O problema

Por Ricardo Silvestre • 14 Fev, 2008 • Categoria: Cultura, Nacionais, Notícias

“De 6 a 8 de Março de 2008, o Conselho Pontifício para a Cultura (CPC) celebra a sua assembleia plenária, uma reunião de cardeais, bispos, sacerdotes, religiosos e leigos, em representação dos cinco continentes, para analisar o fenómeno da secularização.

“Tratam-se de três dias de intenso diálogo e intercâmbio cultural para tentar responder às perguntas da cultura globalizada pós-moderna”, anuncia o organismo vaticano em um comunicado.

O problema da secularização será abordado “como nos é apresentado neste princípio do terceiro milénio, levando em conta sobretudo a sua dimensão cultural, às vezes conjugada em termos de secularismo”.

Este secularismo, declara o Conselho, não só nega explicitamente a presença de Deus, mas se manifesta também “numa mentalidade na qual Deus está ausente, total ou parcialmente, da vida e da consciência humana”.

“A consequência é um vazio existencial no qual a pós-modernidade se caracteriza pelo paradoxo do crescimento de uma realidade dupla: a secularização e a religiosidade, o ateísmo prático e os sucedâneos religiosos, em uma sociedade plural que busca uma ética cujos valores sejam aceitos por quem se proclama ‘absolutamente diferente’ e quem absolutiza o relativo”, conclui o comunicado do CPC, presidido pelo Arcebispo Gianfranco Ravasi.

Redacção/Zenit”

Ver aqui.

” O problema da secularização (…)”

Quando se inicia uma frase desta maneira está  a expor-se logo qual o ponto de partida do raciocínio. O “problema”. Isto pressupõe, imediatamente, que há algo que é preocupante, que é de recear, que é de combater.

 Talvez alguém deva explicar a estes senhores que o secularismo não é um “problema”, mas uma inevitabilidade, mesmo que “os valores sejam aceitos por quem se proclama ‘absolutamente diferente’ e quem absolutiza o relativo” (seja lá o que é que isso quer dizer).

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