Natações
Por Ricardo Silvestre • 10 Mar, 2008 • Categoria: Discriminação Religiosa, Nacionais, Notícias“O Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, considera que as influências do secularismo também se fazem sentir em Portugal, “apesar da sua história muito marcada pelo catolicismo”. O Cardeal português afirmou que “a secularização e a sua deriva no secularismo” afectam as sociedades actuais, marcando o ambiente cultural que “influencia a vida dos que não têm convicções profundas nem hábitos de exercício da liberdade”.
“Este secularismo é a água onde têm de nadar todos os peixes, mas não impede que alguns sigam o seu caminho”, ilustrou. A Igreja, assinalou D. José Policarpo, não se deve intimidar perante “uma cultura hostil à sua missão e à sua perspectiva de vida”, factos que considerou “não serem uma novidade”.
“Estou convencido de que um verdadeiro espírito de missão, enraizado na experiência da fé, é o dinamismo que melhor pode penetrar nesta cultura secularizada”, apontou.”
Ver aqui.
Quando o cardeal-patriarca (e já gora, “patriarca” de quem?) fala, será que se apercebe que não faz nenhum sentido o seu discurso? “a secularização e a sua deriva no secularismo”? Que raio é que isso quer dizer?!
Mas para além disso, vejamos mais “pérolas de insatisfação” destes “condutores de rebanhos”:
O secularismo afecta a vida dos que não tem “convicções profundas nem hábitos de exercício da liberdade”.
Para além da evidente falta de responsabilidade do Sr. Policarpo em insinuar de uma forma vil que a o secularismo tem alguma coisa a ver com falta de liberdade, mostra mais uma vez qual o seu verdadeiro receio: os que “não tem convicções profundas”.
Que convicções, o José não explica, mas devem ter alguma coisa a ver com a justificação espiritual para a “missão” que escolheu na vida. Sim, porque mais secularismo pode levar a menos respeito por dogmas religiosos.
E claro, uma sociedade secular como promotora de uma “cultura hostil à sua missão”. O problema não reside em ser hostil, mas sim ao direito que os sistemas seculares de empurrarem o sobrenaturalismo e o irracionalismo para o lugar onde pertencem: um sistema de apoio para quem o procurar, mas não um sistema de regulação da sociedade.
Quanto à “agua onde nadam todos os peixes”, o Sr. Policarpo tem de trocar a água do seu aquário, alguns desses peixes só fazem é conspurcar a água.
Não se pode culpar o guardador de cardumes por querer manter todos os peixes nas suas águas. Ele está a defender a sua dama (ou melhor dizendo, “a vender o seu peixe”). Compete-nos a nós, ateus ou secularistas, injectar o cloro que possa limpar essas águas conspurcadas.
Bem sei que alguns ateus não gostam de se ver como fazendo parte de uma “missão de limpeza” deste tipo (pois isto pode cheirar a “cruzada”, ou algo do género, confundindo-nos assim como agentes ao serviço da “outra face da intolerância”); contudo, nada disto é verdade: a intolerância só quando reina a ignorância. Ninguém é intolerante por querer defender e ensinar a ideia de que 2+2=4. Quando existir uma incógnita e quisermos suprimi-la, aí sim, podem acusar-nos de intolerantes
Caro Lucas
Obrigado pelo seu comentário.
Uma sugestão, o melhor cloro para aquários é o CloronoCleroTeste - Marca registada
Caro Lucas Samuel,
Gostava de compreender um pouco melhor esta sua frase:
«Ninguém é intolerante por querer defender e ensinar a ideia de que 2+2=4.»
Exactamente, a que é que se refere, ao usar a aritmética nestes assuntos. De que forma é que é feito esse uso? Com base em quê, e com que validade?
Desde já muito agradecido pelo esclarecimento.
Cumprimentos,
Caro Bernardo,
“O nosso debate fica adiado para uma próxima oportunidade, quando existir boa vontade da sua parte. Não preciso que concordem comigo. Mas tendo a optar por debater apenas com pessoas que respeitam o seu interlocutor.
Cumprimentos”
Compete-nos abrir uma ETAR para tratar os efluentes líquidos poluídos pela ICAR…
Caro RJ
Mordaz e muito engraçada essa sua frase.
RS
Obrigado Ricardo Silvestre,
Eu na minha área profissional (engenharia) também estou ligado ao ambiente e resíduos. E penso que o que vem do Vaticano não é reciclável ou tratável, quanto muito icinerável…