Campos de batalha
Por Ricardo Silvestre • 11 Fev, 2008 • Categoria: Ciência & Educação, Internacionais, Notícias“Depois de uma missa na Westminster Chapel, este domingo em Londres, os crentes foram motivados a lutar na “guerra de culturas” com o mesmo espírito que Sir Winston Churchill teinha nas batalhas da Segunda Grande Guerra.
Já no exterior da igreja, o evangelista Inglês, James McLean explicava à congregação que “a evolução das espécies é uma mentira, e está a ser ensinada nas escolas como um facto, o que está a conduzir as nossas crianças para o caminho errado”
Europeus têm visto o conflito entre evolucionistas e criacionistas como primariamente um fenómeno Norte-americano. No entanto, recentemente começaram-se a registar alguns movimentos criacionistas em países como Itália, Alemanha, Polónia e Reino Unido.
No entanto, os defensores do Darwinsimo estão a “ripostar”, e em Outubro passado, o Conselho Europeu, um grupo de 47 nações, condenou qualquer tentativa de ensinar criacionismo nas escolas Europeias.
Criacionismo é ainda um assunto marginal na Europa, comparado com os Estados Unidos. No entento, um fervor maníaco está a desenvolver-se no “velho continente”, e evangelistas afirmam que o número de crentes que acreditam na história do Génesis da Bíblia como sendo factual tem estado a aumentar.
Outras organizações Britânicas têm se juntando à “cruzada”: um grupo chamado Truth in Science enviou milhares de DVD para as escolas britânicas para mostrar que a humanidade é resultado de “desenho inteligente” e não de “evolução Darwniana”.
Até mesmo os muçulmanos se aliaram aos evangélicos, afirmando que o criacionismo merece ser ensinado na sala de aula. O Governo Britânico tenciona retirar apoio estatal a cerca de 100 escolas islâmicas que ensinam a versão criacionista do Corão.
O Concelho da Europa tomou a sua posição sobre condenar o ensino de criacionismo depois de Harun Yahya, um conhecido criacionista muçulmano Turco, ter tentado colocar um livro criado por si, o “Atlas da Criação” em escolas públicas em França, Suíça, Bélgica e Espanha.
“Estes desenvolvimentos são muito preocupantes”, disse Anne Brasseur, autora do relatório produzido pelo Conselho da Europa.”
Ver aqui.
Estamos “só” às portas de festejar o 150 aniversário da data em que Charles Darwin escreveu “A Evolução das Espécies”, e afinal parece que todo o seu trabalho estáva errado, parte dos seres humanos está é a “desevoluir”: a tornarem-se nas bactérias que merecem ser.
Concordo plenamente que o criacionismo seja ensinado nas escolas, a par das teorias evolutivas. Só assim se cria um espirito critico para demarcar determinada posição. Sem dar demasiado ênfase a teoria Darwinista, como acontece hoje em dia, como se fosse um “dogma” da ciência.
Caro João C.,
«…dar demasiado ênfase a teoria Darwinista, como acontece hoje em dia, como se fosse um “dogma” da ciência»
Como é que explica a uma criança uma mutação de um vírus que ocorre diante dos nossos olhos num microscópio electrónico?
Que o seu fantasma favorito anda por ali a brincar?
Só espero que os meus filhos nunca o tenham como professor!…
A evolução já foi uma teoria!
Já não é!
A evolução é um facto observável em tempo real e em “diferido”.
PS: E por favor não venha com o discurso copypastado que o ID admite pequenas variações – ou mutações – dentro de cada espécie.
É que se assim for, fica desde já convidado a explicar detalhadamente o mecanismo que impede que determinado gene se altere porque vai dar origem a uma nova espécie.
Cumprimentos
Mas porque havemos de ser limitados e admitir uma hipotese meramente biológica? Poeuqe não aceitar a outra parte de verdade e admitir que por trás de todas as causas físicas e biolõgicas há de facto uma mão condutora, que definiu as leis que regem o mundo e o universo?…porque nao complementarem-se? em parte, as teorias evolucionistas podem explicar grande parte da natureza, mas ficam desprovidas de sentido quando isoladas de uma intenção que foi a da criação das leis que regem todos os principios, incluido a evolução, por Alguém.
se a ciencia poderá explicar a física, o funcionamento, o modo como as coisas acontecem, porque não recorrer à filosofia, à própria teologia para compreender um pouco (pelo menos para aceitar) a essência e o propósito pelo qual fomos criados?
Sejamos humildes diante do maravilhoso e complexo mundo natural, o qual foi criado com toda a sabedoria e inteligência, assim como você e eu.
Cumprimentos
criacionismo fora das escolas… basta de parasitismo!!
«Mas porque havemos de ser limitados e admitir uma hipótese meramente biológica?»
Você, que aparentemente possui super-poderes, conhece outra?
«Porque não aceitar a outra parte de verdade e admitir que por trás de todas as causas físicas e biológicas há de facto uma mão condutora, que definiu as leis que regem o mundo e o universo?»
Simples! Não existe qualquer indício! Ou você tem algum?
»…porque não complementarem-se?»
Porque não faz qualquer sentido complementarem-se! Principalmente com algo que não existe!
Você consegue apresentar algum indício?
«..em parte, as teorias evolucionistas podem explicar grande parte da natureza, mas ficam desprovidas de sentido quando isoladas de uma intenção que foi a da criação das leis que regem todos os principios, incluido a evolução, por Alguém.»
Ah sim? E porquê? E por quem?
