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Por Ricardo Silvestre • 25 Fev, 2008 • Categoria: Cultura, Internacionais, Notícias

O Governo Paquistanês está a pedir ao YouTube para retirar “conteúdos objectiváveis” do seu servidor. Segundo a Pakistan Telecommunication Authority (PTA), videos que sejam promotores de “ofensas” ao Profeta terão de ser retirados deste servidor.

Numa declaração à imprensa pela organização do YouTube, foi explicado que houve uma alteração de protocolo de acesso ao sítio que partiu do Paquistão, e que afectou o acesso ao resto dos utilizadores mundiais durante duas horas no último Domingo. Nesse documento pode-se ler que “tráfego no YouTube foi afectado devido a uma erro num “Protocolo da Internet”, e muitos utilizadores à volta do mundo não conseguiram aceder ao sítio. Ficou determinado que a origem deste erro foi num servidor Paquistanês e estamos a trabalhar com outros na comunidade da Internet para não acontecer mais.”

No Paquistão, uma comissão formada pelos representantes de vários Ministérios Governamentais  ordenaram à PTA para bloquear o acesso ao YouTube. A PTA enviou uma carta para os Internet service providers (ISPs) a ordenar para impedir as pessoas no Paquistão de aceder ao YouTube. A BBC avança com a explicação que pode ter sido esta acção que causou distúrbios no acesso ao sítio.”

Ver aqui.

Será que é preciso um esforço de inteligência tão extraordinário a estas pessoas para as fazer entender que:

  • Este argumento de se sentirem “ofendidos” é totalmente idiota
  • Não é com “repressão” que conseguem evitar que as pessoas façam o quiserem
  • A “liberdade” significa poder saber o que nos ofende, ou não, e agir em conformidade.

Estas são as mentalidades do tempo da Idade do Bronze. Nada como a religião para as manter.

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19 Respostas »

  1. “Estas são as mentalidades do tempo da Idade do Bronze. Nada como a religião para as manter.”

    Logo, devemos concluir que o governo comunista da República Democrática da China, que é ateu, e bloqueou sites como YouTube e Wikipedia porque eles têm conteúdos que vão contra o que o governo diz tem uma mentalidade superior?

  2. Isso é uma conclusão sua, André. Não minha.

    O tema deste artigo, e deste sítio é religião, e não sistemas politicos.

  3. Sr. Ricardo

    É aí que o senhor se engana. Na verdade, seu argumento é apenas uma forma de fugir de uma face cruel do ateísmo.

    Segundo o senhor, o artigo e o sítio são sobre religião, embora a maioria dos ateus conteste que o ateísmo seja uma religião, o que caracteriza uma contradição de sua parte em relação à maior parte da comunidade atéia. Além disso, o senhor utilizou o fato do Governo Paquistanês ser uma teocracia para publicar e dar embasamento a este artigo. Se analisarmos a palavra teocracia, veremos que ela é formada por teo, que significa Deus, e cracia, que significa governo, logo, “Governo de Deus”, em seu sentido literal. Se tomarmos como base esta formação etimológica e sua declaração de que este sítio é apenas sobre religião, vemos que ambas estão corretas, mas no contexto colocado têm sentido contrário caracterizando-se, assim, como uma outra contradição de sua parte.

    E esta não é a minha opinião. O sistema político comunista idealizado por Marx é, em essência, ateu, pois seu autor disse que “a religião é o ópio do povo”. Se as religiões matam e torturam inocentes, os sistemas de governo ateus também o fazem e pelo mesmo motivo: impedir que o povo contrarie as vontades do governo. Logo, é logicamente inválido propor o ateísmo como respostas às atrocidades cometidas pelas religiões, pois ambos praticam atos equivalentes.

  4. Peço desculpa pela intromissão, mas permitam-e expôr o meu ponto de vista, já que tanto o André como o Ricardo tem razão em alguns pontos mas perdem-na noutros.

