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	<title>Comentários em: Ateus, crentes e algo no virtuoso meio</title>
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	<description>Movimento Ateísta Português</description>
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		<title>Por: JPC</title>
		<link>http://www.portalateu.com/2008/02/09/ateus-crentes-e-algo-no-virtuoso-meio/#comment-2422</link>
		<dc:creator>JPC</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Aug 2008 00:34:16 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Miguel, desde logo só posso lamentar que repise a falácia dos agnósticos que se limitam ao &quot;não sei&quot; e por aí se ficam, como se fossem débeis mentais apáticos. Enfim, nem merece resposta. Quanto ao resto, está bem, pode ser.
Caro Lucas, também peço desculpa pela resposta tardia. Mas, desde logo, não escrevi em lado nenhum que a religião dignifica seja o que for. Pode dignificar, pode não dignificar. Depende. Quanto ao resto do teu raciocínio, partindo do princípio deste erro de base, confesso que se me afigura um pouco confuso. Mas sim, concordo perfeitamente que se possa discutir religião sem meter Deus ao barulho. Se discutirmos a religião hindu, por exemplo, metemos dezenas deles ao barulho, por exemplo... Outra coisa que também depende. Agora a sério: sim, claro, podemos e devemos discutir religião seja como for e seja onde for, com Deus ou sem ele. Sobretudo porque é algo que nos afecta no dia a dia, a todos nós, e é quase omnipresente na vida pública, com impactos práticos e profundos, amiúde nefastos (nem sempre, depende). Só é pena que seja (em Portugal, ainda), um tema tão pouco discutido. Mas enfim, valha-nos projectos como este portal.
Paz e Saúde!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Miguel, desde logo só posso lamentar que repise a falácia dos agnósticos que se limitam ao &#8220;não sei&#8221; e por aí se ficam, como se fossem débeis mentais apáticos. Enfim, nem merece resposta. Quanto ao resto, está bem, pode ser.<br />
Caro Lucas, também peço desculpa pela resposta tardia. Mas, desde logo, não escrevi em lado nenhum que a religião dignifica seja o que for. Pode dignificar, pode não dignificar. Depende. Quanto ao resto do teu raciocínio, partindo do princípio deste erro de base, confesso que se me afigura um pouco confuso. Mas sim, concordo perfeitamente que se possa discutir religião sem meter Deus ao barulho. Se discutirmos a religião hindu, por exemplo, metemos dezenas deles ao barulho, por exemplo&#8230; Outra coisa que também depende. Agora a sério: sim, claro, podemos e devemos discutir religião seja como for e seja onde for, com Deus ou sem ele. Sobretudo porque é algo que nos afecta no dia a dia, a todos nós, e é quase omnipresente na vida pública, com impactos práticos e profundos, amiúde nefastos (nem sempre, depende). Só é pena que seja (em Portugal, ainda), um tema tão pouco discutido. Mas enfim, valha-nos projectos como este portal.<br />
Paz e Saúde!</p>
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	<item>
		<title>Por: Lucas Samuel</title>
		<link>http://www.portalateu.com/2008/02/09/ateus-crentes-e-algo-no-virtuoso-meio/#comment-1027</link>
		<dc:creator>Lucas Samuel</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Apr 2008 11:52:30 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.portalateu.com/2008/02/09/ateus-crentes-e-algo-no-virtuoso-meio/#comment-1027</guid>
		<description>Caro jpc,

Só agora vi o teu comentário e peço desculpa pela resposta tardia.
Quando me referi a “Ser Humano” como alternativa à religião, não me referia obviamente a “Ser Humano” como religião (no sentido positivista e comtiano do termo), mas ser humano como objecto de introspecção e aperfeiçoamento. Quando te referes à religião como “algo que dignifica o humano”, terei de discordar: porque na própria etimologia da palavra, está subjacente o conceito de “unir”; ora, união neste sentido, eu entendo-a como fusão no colectivo (de outra forma não teríamos “religião” mas mera crença individual); essa fusão pressupõe necessariamente uma diluição da individualidade do “ser” (e a sua subsequente diminuição) na doutrina. Dir-me-ás que todos nós nos “diluímos” de alguma forma em qualquer coisa, quer seja num clube de futebol, no trabalho, na família, etc. É verdade. Por isso mesmo, sou daqueles que se encontra receptivo à ideia de poder discutir “religião” como um conceito onde Deus (pelo menos como o conhecemos) não esteja presente. 

