Este vídeo foi produzido pela The Interfaith Alliance e mostra o ridículo de se ter de invocar deus como peça central (ou pelo menos muito importante) para explicar sistemas de decisão política, os quais não deviam ter nada a ver com fantasias ou crenças irracionais.
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Ao menos, os dois teocratas assumidos (Romney e Huckabee) estão fora da corrida… “graças a deus”?
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Não percebi muito bem o intuito deste vídeo, no qual se focam, de forma muito breve, algumas posições pessoais dos candidatos à presidência americana quanto à sua vivência ou crença religiosa.
Bem, o denominador comum é que todos parecem comungar a doutrina cristã, que é por certo a religião dominante nos EUA. Aliás, mesmo que alguns nem sejam crentes ou praticantes, será pouco correcto ou sensato hostilizarem a maioria do eleitorado que professa essa fé, tanto evangélicos como protestantes ou católicos.
Claro que não creio que nenhum deles, nem mesmo o cristão mais fervoroso, advogue qualquer forma de discriminação religiosa, muito menos num país conhecido como a “terra da liberdade”. Por outro lado, as crenças pessoais e particulares, seja no campo religioso ou qualquer outro, dificilmente poderão assumir grande relevância na condução dos assuntos políticos, excepto no importantíssimo comportamento ético que sempre deve ser o apanágio de qualquer líder. Mas a ética é independente da religião, claro, embora também possa ser norteada por esta.
Assim sendo, não vejo mesmo nenhuma importância nesta curta selecção que o vídeo apresenta. Um não-evento, enfim…
De resto, quanto à Interfaith Alliance, apenas posso dizer que a sua insistência na legislação dos chamados “hate crimes” – como se houvesse crimes que não fossem manifestação de medo ou ódio! – não me parece um factor nada positivo. Mas este é um tema sem dúvida muito difícil. Para além do mais, em matéria penal nem me parece que os EUA estejam tão longe assim da sharia islâmica, diga-se. Ou seja, em barbaridade ou “fascismo” judicial, alguns países árabes ficam perfeitamente enquadrados com os Estados Unidos e a China, outro exemplo de como os extremos até se tocam, desde os ultra-religiosos até aos ateus…