    Concordo inteiramente que todas as situações que o Ricardo descreveu em relação ao Paquistão, são acertadas: aquelas mentalidades são realmente retrógadas e a religião ajuda a estagná-las. Por outro lado, devo dizer que discordo da separação que se tenta fazer entre religião e sistema político, pretendendo-se assim ver na ausência da religião, a panaceia para todos os problemas políticos de um país. Por muito que achem completamente paradoxal, talvez os países nórdicos sejam bem mais “religiosos” que o nosso e daí o seu sucesso. Passo a explicar-me: associamos à religião, a institucionalização de práticas e crenças relacionadas com o sobrenatural. No ponto de vista da sobrenaturalidade, é óbvio que os países nórdicos não são nada “religiosos”; contudo, o seu comportamento em relação ao cumprimento de práticas e crenças mundanas (rotinas, horários de trabalho, projectos de desenvolvimento económico), é bem mais institucionalizado do que o nosso. Portugal, mais do que um país religioso, é essencialmente um país supersticioso! E só por acaso, quem melhor tem feito a gestão e o aproveitamento destas nossas crendices bacocas, tem sido a instituição religiosa (com uns intervalinhos de Estado Novo pelo meio).Ora nos ditos países ateus que o André falou (Rússia, Coreia, etc.), é novamente o factor supersticioso que entra em jogo; e quem melhor capitalizou essa crendice ingénua de povos intelectualmente pouco preparados, foi um aparelho de Estado sequioso de poder que SÓ POR ACASO era ateu. Assim, o que está aqui em causa não é dizer que “o país x é bom ou mau porque é ateu ou religioso”, mas sim, que “no país x, as condições de permeabilidade e falta de preparação mental ou educativa do seu povo, podem permitir que uma elite manipuladora, utilize a crendice ou superstição popular para uma manipulação de poder” - seja essa elite ateia ou religiosa!
    Desta forma, as afirmações do André enfermam do mesmo problema de análise querendo colocar o ónus no ateísmo. E da mesma maneira, há que fazer uma distinção: nos regimes ateístas autoritários ou ditatoriais, a institucionalização de práticas e crenças (desta feita, já não religiosas), vai em tudo buscar inspiração àquilo que de “melhor” o modelo propagandístico religioso produziu: uma manifestação de cartazes do lider Mao em Tiananmen ou de ogivas nucleares soviéticos na Praça Vermelha é em tudo igual a uma procissão de velas em Fátima ou a umas deambulações à Kabba em Meca.
    Por tudo isto André, não é à conta do ateísmo que se praticam actos desprezíveis: só se praticam actos desprezíveis à conta do ateísmo quando ele, continuando a não acreditar em Deus, tenta encontrar um substituto igualmente nefasto para o seu lugar; e isto só acontecerá se vingar a crendice e a superstição injustificada numa força maior (O Estado, o Líder, etc.), eliminando o ser racional e crítico que há em cada um de nós, substituindo-o pelo ser alienado ou subserviente.

  5. Lucas

    Sua colocação é deveras interessante, e leva-nos a reflectir profundamente:

    A palavra religião significa, em sua origem, religar. No caso, religar o homem com Deus. Como o ateísmo nega a existência de Deus, não podemos tratá-lo como sendo uma religião, pois se assim fosse, religaríamos o homem com o nada, e é impossível ligar alguma coisa ao nada. Logo, ateísmo não é uma religião. Mas considerando-se que a afirmação do Sr. Ricardo, de que o tema deste sítio é religião, esteja correcta, poderiamos construir o seguinte silogismo:

    O ateísmo não é uma religião.
    Este sítio é sobre religião.
    Logo, este sítio não é sobre ateísmo.

    Vemos, aí, que chegamos a um paradoxo.

    Se ateísmo não é religião, e se uma teocracia é um governo centrado na religião, podemos dizer que os países com governos ateus, como Coréia, Cuba…, não são teocracias. Mas como o sr. Lucas disse, “só se praticam actos desprezíveis à conta do ateísmo quando ele, continuando a não acreditar em Deus, tenta encontrar um substituto igualmente nefasto para o seu lugar; e isto só acontecerá se vingar a crendice e a superstição injustificada numa força maior (O Estado, o Líder, etc.),”. Concordo com essa afirmação, e digo que os governos desses estados substituem, sim, a figura de Deus por algo equivalente: o Estado, a Revolução, um Ideal… Assim, cria-se a figura de um Estado-Deus que, como o Altíssimo, é onisciente, onipresente e onipotente. Os líderes deste governo tentam, então, colocar a crendice e superstição injustificadas na mente do povo, ao restringir a liberdade religiosa e de expressão.

    Ao restringir tais liberdades, o Estado-Deus impede que o homem seja um ser racional e crítico, pois aqueles que têm idéias contrárias ao Estado ou críticas a este são duramente perseguidos. Vejamos, por exemplo, a China, que bloqueou a Wikipedia e o Google por esses conterem páginas com idéias contrárias ao Estado.

