A (in)tolerância religiosa

Por Manuel Lopes • 13 Fev, 2008 • Categoria: Ciência & Educação, Discriminação Religiosa, Juventude, Opinião

Como pessoa civilizada que me considero, consciente dos meus direitos e obrigações e dos meus deveres cívicos, há certas formas de manifestação que me repugnam pela falta de erudição e bons modos utilizada.

Ainda existem, infelizmente, pessoas que não estão cientes do conceito de tolerância. Para tais indivíduos, passo a definir tolerância: é a capacidade que uma pessoa detém de aceitar as diferenças dos outros. Essas diferenças poderão ser de género, raça, ideologia, religião, facção política, entre outros. Não pensem que este conceito foi retirado do dicionário Priberam da língua portuguesa online; não, ainda não necessito de consultar uma definição formal de tolerância, para a compreender.

Acontece que todos os dias vejo pessoas que não conseguem distinguir tolerância de espírito crítico e com liberdade de expressão.

Passo a exemplificar: tenho verificado ultimamente, em vários posts de alguns blogs sobre ateísmo, que há gente que não tem mais nada que fazer do que utilizar linguagem ofensiva em relação aos autores dos mesmos. Obviamente, uma vez que estamos num Portal onde se discutem temas sobre ateísmo e religião, este artigo dirige-se, basicamente, àqueles crentes (e repare-se que não faço aqui qualquer tipo de distinção entre crenças) que, na incapacidade que demonstram de raciocinar e tentar argumentar em discussões saudáveis, somente conseguem insultar os ateus, com o uso da linguagem mais baixa e reles – por vezes até imaginativa – de que se lembram. Tenho um nome para esta atitude: intolerância religiosa.

Penso e defendo que a liberdade religiosa, um tema que abordarei mais aprofundadamente no futuro, abrange tanto o direito de escolher ou adoptar uma religião, como o de não acreditar em entidades sobrenaturais, logo de não possuir religião.

Se às religiões e respectivos crentes é dada a faculdade de apregoarem os seus ensinamentos, obviamente que, àqueles que não escolheram uma religião, idêntica faculdade há-de ser atribuída.

Não se pense que o que aqui estou a escrever se aplica somente aos religiosos que têm tais atitudes. Não, o raciocínio aplica-se de igual forma aos ateus ou agnósticos que ofendam os autores de posts religiosos.

Não se poderão é confundir alguns conceitos: o de ironia, humor e crítica construtiva com os de azedume, ataque pessoal e frustação perante a incapacidade de enfrentar a adversidade com armas justas e proporcionais.

Atenção que não me refiro somente a uma realidade mais restrita como a dos blogs e sites. Falo de realidades mais abrangentes e que muitas vezes se encontram obnubiladas por floreados de palavras bonitas, de discursos emitidos por entidades que supostamente deveriam ser mais rectas na representação das suas religiões.

Repare-se: se não existir tolerância, o que é que acontece? Criam-se climas de tensão. E os climas de tensão originam o quê? Simples, originam conflitos. (Resposta dada por 70% dos jovens de 18 anos com quem lido diariamente).

Tenho dito.

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6 Respostas »

  1. Hmmm… Que tal teclar duas vezes quando for separar um parágrafo? Tá tudo junto e fica difícil ler.

  2. E para quem quiser conhecer TODOS os cartoons na origem da polémica pode visitar este meu artigo, já com dois anos.

    Ver cartoons

  3. Em relação ao comentário do Alenônimo, penso já estar resolvido.

  4. Helder, não terás enganado no artigo a comentar? Eu sei que está relacionado, mas… :)

    Caro Alenônimo, peço desculpa pela tamanho da letra. Já corrigi para que pudesse ler com menor dificuldade. De qualque forma, no futuro já estarei prevenido.

    Bem-hajam!

  5. Não, Manel, foi minha intenção deram uma achega, apenas isso.

    As separações de parágrafos não estavam correctas mas eu interferi porque, de facto, estava difícil de ler.

    Abraço.

  6. [...] coincidências engraçadas. Acabadinho de escrever este artigo acerca da tolerância religiosa, dou-me conta desta notícia. Ainda há 2 anos por altura da [...]

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