouco heideggeriano, mas a verdade é que fomos “lançados no mundo”, “somos no mundo” e aderimos como carrapatos a uma qualquer forma estrutural social que não escolhemos mas que nos molda; o facto de estar a escrever em português, de ter a formação que tive, de ter vivenciado o que vivi, de estar inserido no ambiente cultural português, etc., torna impossível a neutralidade do “eu” perante o “meu mundo” – estamos inevitavelmente engajados. Um engajamento que não só formou a nossa personalidade, como inevitavelmente a condiciona – e é exactamente por condicioná-la, que ela tem a possibilidade (ou a vontade) de se exprimir como forma de reacção. Perdoem-me a presunção, mas penso que será este o sentido de uma “Wille zur Macht”, de uma “vontade de poder” a que Nietzsche se refere: nada de procura de tacho ou de vontade de ser ditador (conceito posteriormente deturpado pelos críticos do Nazismo e de Nietzsche), mas simplesmente, uma luta dinâmica do “eu” para a procura constante de “si próprio” – inatingível é certo, mas urgente e constantemente necessária; finalmente, o ciclo fecha-se para nos dar a pedra de toque do pensamento nietzschiano:“ewige Wiederkunft”, o “eterno retorno”. Heraclito estava certo e Nietzsche percebeu-o (não fosse ele, um apolegeta pré-socrático): não se pode entrar duas vezes no mesmo rio já que ele não será o mesmo; no entanto, a sua “personalidade” não se anula no fluir. Ora…e toda esta digressão foi feita para dizer o quê?

    Para dizer que, apesar de ser um crítico em relação ao cristianismo, não tento pô-lo à margem do rio que me flui. Vejo a sua evolução histórica e constato que nos seus primórdios, o crstianismo apresentava as mesmas características marginais que hoje apresenta uma qualquer “contra-cultura”. Colocar o cristianismo na posição de adversário todo-poderoso, um aniquilador de culturas primitivas, significa ignorar a abordagem nietzschiana desse fluir genealógico: o cristianismo foi também “vítima” das culturas envolventes! E quando falo aqui em vitimização, não falo de uma relação de opressão forte vs. fraco: falo na inevitabilidade de adaptação que o cristianismo teve de operar para sobreviver (ou seja, teve de abdicar de uma “pureza” que pretendia desligada de qualquer envolvência terrena), para se subjugar ao popular, ao pagão, ao “tradicional”. Disseste que gostavas de ir até ao Inferno para ir buscar boas ideias, seja na cultura do Antigo Egipto, na dos Astecas, na dos Maias, na Celta, alguma da Grega e Romana; só que… o cristianismo também! Lol. Não é por acaso que temos e tivémos igrejas ou seitas coptas, ortodoxas, gnósticas, nestorianas, católicas, romenas, arménias, alexandrinas, luteranas, calvinistas, evangélicas, subversões regionais no catolicismo, etc. O que é isto senão a adaptação ao contexto que lhe permite a sobrevivência? O satanismo dá demasiada relevância ao papel histórico e geográfico do cristianismo – curiosamente, para que ele próprio, satanismo, veja o seu “momento flector” de tensão antagonista, aumentado no grande cenário onde se digladiam protagonistas maniqueístas: afinal, quanto maior for o Golias, maior será a vitória de David! Satanismo oportunista…lol.

    Se “Satã” é, metaforicamente, a afirmação do Homem nas suas necessidades carnais e intelectuais, qual é a mediação racional que torna a fruição dessas faculdades, não só toleráveis, como também, possíveis? Vou-te dar o exemplo do Sr. Armin Meiwes (http://news.bbc.co.uk/2/hi/europe/3286721.stm), um canibal que sempre teve desejo de comer alguém; por acaso o Sr. Meiwes teve sorte e encontrou outro cavalheiro que sentia a necessidade vital de ser comido. Ora, qualquer um deles estava a cumprir o chamamento (Schopenhauer, chamar-lhe-ia uma vontade imensa!) das suas necessidades carnais e intelectuais: tanto as cumpriram, até ao ponto da aniquilação de ambos (um porque foi comido, o outro porque foi preso). Dir-me-ás que se realizaram na coerência mais profunda dos seus respectivos seres carnais e intelectuais; correcto. No entanto, um caminho de realização não esgota as múltiplas possibilidades de descoberta interior do ser humano (a existir apenas um caminho, teríamos apenas obcessão). Portanto, chegamos ao ponto de descobrir que uma forma de realização do humano, esgota todos os inúmeros caminhos que permitiriam chegar a todas as outras múltiplas descobertas que constituem o âmago dessa aventura de se “ser humano”.

    Hobbes dizia que o Homem é o lobo do Homem; só que Hobbes se restringiu ao Homem como “ser humano” e à atitude predatória como uma relação em pluralidade/dualidade; no entanto, o Homem enquanto “indivíduo”, é também, lobo do “homem” no abandono de uma “unicidade”: perdido na floresta de si mesmo (voltamos outra vez ao Heidegger), sabe-se lá até que ponto o indivíduo saberá lidar com o lobo “de si mesmo”; devorar-se-á? Até que ponto não seremos os predadores de nós mesmos enquanto não entrar em jogo o Deus ex machina da mediação racional (poluída é certo, pela estrutura de um mundo que nada tem a ver com a floresta)? Por exemplo: chacinou a cultura europeia outras civilizações ou tê-las-á impedido de se auto-aniquilarem? Condenámos a cultura Azteca, Maia ou Inca? Sim. Mas paradoxalmente, também os salvámos; de si próprios na sua sede de sangue e outros deuses.

    Pressinto outro paradoxo na tua referência ao Index Librorum Prohibitorum como produto interessante: a recusa de livros proibidos é já uma legitimação negativa que inscreve esses mesmos livros num universo de escolha. Jorge Luís Borges aqui é essencial neste aspecto: interessantes são aqueles livros que nunca se escreveram e sobre os quais nunca se instaurou a mácula da escolha. Um exemplo real desta exposição filosófica chama-se “exposição de Arte Degenerada”, realizada na Alemanha por iniciativa de Hitler: a sua negação pelo Nazismo, constituiu uma afirmação, uma inscrição do “repugnante” no universo da escolha; toda a gente acorreu para ver a negação do ideal (e qual foi o resultado? Sucesso!). No campo do ateísmo, José Saramago tem uma afirmação que a mim me parece sintetizar toda esta questão que é qualquer coisa parecida com isto: “o verdadeiro ateísmo deveria ser aquele que não soubesse o significado do termo ateísmo”; é sinal de que nunca teria tido a oportunidade de reconhecer aquilo que nega.

    Uff…acho que vou ficar por aqui. Depois desta longa incursão, meu caro Lord Byron, nada como um bom “material da pesada” em resposta ao teu provocatório video da versão techno-satan dos “Europe”! lol.

    http://www.youtube.com/watch?v=LjErsNQQ2RQ&feature=related

    Take that! :)

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