    Da mesma forma, poderíamos comparar isto às teocracias, que agem de forma semelhante, a não ser por um pequeno detalhe: as ações nefastas praticadas na teocracia não são, de fato, praticadas por Deus mas, sim, pelos homens que dizem estar agindo segundo Seus preceitos. Logo, podemos afirmar que, numa teocracia, o culpado pelas atrocidades não é Deus mas, sim, o homem. Datavenha, não podemos usufruir do mesmo raciocídio para países com governos ateístas, pois com a figura de Deus substituída pela figura de um Estado-Deus formado pelos homens, conclui-se que os atos destes homens são coniventes com as vontades do Estado-Deus, que foi criado por eles.

    Conclui-se, ainda, que os países Estado-Deus podem, a grosso modo, serem comparados à teocracia, pois possuem práticas equivalentes. Neste caso, os Estado-Deus seriam uma ateocracia. Mas uma coisa interessante que o Lucas colocou é que as fotos de Mao ou os mísseis na Praça Vermelha, no contexto do Estado-Deus, assumem a forma e a função de objeto de adoração, apesar de não serem adorados de facto, mas têm o mesmo propósito. Em relação à política, quando se fala de teocracias ou ateocracias, é muito difícil separá-la da religião, pois os atos de uma geralmente estão ligadas à outra. A questão, portanto, é bastante delicada: se um Estado ateu permite que seus cidadãos tenham liberdade religiosa, está tudo bem, mas se esta liberdade inexiste, há uma fusão entre a não-igreja e o Estado. O facto, porém, é que a maioria dos Estados teístas ou leigos permite a liberdade religiosa, mas o mesmo não pode ser dito das ateocracias.

    Pelo fato do ateísmo sempre negar o ônus da prova, conclui-se que, com base no que o Lucas disse, nessas ateocracias, há uma religianização do ateísmo e, portanto, o ônus estaria, ainda sim, com a religião, que torna-se presente de forma subentendida. Mas se pudéssemos chamar um comunista ateu e apresentar-lhe esta idéia, que ele, talvez por idealismo, apesar de negar veementemente a existência e o culto a Deus, está, de certa forma, subjulgados e cultuando o Estado-Deus, talvez até por ignorância - e, aqui, não gostaria de ser interpretado mal: ignorância, nesse caso, significa seu sentido mais literal: a falta de conhecimento -, é muito provável que ele negue tal, e recuse-se a acreditar que, mesmo ateu, está cultuando um Estado-Deus. Neste caso, o ônus da prova continuaria com o ateísmo, não porque o comunista o negou mas, sim, porque ao negar, ele estaria comparando os regimes ateus às teocracias em seus actos.

    E se o ônus da prova está com quem afirma, muitos ateus acreditam que não são eles quem o tem, pois ao afirmar “Deus não existe”, através do advérbio de negação “não”, os ateus estão negando, não cabendo a eles, portanto, o ônus. Entretanto, eu posso, através de recursos de linguagem, transformar a frase negativa dos ateus em uma frase afirmativa: “Deus inexiste”. Desta forma, os ateus estariam não negando a existência de Deus mas, sim, afirmando Sua inexistência e caberia a eles, portanto, o ônus da prova.

  6. Caro André,

    “Assim, cria-se a figura de um Estado-Deus que, como o Altíssimo, é onisciente, onipresente e onipotente”; de que “Altíssimo” está a falar, André? Olhe que Zeus era um bocado bronco, Javé não se nota que seja muito omnipresente e há muitos outros Altíssimos que nada ficam a dever à omnipotência…

    Diz também o André que “podemos afirmar que, numa teocracia, o culpado pelas atrocidades não é Deus mas, sim, o homem”; meu caro amigo André: até numa democracia o culpado de todos os problemas, até prova em contrário, é sempre o homem (ou melhor dizendo, a humanidade)!

