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Por Ricardo Silvestre • 18 Fev, 2008 • Categoria: Cultura, Internacionais, Notícias

A Conferência Episcopal Paquistanesa condenou “abertamente” a decisão de publicar, pela segunda vez, uma caricatura do profeta Maomé em jornais dinamarqueses.
“É uma decisão que ofende milhões de muçulmanos e que não pode ser justificada com a liberdade de expressão”, refere o presidente do episcopado católico no Paquistão, D. Lawrence Saldanha, em declarações à agência AsiaNews.
Os jornais disseram que a reprodução foi uma declaração da liberdade de expressão mas ela foi vista como ofensiva por muitos muçulmanos porque a lei islâmica opõe-se a toda a descrição física do profeta.
Para o Arcebispo Saldanha deve sempre evitar a “humilhação de outra fé”, respeitando todas as religiões. “Rezamos por uma solução positiva para esta questão”, conclui.”

Ver aqui.

Primeiro, a proibição de fazer “descrições físicas” do “profeta” Maomé é respeitante aos muçulmanos. Faz parte de um dos seus mandamentos (copiado descaradamente do antigo testamento judeu sobre criar imagens para adoração) e que, de uma forma absolutamente espantosa, é agora uma “proibição” para todos os não muçulmanos também. E ninguém parece se importar com esse abuso por parte dos fanáticos religiosos.

Segundo. Dizer que “a liberdade de expressão” não “pode justificar” a decisão de imprimir uns quantos cartoons é a capitulação do Ocidente à falta de razão e de bom senso dos “milhões de muçulmanos” que se sentem incomodados.

Terceiro. O arcebispo Saldanha que reze. Que reze muito. Para evitar que haja humilhações da fé (que é o verdadeiro problema aqui, não o “respeito por milhões de muçulmanos”) e principalmente para que não esteja a abrir a porta às exigências megalómanas destes sectores da religião islâmica, que só estarão satisfeitos quando nada mais existir, a não ser as suas vontades, leis e crenças.

Como diria Edward Murray, “Good night…and good luck”.

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Obrigado a Thomas Boldt

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