Cada um no seu lugar

Por Ricardo Silvestre • 3 Mar, 2008 • Categoria: Ciência & Educação, Nacionais, Notícias

O Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, defendeu que a «Igreja, por si e pelos católicos, tem algo a dizer» no que se refere ao actual clima de crispação e da crise que se apoderou do sistema de ensino. E sustenta que, tal intervenção «não destrói a laicidade da escola», indicando que a Igreja em Portugal tem «experiência adquirida», concretamente no que colocar «o formando no centro» de todo o sistema.
Defendendo uma «educação para a qualidade» em que todos são chamados a dar um «contributo positivo», o Arcebispo de Braga sustenta que a educação, «como tarefa prioritária exige muita ponderação e capacidade de escutar, envolvendo todos e todas as dimensões». Por isso, o prelado sustenta que «os católicos não podem demitir-se ou assistir passivamente» perante as realidades actuais e que não se podem «envergonhar de propor um conceito de educação integral».

Ver aqui.

Não, não deve. A Igreja não deve estar a dar conceitos para sistemas educativos, por muito que achem que pode ser um “contributo positivo”. E claro que “destrói a laicidade da escola”, no momento em que a Igreja, neste caso, a Católica Apostólica Romana, o que impede que a Igreja Muçulmana, ou Judaica, ou Helénica, queiram também oferecer as suas “experiencias adquiridas” e querer propor modelos educativos.

A discussão que tem de haver, deve excluir à partida, toda e qualquer filiação religiosa, principalmente, devido à missão evangelizadora e disseminação de ideias irracionais.

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