    Em relação aos Estados: “O facto, porém, é que a maioria dos Estados teístas ou leigos permite a liberdade religiosa, mas o mesmo não pode ser dito das ateocracias”; André, esses Estados teístas ou leigos não permitem a liberdade religiosa: eles vivem dessa religiosidade (que só é feita em liberdade quando a mesma não fere o status quo instalado: veja a guerra de religiões no tempo da Reforma; a liberdade de culto só vai até ao ponto em que a religião de alguns é igual à religião de todos)! Como escreveu Michel Foucault, o processo coercivo de manipulação e condicionamento de massas, penetra fundo em todos os poros da sociedade – e sob as mais variadas formas. E se a religião puder contribuir para infiltrar as suas doutrinas através de todos os mecanismos que puder, esqueça lá a liberdade…

    O André tenta fazer um malabarismo retórico com a frase “Entretanto, eu posso, através de recursos de linguagem, transformar a frase negativa dos ateus em uma frase afirmativa: “Deus inexiste”. Desta forma, os ateus estariam não negando a existência de Deus mas, sim, afirmando Sua inexistência e caberia a eles, portanto, o ônus da prova”. Como o próprio André confirma, é “através de recursos de linguagem” e não através do recurso à realidade que você exige um ónus de prova! Ora, se não operarmos sobre um campo de experimentação comum e aferível que se sobreponha a meras convenções linguísticas, já dizia Wittgenstein, tudo é possível e real no seu mundo e tudo é possível e real no meu – e assim nunca se encontrará uma referência de verdade fora de cada um de nós e despenhamo-nos os dois no nossos respectivos solipsismos.

    Seja como for, agradeço-lhe a forma construtiva como expôs as suas reflexões.

  7. Lucas

    fico lisongeado de receber tal elogio. Acredito que ainda há muitas reflexões a serem feitas sobre o assunto e tanto ateístas quanto teístas têm pontos interessantes a colocar.

    “de que “Altíssimo” está a falar, André? Olhe que Zeus era um bocado bronco, Javé não se nota que seja muito omnipresente e há muitos outros Altíssimos que nada ficam a dever à omnipotência…”

    Na verdade, eu estou falando do Único Altíssimo que existe. Deverias saber que Deus é o mesmo para todos, mas recebe diferentes nomes e formas de adoração ao redor do mundo, devido às diferenças culturais. E agora fiquei curioso: por que Javé não é muito onipresente?

    “até numa democracia o culpado de todos os problemas, até prova em contrário, é sempre o homem”

    Concordo plenamente mas, se então, por que colocar a culpa das atrocidades das trocracias em Deus, se o culpado é o homem?

    “e assim nunca se encontrará uma referência de verdade fora de cada um de nós e despenhamo-nos os dois no nossos respectivos solipsismos.”

    Mas será que isso significa que a Questão jamais será respondida? Por que os ateus nunca podem ter o ônus da prova? O que eu vejo é que, na verdade, os ateus querem que os teístas provem que Deus existe e, se não conseguirem ou se conseguirem mas um ateu rebater suas afirmações, então conclui-se que Deus não existe porque não se pode provar Sua existência. Mas aí eu levanto outra questão: Newton descobriu a gravidade no século XVIII. A partir da descoberta de Newton, soube-se que existe uma força invisível que atrai todos os corpos para o centro da Terra, mas essa força não começou a existir quando Newton a descobriu: ela sempre esteve lá, independente de comprovação científica! Logo, o fato da ciência ainda não conseguir provar que Deus existe não significa, necessariamente, que Ele não exista - embora haja, sim, provas da existência do Criador, mas isso fica para outro post. E ainda sobre o ônus da prova, segundo a Wikipedia:

    “Um exemplo de afirmação primordial, é gravidade existe. Pegamos um conceito existente, e atribuimos a ele um valor de verdade. Agora, o ônus da prova recai sobre a pessoa que afirmou que essa gravidade existiria. Vamos supor que nesse momento, uma outra pessoa questiona essa afirmação, dizendo que “não há evidências que a gravidade existe”. A quem cabe o ônus da prova nessa situação? A resposta, o ônus ainda cabe a pessoa que afirmou a existência da gravidade. A segunda pessoa fez uma contra-afirmação.

    Uma afirmação que também necessitaria de ônus da prova seria gravidade não existe. É um novo julgamento de valor a respeito do mesmo conceito, logo, deve ser provado assim como o primeiro. É importante relembrar que ainda que essa afirmação não seja provada verdadeira, isso não implica que a outra afirmação necessariamente o é. O ônus da prova continua existindo para ambas. E se não forem provadas, ambas devem ser desconsideradas como argumentos.”

    Quer dizer, além dos teístas precisarem provar que Deus existe, os ateus também precisam provar que Ele não existe, caso contrário, a argumentação não é válida.