Cumprimentos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro jpc,</p>
<p>Só agora vi o teu comentário e peço desculpa pela resposta tardia.<br />
Quando me referi a “Ser Humano” como alternativa à religião, não me referia obviamente a “Ser Humano” como religião (no sentido positivista e comtiano do termo), mas ser humano como objecto de introspecção e aperfeiçoamento. Quando te referes à religião como “algo que dignifica o humano”, terei de discordar: porque na própria etimologia da palavra, está subjacente o conceito de “unir”; ora, união neste sentido, eu entendo-a como fusão no colectivo (de outra forma não teríamos “religião” mas mera crença individual); essa fusão pressupõe necessariamente uma diluição da individualidade do “ser” (e a sua subsequente diminuição) na doutrina. Dir-me-ás que todos nós nos “diluímos” de alguma forma em qualquer coisa, quer seja num clube de futebol, no trabalho, na família, etc. É verdade. Por isso mesmo, sou daqueles que se encontra receptivo à ideia de poder discutir “religião” como um conceito onde Deus (pelo menos como o conhecemos) não esteja presente. </p>
<p>Cumprimentos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Miguel</title>
		<link>http://www.portalateu.com/2008/02/09/ateus-crentes-e-algo-no-virtuoso-meio/#comment-1018</link>
		<dc:creator>Miguel</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Apr 2008 14:00:33 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.portalateu.com/2008/02/09/ateus-crentes-e-algo-no-virtuoso-meio/#comment-1018</guid>
		<description>&quot;Ao passo que os ateus, e os crentes, sabem. Ou estão convictos que sabem.&quot;

Não posso concordar com a afirmação, coloca o ateísmo ao mesmo nível dogmático das certezas adquiridas de qualquer religião.
O ateísmo depende do teísmo do mesmo modo que o próprio agnosticismo, em relação ao que escreveu a definição de agnosticismo radical até se ajusta. A questão está efectivamente no &quot;não sei&quot;. Porque eu como ateu também não sei, no entanto não concebo a ideia de me ficar pelo &quot;dizer simplesmente não sei&quot;. Logo, é constante a procura pelo saber, a recusa em viver no engano, mesmo que seja espiritualmente enriquecedor. E é nessa procura que reside o principal motivo de ser ateu.
É nessa procura que se encontram inevitavelmente provas que lhe permitem afirmar, cada vez com menos incerteza a inexistência de um Deus e negar assim o tal conforto espiritual, encontrando-o naquilo que, cada vez com mais certeza, pode chamar verdade.  Isto de uma forma sustentada e com o necessário espaço para a evolução, à medida que, como seres humanos, vamos percebendo melhor o que nos rodeia.

