Investigadores querem descobrir por que acreditamos em Deus
Por Ana Valente • 19 Fev, 2008 • Categoria: Ciência & Educação, Notícias, Psicologia & Sociologia“Um grupo de cientistas da Universidade de Oxford, Reino Unido, vai gastar dois milhões e meio de euros para descobrir por que é que as pessoas acreditam em Deus.
Os investigadores do Centro Ian Ramsey para a Ciência e Religião e do Centro de Antropologia e da Mente, em Oxford (Reino Unido), vão desenvolver uma «abordagem científica ao porquê de se acreditar em Deus e a outros assuntos em torno da natureza e da origem da crença religiosa», explicaram na edição de hoje do jornal The Times.
Os cientistas não tentarão responder sobre se Deus existe ou não: eles vão investigar se a crença em Deus foi uma vantagem que contribuiu para a sobrevivência e evolução da espécie humana, ou, ao contrário, se a fé é, tal como outras características do Homem, um produto dessa evolução. “Estamos interessados em explorar exactamente de que forma a crença em Deus é um fenómeno natural [na espécie humana]. Achamos que há mais de natural do que muitas pessoas supõem», adiantou o psicólogo Justin Barret. O cientista compara os crentes a crianças de três anos de idade, que «assumem que os adultos sabem praticamente tudo o que há para saber».
Justin Barret, que é cristão, explicou que a tendência das crianças para acreditar na omnisciência dos outros, que é necessária para permitir que os seres humanos socializem e cooperem, é atenuada pela experiência ao longo do crescimento, mas continua no que diz respeito à crença em Deus.
«Geralmente ela continua na vida adulta», afirmou o investigador britânico, rematando: acreditar «é fácil, é intuitivo, é natural».
O estudo vai também tentar demonstrar se a crença na vida depois da morte é algo que tem de ser ensinado ou se é uma característica inata ao Homem, produto da selecção natural, tal como procurará investigar outras questões, por exemplo se os conflitos religiosos são inerentes à natureza humana.
Os cientistas vão relacionar a religião com a biologia evolutiva, recorrendo ainda a outras disciplinas científicas ligadas à mente, da neurociência à linguística.
O estudo conseguiu o financiamento de 2,5 milhões de euros da Fundação John Templeton, que apoia pesquisa em religião, ciência e espiritualidade, e terá a duração de três anos.”
Ficamos à espera (quase em ansiedade) para saber qual a metodologia que vão utilizar neste estudo e pelos resultados, claro.
Ao contrário do crer para ver, nós escolhemos ver para verificar as hipóteses e crer…
Nem precisa gastar todo esse dinheiro. Basta estudar um pouco de antropologia e história.
Edgar Morin até mastiga isso para eles.
Não quero afirmar que este estudo está inquinado à partida até porque a Universidade de Oxford é bastante credível mas há muita gente que duvida da imparcialidade de um estudo financiado por esta fundação, conhecida por se vestir de um manto científico, quando na verdade não é neutral, enviesando frequentemente os resultados das investigações produzidas ou financiadas.
Eles vão gastar 2 milhões e meio só para saberem porque as pessoas crêem em Deus? Paguem pra mim que eu respondo!
Caro João, concordo plenamente consigo, daí fazer referência a “qual a metodologia”, no entanto vamos esperar para ver os tais resultados…
Caro Alenônimo, entre em contacto com a fundação, faça as suas sugestões e depois partilhe aqui no portal…
Caro Luiz, se os estudos são bem feitos nunca são demais, existem sempre algumas variaveis que ainda não foram ruminadas!
De sábios e de loucos todos temos um pouco, é apenas um ditado popular e que a sabedoria dos homens é loucura para Deus e que a ciência para Deus é loucura de alguns homens também deve ser verdade. Mas, todos precisamos de viver por isso gastar esse dinheiro para alimentar tantos loucos é de facto uma grande obra de caridade divina. Deus nasceu do engenho e espírito criador do povo português, há cerca de sete mil anos em Almendres.