  8. Caro André,

    O “Único Altíssimo que existe”? Entrando no teu jogo de palavras, pegaria no que disseste: “o fato da ciência ainda não conseguir provar que Deus existe não significa, necessariamente, que Ele não exista”. Ora, o facto de a ciência ainda não ter conseguido provar que os OUTRO(A)S Deuse(a)s existem, isso não significa necessariamente que ele(a)s não existam! Portanto, como podes afirmar que existe um “Único Altíssimo”? Está a ver a contradição em que cais?

    Em relação às teocracias, nunca me ouviste dizer que “a culpa é de Deus”. Até porque, se Deus não existe, essa acusação seria ilógica.

    “Mas será que isso significa que a Questão jamais será respondida?” Que questão? A questão “Deus existe?” Se a questão é essa, ela já está respondida. Deus não existe e ninguém ainda apresentou provas dessa hipotética existência. Quanto à grande omnipresença de Javé, onde está ela? As histórias de Moisés e Noé? Essas então, são completamente pitorescas…

    Em relação à questão da gravidade, não vejo o que é que isso tem a ver com Deus. As maçãs caem, os corpos não levitam…ou seja, há uma manifestação física de algo que pode ser analisado e descrito como a tal “lei da gravidade”. Agora…Deus? O que é isso? Como pode ser medido? Onde se manifesta? Só na imaginação humana…

    Cumprimentos André

  9. Lucas Samuel (aliás, dois nomes Bíblicos, hein?):

    Não há contradição no que disse pois, logo após afirmar que existe apenas um Único Altíssimo, eu também afirmei que “Deus é o mesmo para todos, mas recebe diferentes nomes e formas de adoração ao redor do mundo, devido às diferenças culturais.”. Assim, podemos afirmar que Javé, Allah, Brahma, Steve Jobs (opa :)) são na verdade o mesmo Deus.

    Agora, e quanto à questão do politeísmo? Haveria como encaixar deuses como Zeus, Júpter, Amon-Rá neste raciocínio?

    Bem, primeiro temos que levar em consideração a natureza do deus em questão para saber se ele é, de fato, um deus. Peguemos por exemplo Amon-Rá, o deus supremo do antigo Egito. Se analisarmos a mitologia, veremos que Amon-Rá é, na verdade, o Sol. Os egípicios, ao não conseguirem explicar o Sol, atribuíram-lhe características divinas. Mas hoje, sabemos que o Sol é uma estrela e, assim como ele, existem várias outras. Pelo fato do Sol não ser algo singular no Universo, logo concluímos que Amon-Rá, e todos os outros deuses que também são representações da Natureza, não são deuses verdadeiros. A eles, tambem some-se deuses que representam fenômenos naturais ou sentimentos, como Afrodite, a deusa do amor, Hades, o deus dos mortos, etc… Sentimentos e fenômenos não são divinos, são naturais e explicáveis e, logo, não são deuses.

    Mesmo assim, reduzimos nosso leque a alguns deuses, como Júpter, Zeus, Odin, etc… Se Deus é o mesmo para todos, conclui-se que estes personagens são, na verdade, representações, ainda que errôneas, do Deus que criou o Universo. Logo, isso sustenta o monoteísmo.

    Quanto à onipresença de Javé, ou Deus, ou Allah, ou seja lá como você o chame, Ele está em todos os lugares, mas não interfere em nosas ações pois, do contrário, não teríamos livre arbítrio.

    Em relação às provas que o senhor diz que não existem, pode-te-ia citar casos ainda inexplicáveis para a Ciência, como o Santo Sudário ou o incidente de Nossa Senhora de Guadalupe. Antes de responder a esta afirmação, dê uma olhada em http://www.sancta.org/eyes_p.html e veja que isso seria tecnicamente impossível para a época relatada.

    Em relação à gravidade, foi só para provar que algumas coisas independem de comprovação científica para existir. Mas isso nos leva ao exemplo de Newton: a Inércia, a Gravidade e a Ação e Reação são chamadas de As Leis de Newton. Mas por quê? Será que você, Lucas, pode criar uma lei? Não. A única pessoa que pode criar uma lei é um legislador. Essas forças recebem o nome de Leis de Newton porque foi Newton quem as descobriu, não quem as inventou. Deus é o Supremo Legislador do Universo, que criou e mantém as leis da Física, Química e Biologia.