Cumprimentos</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Ao passo que os ateus, e os crentes, sabem. Ou estão convictos que sabem.&#8221;</p>
<p>Não posso concordar com a afirmação, coloca o ateísmo ao mesmo nível dogmático das certezas adquiridas de qualquer religião.<br />
O ateísmo depende do teísmo do mesmo modo que o próprio agnosticismo, em relação ao que escreveu a definição de agnosticismo radical até se ajusta. A questão está efectivamente no &#8220;não sei&#8221;. Porque eu como ateu também não sei, no entanto não concebo a ideia de me ficar pelo &#8220;dizer simplesmente não sei&#8221;. Logo, é constante a procura pelo saber, a recusa em viver no engano, mesmo que seja espiritualmente enriquecedor. E é nessa procura que reside o principal motivo de ser ateu.<br />
É nessa procura que se encontram inevitavelmente provas que lhe permitem afirmar, cada vez com menos incerteza a inexistência de um Deus e negar assim o tal conforto espiritual, encontrando-o naquilo que, cada vez com mais certeza, pode chamar verdade.  Isto de uma forma sustentada e com o necessário espaço para a evolução, à medida que, como seres humanos, vamos percebendo melhor o que nos rodeia.</p>
<p>Cumprimentos</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: jpc</title>
		<link>http://www.portalateu.com/2008/02/09/ateus-crentes-e-algo-no-virtuoso-meio/#comment-1003</link>
		<dc:creator>jpc</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 02:36:57 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.portalateu.com/2008/02/09/ateus-crentes-e-algo-no-virtuoso-meio/#comment-1003</guid>
		<description>Certo. E a diferença não é ligeira, é profunda. Não concordo nada, no entanto, com a alusão ao nazismo. Desde logo porque, a ser verdade, foi uma &quot;aplicação&quot;, no mínimo, desastrada. Para não dizer desastrosa. Além disso nem eu nem Paglia propomos uma Solução. Muito menos para O Problema das &quot;convicções ilusórias&quot;, religiosas ou não. É quanto muito uma sugestão de caminho alternativo, mais no sentido das &quot;ilusões consentidas&quot;.
&quot;Ser Humano&quot; como alternativa a &quot;Religião&quot;, por outro lado, é algo que não concebo e mostra a que ponto somos diferentes na nossa mundivisão, porque pressupõe que a religião é algo exterior ao homem, algo que &quot;não é humano&quot;, que não o dignifica. E não, como efectivamente é, uma manifestação de profunda humanidade, que pode ser exaltante e enriquecedora, tal como a criação artística. É essa a medida do meu respeito pela dimensão religiosa do Ser Humano.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Certo. E a diferença não é ligeira, é profunda. Não concordo nada, no entanto, com a alusão ao nazismo. Desde logo porque, a ser verdade, foi uma &#8220;aplicação&#8221;, no mínimo, desastrada. Para não dizer desastrosa. Além disso nem eu nem Paglia propomos uma Solução. Muito menos para O Problema das &#8220;convicções ilusórias&#8221;, religiosas ou não. É quanto muito uma sugestão de caminho alternativo, mais no sentido das &#8220;ilusões consentidas&#8221;.<br />
&#8220;Ser Humano&#8221; como alternativa a &#8220;Religião&#8221;, por outro lado, é algo que não concebo e mostra a que ponto somos diferentes na nossa mundivisão, porque pressupõe que a religião é algo exterior ao homem, algo que &#8220;não é humano&#8221;, que não o dignifica. E não, como efectivamente é, uma manifestação de profunda humanidade, que pode ser exaltante e enriquecedora, tal como a criação artística. É essa a medida do meu respeito pela dimensão religiosa do Ser Humano.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Dez sinais de que você é um cristão &#171; Ateu, graças a Deus!</title>
		<link>http://www.portalateu.com/2008/02/09/ateus-crentes-e-algo-no-virtuoso-meio/#comment-825</link>
		<dc:creator>Dez sinais de que você é um cristão &#171; Ateu, graças a Deus!</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Apr 2008 17:15:19 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.portalateu.com/2008/02/09/ateus-crentes-e-algo-no-virtuoso-meio/#comment-825</guid>
		<description>[...] do Portal Ateu do Helder Sanches que roubou descaradamente  do “Naturalmente, não sei” do João Cruz [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] do Portal Ateu do Helder Sanches que roubou descaradamente  do “Naturalmente, não sei” do João Cruz [...]</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Lucas Samuel</title>
		<link>http://www.portalateu.com/2008/02/09/ateus-crentes-e-algo-no-virtuoso-meio/#comment-818</link>
		<dc:creator>Lucas Samuel</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Apr 2008 13:43:47 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;O meu problema central não é a religião, mas a forma como ela é eventualmente praticada e, mais que isso, o mecanismo da crença, o fenómeno da convicção&quot;. Concordo inteiramente. Aliás, quando vamos a uma peça de teatro ou a um concerto, estamos de certa forma, a aderir a todas as componentes de um fenómeno religioso: alienação do eu, êxtase, emoção, envolvimento no acontecimento, etc. 