Mas que sentido é que você espera encontrar?
Mas em que asteróide é que você vive?
«Sejamos humildes diante do maravilhoso e complexo mundo natural, o qual foi criado com toda a sabedoria e inteligência, assim como você e eu»
Com toda a sabedoria e inteligência, hein?
Me explique então porque é que você existe?
Ainda não me respondeu à pergunta que lhe fiz:
Como é que explica a uma criança uma mutação de um vírus que ocorre diante dos nossos olhos num microscópio electrónico?
Que o seu fantasma favorito anda por ali a brincar?
Cumprimentos
Abrasivus, primeiro era preciso que a criança percebesse o que é um vírus, o que é uma mutação. E obviamente não lhe iria dizer que era um fantasminha que brincava com o DNA do vírus. Seria muito pouco racional não acha? Explicar-lhe-ia o fenómeno como um fenómeno natural (porque afinal é isso que é). Não misturemos as coisas. O facto de ser crente não implica que explique um fenómeno natural e biológico recorrendo a argumentos sobrenaturais ou Divinos. Explicaria simplesmente a mutação (de acordo com o meu conhecimento) com argumentos científicos, pois é isso que a ciência (neste caso a biologia genética) faz.
Ao dizer que vejo a marca de Deus na Sua Criação, não digo que os processos naturais ocorram directamente a partir da sua intervenção. Apenas que tudo faz parte do mesmo Plano Divino, incluindo as leis que regem a naureza.
Caro João C.,
«…primeiro era preciso que a criança percebesse o que é um vírus, o que é uma mutação»
É para esse tipo de coisas que as crianças vão à escola: Para receberem os conhecimentos correctos na altura adequada.
«E obviamente não lhe iria dizer que era um fantasminha que brincava com o DNA do vírus. Seria muito pouco racional não acha?»
Sem sombra de dúvida!
E continua a ser irracional se em vez de dizer que se trata de um fantasminha, disser que é um fantasmão importantão que anda por lá.
«Explicar-lhe-ia o fenómeno como um fenómeno natural (porque afinal é isso que é).»
Não compreendo então como é que afirmou anteriormente:
« Concordo plenamente que o criacionismo seja ensinado nas escolas, a par das teorias evolutivas.»
A sua opinião já evoluiu. Folgo em saber…
« Ao dizer que vejo a marca de Deus na Sua Criação, não digo que os processos naturais ocorram directamente a partir da sua intervenção. Apenas que tudo faz parte do mesmo Plano Divino, incluindo as leis que regem a natureza»
Penso que estamos a fazer progressos.
Anteriormente, já concluímos que as almas, mesmo que existam, não servem para nada.
Também já assentámos que a evolução é um facto e portanto não faz qualquer sentido ensinar histórias de fantasminhas a crianças na escola, pelo que já não deve considerar curial o ensinamento do criacionismo nas escolas.
Quanto ao plano divino, penso que já entendi.
O plano divino é assim uma espécie de saco onde cabe tudo, não é?
A Natureza é de tal forma livre e recheada de livre arbítrio que tudo o que aconteça e por mais estapafúrdio que seja, faz parte do plano divino certo?
Imaginemos que estamos a olhar para o microscópio electrónico à espera de uma mutação:
- Ela acontece – de acordo com o plano divino.
- Ela não acontece – de acordo com o plano divino.
Explique-nos lá para o que é que serve o plano divino neste caso.
Haja ou não plano divino, as coisas acontecem ou não acontecem à mesma…
É como as almas: Existam ou não, as consciências existem à mesma.
Porque é que em vez de complicarmos as coisas com planos divinos, não chamamos as coisas pelos seus nomes: Pelo o que se sabe, o que nos rodeia, é um imenso oceano caótico de energia de entropia crescente e com os seus princípios de energia mínima a tornar possíveis grúmulos de ordem local de complexidade também crescente.
E apenas tão “somente”…
Por simplicidade conceptual, podíamos doravante chamar a tudo isto apenas Natureza, que tal?
Cumprimentos
Aceito, compreendo e até concordo na maior parte dos aspectos que argumentou. No entanto, continuo a achar que em tudo o que disse não podemos excluir a presença de uma mão que guia e orienta isto tudo que “podiamos doravante chamar (…) apenas Natureza”. Esse Alguém é muito mais abrangente que todo o conhecimento que podriamnos vir a adquir. Porque criou as próprias leis que regem a natureza.
Quando falei em considerar que o criacionismo devia ser leccionado, referia-me a considerar e ensinar essa teoria sem dogmatismo religioso. Quando se ensina a teoria do Big Bang, porque não fazer referência à “analogia” da frase “Faça-se luz” do Genesis? Quanto mais não seja para os alunos desenvolverem espirito crítico, pensarem por si mesmos.
Eu não sou assim tão velho (terminei a licenciatura há um ano), e no secundário aprendi a teoria do criacionismo na cadeira de Biologia e nunca houve qualquer referencia religiosa no sentido próprio do termo. Foi leccionada como mais uma teoria, a par do darwinismo. Mas enquanto o darwinismo ocupou 4 ou 5 semanas do programa, o criacionismo apenas teve uma abordagem de 2 ou 3 aulas.
Cumprimentos
João C.,
Essa duas ou três aulas, assim como que por coincidência, não calharam no Carnaval? É que nessa altura do ano há quem diga que “ninguém leva a mal”…
Olá Helder
Não, não foram no Carnaval. Foi mesmo em Outubro. E não, não calharam no Halloween…