    E para pensares: a Ciência não consegue explicar Deus. Mas a Ciência consegue explicar o amor?

  10. E o nosso milagre de fátima André, estás-te a esquecer? Eu tenho (tinha ) uma familiar que presenciou tudo.

    O Ateu também tem os seus milagres…há uns que até dizem que o Universo veio literalmente do nada …o que é simplesmente absurdo.

  11. Bem…há tanta coisa para refutar que obviamente vou ter de deixar ficar algumas para trás…

    “Podemos afirmar que Javé, Allah, Brahma, Steve Jobs (opa:)) são na verdade o mesmo Deus”. E podemos também afirmar que o Dalai Lama, o Papa, o Mullah Omar, etc., também dizem todos a mesma coisa? Eu também gosto de culinária, mas convém não abusar da salada…

    “Peguemos por exemplo Amon-Rá, o deus supremo do antigo Egito”. Correcção: Deus supremo de Tebas e UM dos MUITOS deuses do antigo Egipto (aliás, as características híbridas dos deuses egípcios podem mesmo levar-nos a dizer a falar de VÁRIOS deuses representados num só: assim por exemplo, Ra pode apresentar-se como Keper-Ra, Amon-Ra, etc. Para já não falar dos faraós, incorporadores da divindade Ra. Assim, tens User-Maat-Ka-Ra (Menkepere-Tutmosis III), Ra-messes (Ramses),etc.

    “Pelo fato do Sol não ser algo singular no Universo, logo concluímos que Amon-Rá, e todos os outros deuses que também são representações da Natureza, não são deuses verdadeiros”. Isso também se aplica se aplica ao indivíduo que disse “eu sou a luz do mundo”? (Jo 8:12) a não ser que a luz não tenha nada a ver com a Natureza…

    “Quanto à onipresença de Javé, ou Deus, ou Allah, ou seja lá como você o chame, Ele está em todos os lugares, mas não interfere em nossas ações pois, do contrário, não teríamos livre arbítrio”. Se existisse Deus, porque carga de água estaria ele interessado no nosso livre arbítrio para alguma coisa?

    “Em relação às provas que o senhor diz que não existem, pode-te-ia citar casos ainda inexplicáveis para a Ciência, como o Santo Sudário ou o incidente de Nossa Senhora de Guadalupe”; em relação a esses e a todos os outros, a Ciência já explicou tudo o que tinha a explicar: fraude! O que não faltam hoje em dia são teorias “Código DaVincialhadas”. Já dizia alguém e muito bem: se toda a gente juntasse os pequenos pedaços do Santo Lenho que cada Igreja diz possuir, conseguiríamos construir uns quatro ou cinco barcos de madeira!

    “A única pessoa que pode criar uma lei é um legislador. Essas forças recebem o nome de Leis de Newton porque foi Newton quem as descobriu, não quem as inventou. Deus é o Supremo Legislador do Universo, que criou e mantém as leis da Física, Química e Biologia”. Para quê? Não podia Deus entreter-se com uns Legos…?

    “A Ciência não consegue explicar Deus. Mas a Ciência consegue explicar o amor?” Aí é que te enganas: Marx, Freud, Nietzsche, Feuerbach, Bertrand Russel & Comp. já explicaram tudo o que interessa explicar acerca de Deus. Em relação ao amor, claro que a Ciência o consegue explicar: é só falares com um bom neurologista!

    Em relação a Fátima, o único milagre que ali aconteceu foi só este: à conta de uma alucinação (na melhor das hipóteses…), transformar uma irrelevante terriola do interior (com todo o respeito que ela me merece), num dos principais destinos turísticos do país.

    PS: Sr. 1º Ministro Sócrates: precisamos de mais uns 4 ou 5 milagres estrategicamente distribuídos pelo país para ver se a economia melhora! Comece já a trabalhar nisso!…

    Cumprimentos ateus.

  12. O santo sudário já foi estabelecido como fraude? Força cite aí uma fonte….

  13. O santo sudário já foi estabelecido como fraude? Força cite aí uma fonte…. [1]

    Quanto à Nossa Senhora de Guadalupe, o senhor pode provar que é uma fraude? Veja que na URL que lhe passei diz que, na imagem dos olhos da santa, existe o reflexo - ou a foto - das pessoas que estavam presente no incidente. Isto é em escala microscópica. Se ainda hoje não conseguimos realizar tal façanha, seria possível fazer isso há cerca de 300 anos? Acho que nem o Leonardo DaVinci conseguiria tal feito: deveriam ser micropincéis e, ainda assim, tomar-se muito cuidado com a tinta. Há, ainda, relatos que os olhos da santa se fecham em determinadas ocasiões. Será que eles usaram imagens holográficas há 300 anos, ou será que a única explicação para isso é que esta é uma prova científica irrefutável da existência de Deus?

