Pecadilhos

Por Ricardo Silvestre • 4 Mar, 2008 • Categoria: Nacionais, Notícias, Psicologia & Sociologia

“No ano de 2007, confessaram-se no Santuário de Fátima 199.333 pessoas, 9016 pessoas a mais do que no ano de 2006. Entre estas, peregrinos de outras línguas confessaram-se em número de 34.653, 1049 a mais do que no ano anterior.

Os sacerdotes confessores, que ao longo do ano de 2007 foram em número de 190, desenvolveram um bom trabalho. Vieram do Brasil, da Angola e do Moçambique relativamente à língua portuguesa; de Malta, Itália, Espanha e de outros países para as diferentes línguas.
Um obrigado aos padres por todo o bem que se realizou sendo eles os principais colaboradores da graça de Deus.
 

P. Clemente Dotti, Capelão do Santuário de Fátima, responsável pela área da Reconciliação

Ver aqui.

Qual a razão para uma confissão?

Esta é a lenga-lenga que os crentes de joelhos têm de dizer no momento da confissão

“Padre, pequei contra Deus e contra os irmãos” ou “Dai-me vossa bênção porque eu pequei…” ; “Estou arrependido e peço perdão. Faz… (dias ou tantos meses) que me confessei pela última vez. Os meus pecados são…” (Conte seus pecados e converse com o sacerdote e ele lhe ajudará a descobrir o que você precisa para mudar e viver melhor o amor de Deus e dos outros).

É muita gente a pecar, e contra os seus “irmãos” ainda por cima.

Patético estar a anunciar estes números como se “eles falassem por si mesmos”. Só se for pela vontade de pecar do “rebanho”.

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4 Respostas »

  1. Ricardo,

    O que me incomoda nesta estória de Fátima nem é o “peca, não peca”: é a quantidade de tempo e recursos humanos gastos numa actividade inútil de auto-punição e humilhação. Peguem é nas energias que lhes resta e, em vez de andarem a martirizarem-se física e corporalmente (o que só constitui um encargo para o nosso sistema de saúde - as ambulâncias do 112 tem mais do que fazer do que andar a tratar de joelhos rebentados por vontade própria!), mexam-se por outras causas: alterações climáticas, luta contra a pobreza, petições, etc.

    Deixem de ser rebanho e vejam se evoluem para pastores!

  2. Caro Lucas

    Concordo com a maior parte do que escreveu. Obrigado pelo comentário

  3. Há muita banalidade que é considerada pecado.
    Até já inventaram a categoria de “sacedotes confessores”. Imagino que seja preciso uma especialização ou uma pós graduação para o efeito. Cursos de línguas serão importantes, para além de uma grande apetência em termos de cusquice alheia.

  4. [...] depois de sabermos que Portugal é um oásis de confissões, sabemos agora que em Itália a coisa não “anda [...]

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