Podridões religiosas de Obama
Por Bruno Miguel Resende • 15 Mar, 2008 • Categoria: Internacionais, NotíciasPor trás dos discursos politicamente correctos esconde-se sempre muita coisa, e as palavras fúteis e discursos fáceis e vácuos do candidato à Presidência dos Estados Unidos Barack Obama escondiam uma força religiosa cristã extrema, o “deus vos abençoe” antevia certas crenças, o conhecimento do seu mentor melhor faz conhecer o discípulo.
Wright foi o mentor de Obama, figura de enorme importância nos mundos da cristianice Americana, um pastor incendiário e sectarista, que aplaudiu os ataques do 11 de Setembro por os achar uma retribuição justa aos E.U.A., que acusou o governo Americano de espalhar a SIDA pelo mundo para matar a raça negra, entre outras típicas parvoíces cristãs, pedindo em remates finais, que deus amaldiçoe a América.
Obama classifica-o como o seu grande mentor espiritual, guia religioso há 20 anos, o líder de uma seita cristã à qual Obama pertence com orgulho, onde casou e e à qual não renunciou após ser confrontado com tamanhas incendiárias e sectárias afirmações. Obama apodrece em demência religiosa, e a sua hipocrisia não a conseguiu esconder.
ABC News: Obama’s Pastor: God Damn America





Assim!
se vê!
a força do PC!
(PC- Personal Computer, ou será Partido Comunista?)
Quando se brinca com o “fogo”, pode ser que a pessoa se queime. Para que andar a “dar graxa” aos fundamentalistas religiosos? Obama, McCain. Pode ser que ainda sobre para a Clinton. I hope.
Ricardo,
Apesar do meu ateísmo convicto, eu nem sei o que será pior: um Obama com ligações a um evangelista maluco com laivos de Che Guevara ou uma Hilary coladinha ao lobby da “corporate America”.
Lucas Samuel, concordo, nem a técnica da escolha do menos mau consigo exercer, são todos tão maus, mas tão maus. Se por lá existisse um personagem medianamente medíocre, votava nele e até batia palmas.
Com todo o respeito que tenho para com este espaço recente a agradável, este artigo revela muita ignorância da parte de quem o escreveu.
Obama condenou duramente o discurso do reverendo J. Wrigh.
Além disso, o reverendo pode ser exageradamente duro e radical nas suas palavras, no entanto poderia ser totalmente contrário, podia simplesmente ter feito como todos os outros, apoiar o neoliberalismo de Bush.
Além disso não sei qual é o problema de Che Guevara. Para mim, usando as palavras de alguns fachos portugueses, mas alterando-as a meu gosto, o que fazia cá falta não era um Che Guevara, eram 2 ou 3 em cada esquina.
E então na América nem se fala!
A estratégia anarquista de denegrir a imagem dos politicos mais populares falhou.
Space_aye, por acaso não tenho muita ignorância em relação ao assunto, especialmente porque o acompanhei em directo aquando da divulgação do vídeo do pastor e consequentes entrevistas a Obama, especialmente pela ABC news. Ou seja, escrevi este artigo antes do assunto chegar à comunicação social portuguesa, e vi em directo as reacções.
A condenação ao discurso pode ser interpretada como o cúmulo da ambiguidade, onde se podem tecer imensas deduções, mas o cerne está na não-condenação deste género de discursos em dezenas de anos de amizade com o pastor e consecutivas idas à igreja, nem sequer aquando da corrida a presidente, muito menos quando Obama escreveu o seu livro, e Obama nunca teve problemas em declarar politicamente as suas fortes convicções religiosas cristãs, aliás, usa e abusa do “deus vos abençoe”, provavelmente pensaria que todos os americanos nutrem das mesmas convicções religiosas que ele, isto caso não estivéssemos nas lutas de selvajaria política. As condenações de Obama foram tão hipócritas que continua alistado na seita cristã do seu pastor, e como se sabe, existem inúmeras idênticas, podia passar uma imagem de maior credibilidade e de minimalismo de honestidade se se desvinculasse desta seita em particular.