    Quanto ao amor, o que os neurologistas explicam? O amor carnal pode ser explicado, mas e o amor de mãe e filho, irmão e irmã, ou o amor que sentimos pelo próximo ou desconhecido, poderíamos explicá-lo?

    “Pelo fato do Sol não ser algo singular no Universo, logo concluímos que Amon-Rá, e todos os outros deuses que também são representações da Natureza, não são deuses verdadeiros”. Isso também se aplica se aplica ao indivíduo que disse “eu sou a luz do mundo”? (Jo 8:12) a não ser que a luz não tenha nada a ver com a Natureza…

    Neste sentido específico, não se trata de uma luz literal. Luz, aqui, quer dizer a solução, o caminho, a resposta…

    “Podemos afirmar que Javé, Allah, Brahma, Steve Jobs (opa:)) são na verdade o mesmo Deus”. E podemos também afirmar que o Dalai Lama, o Papa, o Mullah Omar, etc., também dizem todos a mesma coisa? Eu também gosto de culinária, mas convém não abusar da salada…

    Não, de fato o Dalai Lama, o Papa, o Mullah Omar não dizem e não são a mesma coisa. Entretanto, isso se deve às diferenças culturais, que foram citadas anteriormente. Também, se analisarmos o que eles dizem, veremos que há muita divergência, é verdade, mas existe muita coisa em comum.

    Para você ter uma idéia da complexidade do que estamos falando, no Século VI a.C. , o cientista Ateu, Pitágoras, TEORIZOU que a terra “só poderia ser uma esfera” ( redonda ). Mas, dois séculos antes dele, o profeta ISAÍAS descreveu com clareza e absoluta certeza essa afirmação.

    Is. 40:22 “ E Ele o que está assentado sobre o círculo da terra, cujos moradores são para ele como gafanhotos; é ele o que estende os céus como cortina, e o desenrola como tenda para nela habitar”.

    A palavra Hebraica HHUG Significa Circulo ou esfera.

    Deus está a frente da Ciência.

  14. Gostaria de perguntar aos ateus aqui, já agora… porque é que um Universo com Deus e com um propósito é ridículo, e porque é que faz mais sentido um Universo sem propósito, que só “serve” e existe para as estrelas andarem aí a explodir e os planetas andarem aí a dançar e a chocarem uns contra os outros, e que por acaso dá origem a seres com verdadeira racionalidade e com consciência…porque se nós somos apenas um conjunto de átomos devíamos ser tipo robots ou não?

  15. Quanto à fraude do sudário: http://mcri.org/home/section/63-64/the-shroud-of-turin

    Quanto à tal senhora da Guadalupe: olho para uma janela, olho para as nuvens e, eis senão quando…lá me aparece a Sharon Stone a conduzir um Aston Martin e a acenar-me; para recobrar os sentidos tomo um café, mais eis que a chávena se entorna e umas manchas ficam marcadas na toalha: são a imagem do diabo que me parece apontar o dedo a dizer: “estragaste o napron!!” Por tudo isto e muito mais…DEUS EXISTE? Por favor, give me a break…se lhes interessa o microuniverso, leiam mais é “Objectos Fractais” do Benoit Mandelbrot.

    “Quanto ao amor, o que os neurologistas explicam? O amor carnal pode ser explicado, mas e o amor de mãe e filho, irmão e irmã, ou o amor que sentimos pelo próximo ou desconhecido, poderíamos explicá-lo?” Oh! Mas esse amor explica-o perfeitamente a Bíblia: “Deus disse: “pega no teu filho, no teu único filho, a quem tanto amas, Isaac, e vai á região de Moriá, onde o oferecerás em holocausto, num dos montes que eu te indicar”. No dia seguinte de manhã, Abraão aparelhou o jumento, tomou consigo dois servos e o seu filho Isaac, partiu lenha para o holocausto e pôs-se a caminho para o lugar que Deus lhe tinha indicado” (Gen 22); ou então se preferirem uma coisa mais actual, “a tua mãe e os teus irmãos estão lá fora e querem falar-te”. Jesus respondeu ao que lhe falara: “Quem é a minha mãe e quem são os meus irmãos?” (Mt 12:47). Mas que bela concepção de amor! Contudo, o que eu acho revelador do extraordinário conceito de família talvez seja este: “Eis pois o que diz o Senhor: ‘ vou fazer sair da tua própria casa males contra ti. Tomarei as tuas mulheres diante dos teus olhos e hei-de dá-las a outro, que dormirá com elas à luz do Sol!” (2 Sm 12:11). Ao pé de Deus, o Bibi é um santo!