Só que existe uma ligeira diferença entre aquilo que podemos chamar &quot;ilusões consentidas&quot; (ou seja, sabermos que estamos envolvidos numa ficção) e a &quot;convicções ilusórias&quot; (tomarmos a ficção como realidade).  As formas de expressão artística envolvem-nos nas primeiras, enquanto a religião vive das segundas. Podemos de facto ser tolerantes com as &quot;verdades&quot; do discurso religioso, mas apenas na mesma medida que  somos tolerantes com as &quot;verdades&quot; dos contos de Shakespeare ou da música de Bach. Aquilo que podemos retirar de interessante, é apenas a alegoria. Extrairmos daí um fundo de verdade histórica ou transcendente significa o empobrecimento da nossa faculdade crítica. 

&quot;Arte como alternativa a religião&quot;? Nesse aspecto, saímos de uma falácia para cairmos noutra. Arte é arte e apenas isso. Arte como alternativa a religião já Hitler a aplicou. E que tal &quot;Ser Humano&quot; como alternativa a &quot;Religião&quot;?

Cumprimentos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;O meu problema central não é a religião, mas a forma como ela é eventualmente praticada e, mais que isso, o mecanismo da crença, o fenómeno da convicção&#8221;. Concordo inteiramente. Aliás, quando vamos a uma peça de teatro ou a um concerto, estamos de certa forma, a aderir a todas as componentes de um fenómeno religioso: alienação do eu, êxtase, emoção, envolvimento no acontecimento, etc. </p>
<p>Só que existe uma ligeira diferença entre aquilo que podemos chamar &#8220;ilusões consentidas&#8221; (ou seja, sabermos que estamos envolvidos numa ficção) e a &#8220;convicções ilusórias&#8221; (tomarmos a ficção como realidade).  As formas de expressão artística envolvem-nos nas primeiras, enquanto a religião vive das segundas. Podemos de facto ser tolerantes com as &#8220;verdades&#8221; do discurso religioso, mas apenas na mesma medida que  somos tolerantes com as &#8220;verdades&#8221; dos contos de Shakespeare ou da música de Bach. Aquilo que podemos retirar de interessante, é apenas a alegoria. Extrairmos daí um fundo de verdade histórica ou transcendente significa o empobrecimento da nossa faculdade crítica. </p>
<p>&#8220;Arte como alternativa a religião&#8221;? Nesse aspecto, saímos de uma falácia para cairmos noutra. Arte é arte e apenas isso. Arte como alternativa a religião já Hitler a aplicou. E que tal &#8220;Ser Humano&#8221; como alternativa a &#8220;Religião&#8221;?</p>
<p>Cumprimentos.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Os dez principais sinais de que você é cristão &#187; Portal Ateu</title>
		<link>http://www.portalateu.com/2008/02/09/ateus-crentes-e-algo-no-virtuoso-meio/#comment-816</link>
		<dc:creator>Os dez principais sinais de que você é cristão &#187; Portal Ateu</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Apr 2008 12:51:44 +0000</pubDate>
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		<description>[...] (descaradamente &#8220;roubado&#8221; do &#8220;Naturalmente, não sei&#8221; do João Cruz) [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] (descaradamente &#8220;roubado&#8221; do &#8220;Naturalmente, não sei&#8221; do João Cruz) [...]</p>
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