Condenar estas coisas após dezenas de anos de concordância durante corridas pelo poder é obviamente lastimável, e de uma hipocrisia política e religiosa sem limites.
E não existiu nada a denegrir, existiu a exposição de factos somente, agora se se quiser falar em oportunismo político por divulgar tais factos por mera disputa política, aí sim, as opiniões podem divergir.
A parte que não percebi, estratégia anarquista? O que é que o anarquismo tem que ver com o assunto? E desde quando o anarquismo utiliza “estratégias”?
Cumprimentos.
Tens razão, desculpa, o anarquismo não utiliza estratégias, é tudo uma bagunça e um forrobodó.
Mas isso também não interessa aqui para nada, não era esse o assunto.
De facto exagerei um bocado no adjectivo “ingnorante na matéria” uma vez que este artigo não é recente, e na altura Obama ainda não tinha condenado o discurso do seu pastor.
O que tens de compreender é que o facto do seu pastor defender isso não quer dizer que Obama (o cardeiro que é na verdade também um pastor mas noutra area) também defenda o mesmo.
Obama não tem problemas em admitir a sua fé, mas também não tem problemas em defender o laicismo. Eu li o Audacy of Hope, escrito por ele, sei do que falo.
Eu adimiro a sinceridade e honestidade de Obama, não o pessimismo e radicalismo de algumas pessoas.
Os americanos nunca votariam num presidente ateu. Há até uma sondagem que confirma isso e está no livro “A Desilusão de Deus” de Richard Dawkings, por isso não adianta estar com ilusões. A crença pessoal não é o mais importante num político.
Obama é democrata, já a Hillary é uma corrupta e lobista que só deseja a continuidade do seu “maridinho” Bill.
Caro Bruno Resende,
Uma resposta de advogado do diabo, papel que todos desempenhamos de bom grado.
Descreveria a sua posição não como ignorante mas que certamente ignora intencionalmente alguns factos. De resto este é um assunto com mais de um ano. Muitos conhecerão a FOX News pelas mais acólitas e erradas razões, mas quando se trata de castigar os democratas são tão ateus como nós. Remeto-o para uma entrevista realizada ao Sr. Wright por Sean Hannity em Fevereiro de 2007, consegue encontrá-la facilmente no Youtube . Teríamos apreciado o seu ultraje talvez um pouco mais cedo.
O Sr Wright não apalaudiu os ataques de 11 de Setembro. Limitou-se a apresentá-lo como o resultado de uma série de manobras imperialistas americanas. Convenhamos que não é exactamente a mesma coisa. Analisar as causas não equivale a sancionar o acto. As declarações do Sr. Wright podem e devem ser contextualizadas. Como sabe nos Estados Unidos o capitalismo é feroz mesmo quando se trata de religiões. Estas competem entre si em mercado aberto, disputam crentes. A Trinity Unity Church especializa-se na comunidade afro-americana e espelha as suas preocupações. Existem razões históricas, estou certo que não as tenho de enunciar, para este género de paranóia racial. A teologia incide peponderantemente sobre a ideia de opressão. Os comentários acerca da SIDA, a que alude, foram proferidos no sermão do verborréico pastor quando mencionou também a o vergonhoso Estudo de Tuskegee onde afro-americanos tiveram os seus tratamentos contra a sifílis suspensos para justificar a ridicula hipótese de que o homem negro é inferior ao branco, ou seja que sucumbiriam à doença mais rápidamente. A afirmação sobre a SIDA continua a ser imbecil mas só um pouco menos quando contextualizada.
Obama é possivelmente o mais ateu, se é que se pode dizer tal coisa, dos candidatos. A sua aproximação à Igreja é uma manobra intencional de capitalização dum determinado eleitorado. O próprio já o disse se bem que logo depois acrescenta orgulhosamente que no processo se apaixonou pela igreja.
Quanto ao god bless America parece-me óbvio que pertence à retórica política americana e que não estabelece qualquer tipo de fanatismo religioso por parte de Obama. Tenho a certeza que dirá pelo amor de deus sem que ninguém o acuse de ser um beato fervoroso.
