Reacção de Yasmin Alibhai-Brown à introducção da sharia no RU
Por Filomena de Mello • 11 Fev, 2008 • Categoria: Discriminação Religiosa, NotíciasReacção de Yasmin Alibhai-Brown, uma mulher muçulmana, aos comentários do Arcebispo Williams sobre a aceitação de certos aspectos da Lei Sharia na Inglaterra.
“O que Rowam Williams defende é abominável, os benefícios de uma lei escrita por homens barbudos para benefício desses mesmos homens.Tenho a certeza que o Sr. Williams não quereria que as mulheres de quem ele gosta fossem sujeitas à lei que ele tão facilmente subscreve.
Olhe-se para o mundo Islâmico onde a sharia é imposta, e em cada um desses países, essas regras reduzem o valor da mulher a menos de metade daquele que os homens têm. Diferentes nações muçulmanas afirmam ter uma legitimidade muito própria para aplicar a lei da Sharia, sendo essa legitimidade dada, claro, por Deus. Na Arábia Saudita, as mulheres não podem conduzir (e onde está essa parte no Corão, pode qualquer pessoa perguntar). No Bangladesh e no Paquistão as mulheres podem conduzir, mas o crescimento da intolerância das leis da sharia, podem retirar esse direito às mulheres desses países.
Dez anos atrás, as únicas mulheres vestidas de forma tradicional muçulmana (só com o rosto à vista) eram as mulheres dos Sheiks. Neste momento, por todo o lado na Europa as jovens mulheres “desaparecem” dos lugares públicos escondidas pelas suas roupas e pelos dogmas dos homens que as vestem.
No Paquistão, mulheres activistas tem perdido a sua vida por protestar contra a injustiça das leis da Sharia bastando a suspeição, a suspeição apenas, de uma mulher poder ser adultera, ou vitima de violação, para acabar por ser punida de uma forma hedionda, enquanto os homens não são incomodados.
Na teocracia do Irão, a “polícia da moralidade” persegue as mulheres, espancando-as, colocando-as em prisões por “mostrarem um tornozelo, por caminhar de uma forma provocadora, ou por cantar nas ruas”.
Se um homem muçulmano quiser casar com uma menina de 12 anos, pode fazê-lo no Afeganistão, uma vez que esse estilo de união é aprovado pelos Mullahs. Isso é a Lei da Sharia. Muitas mulheres, homossexuais e dissidentes fogem para o Reino Unido para escapar a essas leis tirânicas islâmicas e quer o Dr. Williams que essas mesmas leis sejam aplicadas neste pais, fazendo com que os refugiados se tornem em vitimas novamente.
Não podia deixar de subscrever a reacção de Yasmin Alibhai-Brown, é fácil para um membro privilegiado de uma comunidade defender a implementação de medidas, ainda por cima misturando conceitos religiosos e regras civis, que nunca afectarão pessoas como ele.