    “Neste sentido específico, não se trata de uma luz literal. Luz, aqui, quer dizer a solução, o caminho, a resposta”. Como Jesus não se sabe exprimir, agradecemos portanto aos seus intérpretes.

    Deus está à frente da Ciência porque um tipo qualquer diz “E Ele o que está assentado sobre o círculo da terra, cujos moradores são para ele como gafanhotos; é ele o que estende os céus como cortina, e o desenrola como tenda para nela habitar”??? Hmmm… eu não gostava de estar no teu lugar quando fizeres provas de matemática e responderes dessa maneira…

    E quanto à pergunta “porque é que um Universo com Deus e com um propósito é ridículo, e porque é que faz mais sentido um Universo sem propósito, que só “serve” e existe para as estrelas andarem aí a explodir e os planetas andarem aí a dançar e a chocarem uns contra os outros”, bem…já deste mesmo a resposta! As estrelas realmente explodem e os planetas andam para aí a dançar! Se ‘Deus’ fez isso assim, é melhor perguntares-lhe…

  16. Lucas Samuel, tu realmente és uma verdadeira anedota… os teus argumentos são tanto ridículos como desonestos…podias ter feito uma pesquisa mais afinada no google sobre o sudário… porque o que mencionaste já foi explicado há muito tempo..
    Mas não vou perder nem mais 1 segundo a escrever para ti…

  17. Resultado Final:

    Argumentação Irrefutável -1
    Ressabiado com birra - 0

    Boa viagem até ao Paraíso e…vê se não voltas. O Universo agradece.

  18. Palmas para o ateu, que conseguiu provar que a imagem que está no sudário nao foi criada por contato.

    Segundo Pe. Quevedo, vários cientistas já confirmaram que, quando Jesus foi sepultado, foi enrolado no sudário e, 36 horas depois, houve uma explosao atomica, ou seja, Seu Corpo explodiu. Mas esta explosao durou apenas 1 milésimo de segundo, o suficiente para impressionar o pano com as marcas de Seu Corpo. Se a explosao tivesse durado dois milésimos de segundo, nao haveria nem pano para contar a história. Isso foi, segundo o padre, um “milagrasso”.

    Além do mais, o fato do Sudário ter saído ileso de um incendio merece consideraçao.

  19. Assim, nos momentos de maior desânimo ATéEU, julgando ter toda a liberdade do mundo pratiquei, actos irresponsáveis, mas ainda era criança. Hoje um pouco mais responsável, não me permito a tanta, liberdade. Cresci, enquanto cidadão, pai e contribuinte; é muito importante, vocês não acham?, agora sou mais responsável. Consciente de que não sou perfeito, também erro, mas dou a minha cara, reparo o reparável, e alegro-me com o que aprendi, sou o resultado de todos os EUS, por isso agradeço a DeEUS a minha existência.

    Os países nórdicos, mais desenvolvidos que nós por serem menos religiosos? Em minha modesta opinião, são as condições naturais, por serem mais rigorosas é que impõem uma maior disciplina social. Em Portugal é o sol, a luz, já nos chamaram de lusitanos, recordam-se, e cumprimos a nossa missão fomos a luz do mundo realizamos os descobrimentos, ou não? Antes, fomos os cónios, isto é que já não se recordam, creio, nessa altura tinhamos recebido o conhecimento de DeEUS, que nos abençou e disse: frutificai, multiplicai-vos enchei a terra e submetei-a. Dominai sobre todos os peixes da água, aves do céu e os restantes animais que se arrastam pela face da terra. Assim, abençoados pela palavra do Senhor, espalhamo-nos pelos quatro cantos do mundo isto teve inicio á VII milénios e já ninguém se recorda, criaturas de pouca memória, estais perdoados.

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