Estou certo que contará, no seu círculo de intimos, muitas pessoas crentes. Algumas, deveria dizer todas, acreditam em coisas ridiculas o que não as desqualifica, espero, de serem suas amigas. Talvez um dia venha a escrever um livro e que o dedique aos mesmos. Não o rotularemos de ateu apóstofro prometo-lhe, mesmo que se candidate à Presidência da República.
Cumprimentos.
Ora nem mais.
space_aye, parece-me deveras importante não difamar as perspectivas sociais anarquistas com acusações cegas, não fui eu que falei em anarquismo, e muito estranharia que as ideologias anarquistas estivessem importadas com os jogos selváticos de poder. A “bagunça” é oriunda da difamação de ideologias e de palavras, o contexto onde ninguém sabe muito bem do que está a falar a não ser quando existem discursos automáticos, o cerne do caos social, a ausência de ordem artificial não é um “forrobodó”, é a livre e espontânea associação Humana, ou seja, a ordem natural das coisas, em planos teóricos não encontro nenhuma “bagunça” nem nenhum “forrobodó” nas perspectivas sociais de Noam Chomsky por exemplo, ou em termos práticos, também não as encontro em contextos derivados de ideologias anarquistas como o Green Peace. Apenas algo que considero importante, dar o devido nome às coisas e não atirar com culpas para estereótipos oriundos das religiosidades e políticas.
Não disse que Obama defende as mesmas coisas que o seu mentor, apenas que as não as condenou quando seria imperativa a sua condenação, condenar depois de estar em maus lençóis é o mesmo que nada, e para quem queria fazer passar uma imagem de secularismo cristão as coisas correram mal, a sua tentativa de imposição da fé cristã ao partido democrata com chavões seculares desmistificou-se, os discursos automáticos já não servem para politizar a sua caótica mistura irracional de secularismo com ideologias fanáticas cristãs. Aliás, um excelente exemplo das suas inspirações é o seu livro “The Audacity of Hope”, derivado directamente dos ensinamentos do seu mestre e guia religioso, o que supõe obviamente o conhecimento das ideologias do mesmo, e que também supõe a aquiescência com a maioria delas, e agora é má altura para Obama definir no que concorda no que discorda, a propaganda política visa o que os públicos querem ouvir simplesmente, e não qualquer definição de personalidade e ideologias individuais. As suas convicções são carregadas de religião, desde os conceitos mais simples, como o de “mal”. As palavras de Obama tresandam a fé cristã e a irracionalidade camuflada de discurso político fácil e automatizado em chavões.
Obama defende o laicismo? Só se for nos seus chavões escritos sabe-se lá por quem.
“I think we make a mistake when we fail to acknowledge the power of faith in people’s lives. We need to understand that Americans are a religious people.” Barack Obama - Sunday Times November 26, 2006
Se os Americanos são pessoas religiosas (cristãs), então quem não é religioso e é Americano é uma não-pessoa.
Não conhecia esta laicidade, chamar-lhe-ia totalitarismo cristão.
Cumprimentos.
Luís Nascimento, se não existissem os papéis de advogado de diabo os debates tornar-se-iam muito aborrecidos.
Fez uma excelente contextualização do assunto, aliás, os vídeos são bastante antigos e estão disponíveis a público, tornaram-se mais mediáticos quando um colunista decidiu expor as perspectivas sectárias da seita de Wright, segundo sei. Não conhecia essa entrevista de Sean Hannity, mas era previsível que não fosse sair grande coisa, a Fox News parece saida directamente do 1984 de Orwell, lavagem cerebral plena com uma entrevista onde a estupidez é também plena, pelo menos Hannity e Wright concordam na bajulação a deus, a partir daí no contexto cristão onde se orientam só pode sair racismo e palermices semelhantes. Fica o vídeo em questão para o caso de alguém quiser ver. Nada de interessante, mas muito clarividente de como funcionam as cristianices, neste caso cristianice republicana contra cristianice democrata.
