PZ Meyers, outro dos heróis do “novo” ateísmo, desconstrói mais uma vez, com brilhantismo, um dos argumentos “preferidos” dos criacionistas religiosos: neste caso, que algumas das atrocidades feitas por homens lunáticos e desequilibrados são devido ao Darwinismo.
PZ expõe a falácia produzida por aqueles que acreditam que o “Darwinismo social” foi a principal razão para a existência do Holocausto. Citando Denyse O’Leary (mais uma fanática do Discovery Institute que promove o “desenho inteligente”), PZ apresenta o argumento base para esta falácia:
“A ideia da extinção dos Judeus, da mesma forma que se extinguiram os dinossauros, por parte dos Nazis – foi derivada do Darwinsimo, e não da Igreja. “
Quanto a esta afirmação, basta ver o livro escrito por Lutero, On the Jews and Their Lies, para ver de onde vêm as verdadeiras razões para a destruição sistemática dos Judeus. E este documento foi produzido cerca de 300 anos antes de Darwin. No livro, são inclusive listados 8 pontos em como o fazer:

1. Incendiar as suas sinagogas (…)
2. Destruir as suas casas (…)
3. Retirar dos Judeus os seus livros sagrados (…)
4. Impedir os rabis de ensinar, sob pena de morte ou desmembramento (…)
5. Impedir a livre circulação de Judeus
6. Impedir a posse por parte de Judeus de dinheiro, prata ou ouro (…)
7. Os Judeus devem ganhar o seu “pão com o suor do seu rosto” (…) e deve se impedir que estes “escolhidos” possam andar a comer e a “peidar-se”, ao mesmo tempo que se vangloriam, de viver a custa dos Cristãos.
8. Se quisermos lavar as nossas mãos da blasfémia dos Judeus, e não partilhar a sua culpa, temos de os afastar de onde estamos. Eles devem ser expulsos do nosso país como “cães danados”
Mas o que é realmente preocupante é que, pessoas como a Denyse O’Leary, com os seus argumentos claramente errados e estúpidos, são no entanto os “líderes de opinião” em questões de ”moral e razão”. Bom senso, história, lógica e factos são ignorados de uma forma propositada por estas pessoas, e o que estes criacionistas passam aos seus “rebanhos” são falsidades que passam como verdades.
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