http://youtube.com/watch?v=aNTGRL0OJWQ
A manobra de aproximação de Obama a esta seita foi seguida de uma manobra de afastamento, e assim sendo nada melhor que trazer as ideologias da seita à qual Obama pertence em tempos onde o afastamento lhe daria mais votos, andar com as marés dá nisto, e ainda bem, irracionalidade e hipocrisia trazem dissabores, e ainda bem que assim sucedeu com Obama, e assim devia suceder com todos os candidatos, se bem que com Obama fosse mais interessante pela desmistificação do seu discurso secular padronizado em chavões, relativamente aos outros candidatos as coisas já eram mais ou menos conhecidas, embora não tivessem tido tanta propaganda. McCain é um candidato tão ou mais ridículo que Bush, orientação perfeita da estupidez cristã capitalista, militarista e imperialista republicana, em 11 minutos de diferença consegue dizer que aprova o casamento homossexual e que desaprova o casamento homossexual, http://youtube.com/watch?v=NeBw28tX5Nw , a Clinton reza imenso para que o sexo oral efectuado ao seu marido seja castigado com o inferno ou que, quem sabe, se chegar à Casa Branca, tenha a mesma sorte, a figura perfeita de mulher coitada, encornada e sedenta de piedades e rezinhas alheias. Obama traz 20 anos de pertença a uma seita sectária que lhe serviu de inspiração para livros e para a sua política. Piores escolhas parece difícil…
Até o demente cristão Pat Robertson adora os democratas agora que se mostram tementes a deuses e orientados politicamente pelo cristo, talvez tenham descoberto alguns escritos filosóficos, sociológicos e políticos do sujeito, e os guardem a sete chaves, ao que se aparenta, o sujeito nem sabia escrever, mais fácil encontrar inspirações num koala.
http://youtube.com/watch?v=24e72y100VY
Quanto às retóricas sobre deuses em discurso político, não é minimamente normal incluir afirmações sem evidências em discursos que se supõe serem oriundos da ciência política, racional e honesta, existe a mesma evidência para a existência do deus cristão como para a existência de Cronus, e se as rezas surtem efeito nas vidas pessoais dos candidatos, deve-se expor tais contextos a público para que com rezas os problemas sociais americanos sejam resolvidos, não será por se dizer milhões de vezes a mesma coisa estúpida que ela vai deixar de ser estúpida, retóricas e mais retóricas, e mais valia colocar computadores a fazer política em vez de pessoas, o efeito seria o mesmo ou ainda melhor.
“Tenho a certeza que dirá pelo amor de deus sem que ninguém o acuse de ser um beato fervoroso.”
Não digo isso. Nem coisas semelhantes.
“Estou certo que contará, no seu círculo de intimos, muitas pessoas crentes.”
Nem por isso, e a maioria assume-se como crente não-praticante, que é a mesma coisa que esgrimista não-praticante.
“Algumas, deveria dizer todas, acreditam em coisas ridiculas o que não as desqualifica, espero, de serem suas amigas.”
Se me tentarem incutir nessas coisas ridículas e não gostarem de critica racional aos seus comportamentos serão desqualificadas, obviamente, espero das pessoas as perspectivas inversas, se eu acreditar em coisas ridículas espero que alguém me chame à realidade. Mas se das pessoas não vier intolerância derivada dos seus sistemas de crenças não será do meu lado que ela irá nascer. Se alguém manifestar intolerância terei a naturalidade de manifestar intolerância para com essa intolerância.
“Talvez um dia venha a escrever um livro e que o dedique aos mesmos.”
Já escrevi e já dediquei, mas acho que os leitores eram pouco crentes, especialmente pouco cristãos, não vejo grandes hipóteses de pessoas com convicções cristãs fortes terem interesse por surrealismo, egiptologia, orgias, alterações de consciência, erotologia, hinduísmo, absurdismo, hedonismo, xamanismo, psicadelismo e por aí fora. Aliás, assim me pergunto quais serão os seus interesses…
“Não o rotularemos de ateu apóstofro prometo-lhe, mesmo que se candidate à Presidência da República.”
Pessoalmente prefiro o rótulo “Bruno” ao rótulo “ateu”, mas de qualquer das formas quando chegar a presidente já posso estar descansado, tenho é de eliminar os passados incriminatórios.
Cumprimentos.